SÃO PAULO – Com o noticiário externo mais positivo em meio a expectativa por vacinas até o fim do ano e por esperanças renovadas para estímulos nos EUA, quem ganha destaque são as ações de empresas aéreas e de shopping centers.

A ação da brMalls (BRML3) sobe mais de 6%: a companhia comunicou que realizou com a plataforma de shopping centers Ancar estudos preliminares sobre a pertinência da combinação parcial de seus portfólios. Iguatemi (IGTA3) e Multiplan (MULT3) também veem suas ações registrarem ganhos na B3.

Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) e CVC (CVCB3) também avançam diante do maior otimismo externo.

Já a Suzano (SUZB3) segue a forte alta da última sessão, em meio às perspectivas positivas da celulose e a alta do preço da commodity na última semana.

Petrobras (PETR3;PETR4) e Vale (VALE3) registram leves ganhos. A mineradora antecipará parte do desempenho no terceiro trimestre nesta segunda-feira, após o fechamento dos mercados. A empresa deve reportar, em seu relatório, a produção de 85,7 milhões de toneladas, segundo estimativa média de seis analistas consultados pela Bloomberg.

Contudo, cabe apontar que os futuros de minério de ferro caíram para o menor patamar em três semanas nesta segunda-feira, com o aumento dos estoques nos portos da China e uma perspectiva sombria para a demanda doméstica de aço durante o inverno (do Hemisfério Norte) pesando sobre os preços. O contrato mais ativo, de janeiro de 2021, na Bolsa de Mercadorias de Dalian da China DCIOcv1 caiu 1,9%, a 769,50 yuans (114,86 dólares) por tonelada, o menor valor desde 29 de setembro, antes de fechar em baixa de 0,4% para 781 yuans. Por outro lado, a sessão é de quase estabilidade para os preços do petróleo.

As ações da MMX (MMXM3) e da OSX (OSXB3) registram mais um dia de forte volatilidade, com os papéis chegando a cair 20%. Na sexta-feira, a Vetorial – alvo de requerimento da MMX na Justiça para que a mineradora de Eike Batiste retome a operação de algumas minas em Corumbá (MS) – disse ser impossível que a MMX volte a operar com essas minas (veja mais clicando aqui).

Já a C&A (CEAB3), que também não está no Ibovespa, disparava após reportagem afirmando que os acionistas controladores da varejista de moda avaliam vender sua posição na operação no país.

 

Confira os destaques do noticiário corporativo abaixo:

Oi (OIBR3;OIBR4)

A agência de classificação de risco S&P elevou na última sexta-feira (16) os ratings de crédito da Oi após a companhia obter aprovação do aditamento do seu plano de recuperação judicial com os credores no dia 8 de setembro.

A S&P destacou ter elevado os ratings de crédito de emissor de ‘SD’ para ‘CCC+’ na escala global e de ‘SD’ para ‘brBB’ na Escala Nacional. A Oi também teve o seu rating da dívida unsecured elevado de ‘CCC-‘ para ‘CCC+’. O rating de recuperação se manteve em ‘4’.

A agência manteve a perspectiva estável do rating, destacando que a Oi não enfrenta pressões de liquidez no curto prazo e conseguirá repagar ou refinanciar suas debêntures que vencem em janeiro de 2022.

“Os ratings incorporam nossa visão das difíceis condições econômicas e competitivas, o projeto desafiador de transformação operacional e a nossa expectativa de que a alavancagem permanecerá alta pelo menos nos próximos dois anos, com o índice de dívida bruta ajustada sobre EBITDA bem acima de 6x e o de fluxo de caixa operacional livre (FOCF – free operating cash flow) sobre dívida perto de 0%”, afirma a agência. Para a S&P, a Oi será capaz de concluir o seu processo de recuperação com sucesso.

CCR (CCRO3)

A CCR reportou queda de tráfego na semana iniciada em 9 de outubro, com queda de 4% na mesma semana do ano anterior. O tráfego de passageiros na mobilidade urbana e em concessões de aeroportos caiu 55%.

Bancos

O Credit Suisse afirmou na manhã de segunda-feira que espera que os resultados dos bancos brasileiros melhorem no terceiro trimestre de 2020, em comparação com um primeiro trimestre fraco. Segundo o Credit Suisse, o volume de pagamentos de empréstimos voltou ao normal no caso do Santander (SANB11), e está em cerca de 70% no caso do Bradesco (BBDC4) e em 50% no caso do Itaú Unibanco (ITUB4). O Credit Suisse diz que o retorno sobre patrimônio dos bancos deve aumentar para 14.2% no terceiro trimestre. No segundo trimestre, o ganho fora de 12,2%.

Vivo (VIVT4)

O Credit Suisse afirmou pela manhã de segunda que espera que a Vivo tenha um terceiro trimestre mais fraco, com queda de 4% do lucro Ebitda em comparação com o mesmo período do ano anterior. Contudo, os analistas seguem com visão positiva para a companhia, mantendo recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 61.

Aluguel de carros

O Bradesco BBI manteve na manhã de segunda recomendação para ações de Localiza (RENT3), Unidas (LCAM3) e Movida (MOVI3) em outperform (com performance acima da média do mercado).

Siderúrgicas

O Itaú BBA afirmou que a performance da indústria de aço se manteve forte em setembro. Ele destacou o crescimento de 57% nas vendas de chapas de aço pela CSN (CSNA3) entre o segundo e o terceiro trimestres. O Itaú diz esperar alta de vendas da Usiminas (USIM5) no terceiro trimestre, e desempenho acima do esperado da Gerdau (GGBR4). As vendas consolidadas domésticas de aço cresceram 8% entre agosto e setembro, e 12% entre setembro e o mesmo mês do ano anterior. Assim, houve alta de 38% no terceiro trimestre comparado com o anterior.

Educação suplementar

Com o orçamento das famílias apertado, o Morgan Stanley avalia que colégios podem ter receio de adicionar produtos às suas ofertas educacionais. Além disso, de acordo com pesquisa AlphaWise, consumidores esperam melhora da situação financeira nos próximos seis meses. Mas 45% das pessoas questionadas continuam com receio de perder seus empregos, e 50% dos consumidores dizem que só conseguirão pagar as contas se situação de renda melhorar.

Isso poderia prejudicar os negócios de empresas voltadas a fornecer tecnologia educacional suplementar, como Arco Educação (NASDAQ: ARCE) e Vasta Educação (NASDAQ: VSTA), afirma o Morgan Stanley. O banco reduziu as expectativas de crescimento orgânico do número de contratos de produtos para a ARCE de 33% para 19% em 2021, já que a empresa tem uma base maior de contratos. Em comparação, o Morgan Stanley manteve a previsão de 26% de crescimento para a Vasta. O banco manteve o preço-alvo da ação da Vasta em US$ 20, mas reduziu o preço-alvo da Arco de US$ 51,4 para US$ 43,7. A recomendação é overweight para a Vasta e para a Arco é equalweight.

QSaúde

José Seripieri Filho, fundador da Qualicorp Administradora de Benefícios (QUAL3), a maior administradora brasileira de planos de saúde, está lançando uma nova operadora, a QSaúde. Inicialmente, serão oferecidos apenas planos individuais em São Paulo, com preços entre R$ 246 e R$ 3.200. A estratégia é focar em atendimento com médicos de família do hospital Albert Einstein, responsáveis por encaminhar pacientes a especialistas.

Análise do Bradesco BBI afirma que a estratégia não é nova, sendo empregada por várias outras operadoras com o intuito de cortar custos focando no atendimento primário. Mas o foco em planos individuais pode ser um diferencial a trazer sucesso para a QSaúde.

Linx (LINX3) e Totvs (TOTS3)

Segundo informações publicadas na sexta (16) pelo Valor Investe, a CVM decidiu que os fundadores da Linx não devem votar na assembleia de acionistas de 17 de novembro, que discutirá a oferta feita pela Stone (NASDAQ: STNE) para comprar a empresa. A decisão se baseia no fato de que Alberto Menache, Alon Dayan e Nercio Fernandes assinaram acordos com a Stone em que se comprometem a não concorrer com a empresa. Na avaliação da CVM, isso confere aos três um benefício particular na operação, nos termos da lei 6.404/76.

Em nota publicada na segunda-feira de manhã, o Bradesco BBI afirmou que isso aumenta a incerteza sobre o desfecho do negócio. A Linx também é disputada pela Totvs, cujos representantes têm afirmado publicamente que sua proposta vem sendo prejudicada pelo conselho de administração. As ofertas de ambas as empresas giram em torno de R$ 6 bilhões.

Vale (VALE3) e siderúrgicas

A XP Investimentos elevou o preço-alvo da Vale de R$ 85 para R$ 86 por ação e manteve recomendação de compra, incorporando os preços mais altos de minério de ferro e menores custos no futuro, com base em volumes mais altos no segundo semestre.

“Aumentamos nossa previsão do preço do minério de ferro para US$ 110 a tonelada ao final do ano (de US$ 95 a tonelada) por conta de (1) demanda forte na China e (2) movimento de recomposição de estoques da Vale. Com relação aos volumes de minério, reduzimos nossa estimativa de 2020 para 300mt (de 305mt), que se compara com o piso do guidance da companhia de 310mt. Para Bradespar, mantemos nosso desconto de holding justo de 20% e atualizamos nosso preço alvo para R$57 por ação (de R$ 55 por ação). Portanto, temos preferência pelas ações da Vale versus Bradespar”, destacou a equipe de análise.

O preço-alvo da Gerdau foi de R$ 22,50 por ação para R$ 25 por ação com a alta nos preços do aço e vendas de aços longos ainda fortes com boa atividade na construção civil. Estimamos uma redução de 10% nas vendas no Brasil em 2020 na comparação anual (versus queda de 12% anteriormente na base anual).

O setor siderúrgico no Brasil tem espaço para mais aumentos de preços devido ao dólar alto e aos preços internacionais saudáveis, além da paridade de importação negativa atualmente, avaliam. Para Metalúrgica Gerdau, foi mantido o desconto de holding justo de 20% e atualizado o preço alvo para R$ 11,70 por ação (de R$ 10,50 por ação);

Sobre Usiminas, o preço-alvo foi de R$ 8,50 para R$ 12 por ação, com os novos preços de commodities e uma recuperação mais rápida do que o esperado no setor automotivo. “Em nossa opinião, os preços mais altos do minério de ferro e os aumentos nos preços do aço – seguindo uma paridade de importação ainda negativa – devem melhorar os resultados da empresa no futuro”. A recomendação para Usiminas segue neutra.

Energia e saneamento

O Credit Suisse atualizou suas recomendações para empresas do setor de serviços de utilidade pública, como energia e água na América Latina, destacando empresas brasileiras. Segundo o banco, o setor se beneficia de bons fundamentos como crescimento do portfolio, regulação favorável, apoio financeiro, perspectiva de crescimento com privatizações e oportunidades no setor de energia renovável.

O banco destaca a Neoenergia (NEOE3) como top pick, e mantém a rating de outperform (com expectativa de desempenho acima da média do mercado) para Cesp (CESP6), Energisa (ENGI11), Engie Bz (EGIE3), Alupar (ALUP11), Equatorial (EQTL3), EDP (ENBR3), Eletrobras PN (ELET6) e Sabesp (SBSP3). Mas reduziu a avaliação de Copel (CPLE6) para underperform (com expectativa de desempenho abaixo da média). E rebaixou Taesa (TAEE11), Sanepar (SAPR11) e Omega (OMGE3) para expectativa neutra (desempenho dentro da média). Copasa (CSMG3), Eletrobras ON (ELET3) e AES Tietê (TIET11) continuam com avaliação neutra.

Shoppings

O Itaú BBA realizou uma conferência com planos de saúde na quarta-feira, 14 de outubro. Segundo o banco, as maiores empresas do setor afirmaram que a demanda por espaços tem aumentado desde a reabertura dos shoppings, atingindo 70% do nível pré-crise. A locação está em níveis superiores aos da crise de 2015 e 2016.

As empresas afirmaram que as vendas aumentam mais rápido em lojas mais expostas às classes B e C, diferentemente do que ocorreu na crise de 2015 e 2016. As operadoras de shoppings afirmaram que os planos de crescimento devem ser retomados em breve, com foco em projetos de uso misto, focados no setor imobiliário.

brMalls (BRML3)

Ainda no radar do setor, brMalls comunicou que realizou com a plataforma de shopping centers Ancar estudos preliminares sobre a pertinência da combinação parcial de seus portfólios.

“Caso haja continuidade dos estudos preliminares e eventual celebração de obrigações vinculantes, a brMalls comunicará os investidores e ao mercado em geral”, afirmou em documento disponível no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

C&A (CEAB3)

A família Brennikmeijer, controladora da varejista C&A, com sede na Holanda, considera vender sua posição na operação brasileira da C&EA (CEAB3). O movimento faria parte de um plano de concentrar seus negócios na Europa, segundo informações do jornal Valor publicadas nesta segunda-feira de manhã. A família é dona de 65% da C&A no Brasil, que é listada na Bolsa desde 2019. Os Brennikmeijer se desfizeram neste ano de operações na China e no México.

Light (LIGT3)

Ronaldo Cezar Coelho, investidor privado que detém 22,53% da empresa geradora e distribuidora de energia elétrica fluminense Light (LIGT3), afirmou em entrevista ao Valor que acredita na chegada de um “novo sócio estratégico” em breve. A estatal mineira Cemig (CMIG4) detém 22,58% da companhia carioca, e se prepara para ofertar ações da Light neste ano. A Light prepara um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão.

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