Fábrica da JBS

SÃO PAULO – A sessão desta quarta-feira teve como destaque, dentro do Ibovespa, a ação do Magazine Luiza (MGLU3, R$ 25,59, -1,58%). O papel chegou a subir 3% no início da sessão, a primeira com o ativo sendo negociado após desdobramento na proporção de um para quatro, fazendo com que o valor do papel voltasse para a casa dos R$ 20. Contudo, o ativo MGLU3 perdeu forças no fim da manhã, zerou os ganhos e fechou com perdas.

Para os frigoríficos, o dia foi de ganhos, com destaque para a JBS (JBSS3, R$ 21,48, +9,20%), enquanto BRF (BRFS3, R$ 18,63, +2,99%), Minerva (BEEF3, R$ 11,45, +2,60%) e Marfrig (MRFG3, R$ 15,36, +3,30%), também avançaram. Mais quatro casos de peste suína africana foram confirmados em javalis no estado de Brandemburgo, no leste da Alemanha, disse o ministério federal da agricultura do país nesta quarta-feira.

As novas descobertas elevam o número total de casos confirmados para 69 desde o primeiro, em 10 de setembro. Todos estavam em animais selvagens, sem porcos afetados em fazendas, disse o ministério.

Porém, a China e outros compradores proibiram importações de carne suína alemã em setembro, após a confirmação do primeiro caso, fazendo com que os preços da carne suína subissem no gigante asiático.

Ainda no noticiário de JBS, a companhia informou que sua subsidiária norte-americana Pilgrim’s Pride Corporation celebrou um acordo com a divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

A Vale (VALE3, R$ 63,00, +1,38%), por sua vez, teve outra sessão entre perdas e ganhos, apesar do novo dia de queda para o minério. Os futuros do minério de ferro recuaram e tocaram mínimas de duas semanas na China nesta quarta-feira, em meio a uma melhoria nas perspectivas para a oferta do material utilizado na fabricação do aço. O minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian teve baixa de 2,4%, a 798,50 iuanes (US$ 118,43) por tonelada.

Os estoques de minério de ferro em portos chineses aumentaram para 123,6 milhões de toneladas na semana passada, maior nível desde 20 de março, segundo dados da consultoria SteelHome, enquanto a demanda por recomposição de estoques de siderúrgicas caiu. As importações de minério da China em setembro subiram e há sinais de sólida oferta nos próximos meses do Brasil e da Austrália.

Seguindo entre as mineradoras, a MMX (MMXM3, R$ 17,00, -52,78%) voltou a subir forte no início da sessão, chegando a ter alta de 62% na máxima do dia e a saltar mais de 3.000% no mês, com os ativos entrando sucessivamente em leilão, virando na sequência para forte queda.

O catalisador para a disparada recente foi a informação da mineradora em 30 de setembro de 2020, em fato relevante, de que protocolizou petição junto ao juízo de sua recuperação judicial, buscando recuperar o ativo Mina Emma, localiza em Corumbá e que foi oferecido aos credores na recuperação judicial. Segundo a companhia destacou no documento, a exploração “pode ser de grande relevância econômica”. Mesmo com a forte alta recente, analistas já mostravam ceticismo com o papel.

Além da MMX, a ação da OSX (OSXB3, R$ 15,00, -28,57%) também teve disparada, mas também entrou em leilão no final da manhã para abrir com perdas. No radar da OSX, a companhia informou que a 2ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro manteve a decisão de suspensão da Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que estava prevista para esta quarta-feira (14).

A decisão foi tomada após o pedido de retratação protocolado pelos acionistas controladores da companhia (Eike Fuhrken Batista e Centennial Asset Mining Fund LLC). A OSX ressalta que já havia realizado o cancelamento da convocação da AGE desta quarta-feira, em cumprimento à decisão judicial proferida em 9 de outubro de 2020.

Entre as recomendações, o Santander iniciou a cobertura para as ações da Pague Menos (PGMN3, R$ 9,36, +2,86%), que avançaram nesta sessão.

Os papéis da Petrobras (PETR3, R$ 20,01, -0,60%; PETR4, R$ 19,97, -0,79%) se decolaram da alta do petróleo e fecharam em queda. Os preços da commodity, que começaram o dia em leve queda, viraram para alta após a Agência Internacional de Energia ter dito que o mercado de petróleo está queimando o excesso de oferta que ameaçou paralisar a indústria global de energia há alguns meses. Porém, os números crescentes de casos de coronavírus seguem colocando em alerta o mercado.

Confira mais destaques:

Linx (LINX3, R$ 35,60, +0,56%) e Totvs (TOTS3, R$ 28,53, +2,48%)

Segundo reportagem do Estadão, acionistas da empresa de tecnologia Linx pediram à CVM para analisar a oferta de compra da companhia feita pela Totvs, na mesma reunião que deliberará sobre a oferta feita pela Stone (STNE). A reunião ocorre em 17 de novembro.

A Totvs vem criticando o conselho de administração da Linx, acusando-os publicamente de prejudicarem a apreciação de sua oferta pela empresa por parte do conselho de acionistas. Segundo o Estadão, as ofertas da Totvs e da Stone estão próximas, oscilando entre R$ 6,1 milhões e R$ 6,2 milhões.

Petrobras (PETR3, R$ 20,01, -0,60%; PETR4, R$ 19,97, -0,79%)

A Petrobras anunciou na terça (13) que precificou a nova emissão de títulos no valor de US$ 1 bilhão, por meio da subsidiária integral Petrobras Global Finance. A emissão se dará por meio de global notes a 5,6% com vencimento em 2031. Os juros devem ser pagos entre 3 de janeiro e 3 de julho de cada ano, a partir de 2021.

A operação, a ser realizada pela subsidiária integral Petrobras Global Finance, ocorre por meio da reabertura do título PGF 5,60% Global Notes, acrescentou a empresa, em comunicado na noite de terça-feira.

“Os recursos captados através desta emissão serão consolidados com o US$ 1,5 bilhão emitido em 27 de maio de 2020, formando uma série única de US$ 2,5 bilhões”, disse a Petrobras no comunicado.

Os recursos líquidos da operação serão utilizados para pagamentos em uma oferta de recompra de títulos anunciada na véspera, enquanto eventuais excedentes irão “para propósitos corporativos em geral”, acrescentou.

Segundo a Petrobras, os títulos terão rendimento ao investidor de 4,4% ao ano.

A Petrobras disse na véspera que sua oferta de recompra de títulos, que expira em 18 de outubro, envolverá dispêndio de um total de até US$ 2 bilhões.

Ecorodovias (ECOR3, R$ 11,82, +3,05%)

Na noite de terça, a Ecorodovias (ECOR3) informou que o tráfego consolidado das rodovias sob sua administração caiu 10,8% considerando o período de 16 de março a 11 de outubro, em comparação com o mesmo período de 2019, período em que o país foi afetado pela pandemia do novo coronavírus.

Locadoras

A S&P revisou para estável a perspectiva de 4 locadoras de automóveis no Brasil. A perspectiva elevada de negativa a estável para Simpar (SIMH3, R$ 27,37, -0,47%), Movida Participações (MOVI3, R$ 18,47, +4,65%), Companhia de Locação das Américas (LCAM3, R$ 24,86, +2,73%) e Vix Logística, informou a S&P em comunicado, citando recuperação mais rápida que a esperada no setor de locação de automóveis no Brasil. Segundo a agência classificadora, as taxas de utilização das empresas se recuperaram no 3T para o nível histórico de 75% a 80%.

Ser (SEER3, R$ 15,29, +3,66%)

O grupo norte-americano de educação Laureate recebeu nova oferta por seus ativos no Brasil e a brasileira Ser, que havia feito oferta de R$ 4 bilhões em meados de setembro, afirmou nesta quarta-feira vai avaliar se vai melhorar sua proposta.

Em comunicado ao mercado, a Ser afirmou que a Laureate, que é dona de universidades como Anhembi Morumbi e FMU, em São Paulo, e IBMR, no Rio de Janeiro, “recebeu uma oferta de terceiro” e que enviou à Ser cópia de “determinados termos e condições” da nova proposta.

“Em uma análise inicial a Ser entende que, caso aplicável, teria plenas condições de exercer seu direito de igualar a referida oferta”, afirmou a companhia no comunicado.

A proposta da Ser envolve ficar com 100% das operações da Laureate no Brasil. Para isso, a empresa pagará à Laureate 1,7 bilhão de reais em caixa no fechamento da transação e assumirá dívida líquida estimada em 623 milhões de reais. Adicionalmente, a Laureate receberá ações da nova companhia.

O acordo estabelecido em meados de setembro permitiu à Laureate buscar até 13 de outubro proposta vinculante de terceiros que seja superior à apresentada pela Ser.

Caso a Laureate encontre uma proposta melhor e a Ser não iguale a oferta, o grupo norte-americano deverá pagar ao brasileiro R$ 180 milhões como multa rescisória.

Anima (ANIM3, R$ 30,26, +3,28%)

Ainda no radar do setor, a Anima teve queda de 4,2% na captação de alunos no segundo semestre, para 14,6 mil.

Contudo, afirma que esta focada em “evolução do tíquete médio” e que a queda na captação “foi alcançado com a manutenção dessa dinâmica”.

Segundo a companhia, dos 14,6 mil alunos matriculados da graduação, 11,4 mil (78,6%) são pagantes sem qualquer tipo de financiamento (ou 79,6% excluindo aquisições de ativos).

A Anima afirmou ainda que o processo de rematrícula foi “bem sucedido” e por isso a base de alunos da companhia cresceu 5,8%, para 119,3 mil no segundo semestre de 2020.

Pague Menos (PGMN3, R$ 9,36, +2,86%)

O Santander iniciou a cobertura para a ação da Pague Menos como compra, com preço-alvo de R$13 implica potencial de alta de 43% em relação ao último fechamento.

Na véspera, o JP Morgan iniciou a cobertura de Empreendimentos Pague Menos com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 12,50.

Klabin (KLBN11, R$ 24,45, -0,85%)

A Klabin informou na manhã de quarta-feira que concluiu a aquisição do negócio de papéis para embalagem e papelão ondulado no Brasil da International Paper do Brasil LTDA (I1PC34).

XP Inc

A XP Inc anunciou seus dados operacionais referentes ao trimestre encerrado em setembro nesta quarta-feira (14), atingindo um valor de ativos sob custódia de R$ 563 bilhões, alta de 60% na comparação anual e de 29% na comparação trimestral.

O crescimento foi impulsionado por R$ 117 bilhões de arrecadação líquida e R$ 11 bilhões pela valorização do mercado.

As entradas líquidas voltaram a acelerar em relação ao segundo trimestre de 2020, consequência do maior reconhecimento da marca entre os indivíduos com elevado patrimônio líquido, destacou a XP Inc no comunicado. “Isso corrobora nossa estratégia de acelerar o crescimento do segmento, agora sob a liderança de José Berenguer. Apesar de não se esperar que traga receitas de varejo de curto prazo, esse tipo de custódia extraordinária de ações deve gerar várias oportunidades de vendas cruzadas em nosso ecossistema, especialmente para private Banking e issuer Services”, destacou.

A XP aponta no comunicado que, ao longo do trimestre, os fluxos foram fortes em todos os canais e marcas, com a mudança contínua de renda fixa e economia para produtos de maior rendimento continuando a ganhar força, devido às baixas taxas de juros no Brasil combinadas com um mercado subpenetrado.

JBS (JBSS3, R$ 21,48, +9,20%)

A JBS comunicou na manhã de quarta-feira ao mercado que sua subsidiária Pilgrim’s Pride Corporation (NASDAQ: PPC) celebrou um acordo com a Divisão Antitruste dos Estados Unidos. O acordo se refere à investigação sobre vendas de frangos de corte nos Estados Unidos. As partes concordaram com uma multa de US$ 110.514.140 por restrições à competição que afetaram três contratos de venda de produtos de frango a um cliente nos Estados Unidos.

O Bradesco BBI vê o  acordo como positivo para as ações da JBS, para quem eles possuem recomendação outperform e preço-alvo de R$ 33,00, pois traz clareza sobre as implicações negativas da investigação antitruste nos Estados Unidos para a subsidiária Pilgrim’s Pride. A multa, na opinião dos analistas, é inferior ao impacto já precificado nas ações da JBS (embora o impacto não seja considerado no caso base dos analistas do banco).

“Estimamos que a participação proporcional da JBS na multa de US $ 110,5 milhões seja equivalente a 1% de seu valor de mercado. Com a acusação em 3 de junho do CEO da Pilgrim’s Pride relacionada à fixação de preços do frango nos EUA, as ações da JBS tiveram desempenho inferior ao Ibovespa e aos nomes de proteínas brasileiras em 8 e 3 pontos percentuais naquele dia, respectivamente. Além disso, desde a acusação do CEO da Pilgrim’s, as ações da JBS caíram 10%, enquanto seu par brasileiro Marfrig (recomendação neutra, com preço-alvo de R$ 17,00), que tem operações nos EUA mas não está envolvida nesta investigação, viu suas ações subirem 14% no mesmo período, parcialmente explicado por preocupações com as implicações negativas das investigações de fixação de preços na JBS”, avaliam os analistas.

(Com Agência Estado, Reuters e Bloomberg)

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