SÃO PAULO – Após a forte queda da véspera para o Ibovespa, o índice conseguiu ter um pequeno alívio nesta terça-feira (22). Ações que caíram forte na véspera, como as aéreas Azul (AZUL4, R$ 26,27, +1,04%) e Gol (GOLL4, R$ 18,18, -1,20%), que tiveram baixa de cerca de 8% por conta dos temores de aumento de casos de coronavírus na Europa, hoje ficaram entre perdas e ganhos.

As ações do setor bancário, amenizaram, mas fecharam em alta em sua maioria: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 30,82, -0,19%), Itaú (ITUB4, R$ 23,10, +0,87%), Santander Brasil (SANB11, R$ 27,49, +0,70%) e Bradesco (BBDC3, R$ 18,63, +1,03%; BBDC4, R$ 19,90, +0,61%). Já a ação da B2W (BTOW3, R$ 94,25, -3,80%), que subiu cerca de 4% na véspera, fechou hoje com a maior baixa do Ibovespa.

A CSN (CSNA3, R$ 16,78, +3,39%), que fechou a sessão da véspera em queda após abrir em forte alta após a aprovação do IPO da CSN Mineração, teve ganhos de cerca de 3% neste pregão.

Já a Petrobras (PETR3, R$ 21,27, -0,05%; PETR4, R$ 20,80, -0,48%) abriu com ganhos de cerca de 2% com um noticiário movimentado para a empresa, mas zerou os ganhos. A sessão começou com ganhos para o petróleo após a forte queda da véspera, que chegaram a 1%, mas a commodity também amenizou a alta, em meio às preocupações sobre a demanda.

No radar da petroleira estatal, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, decidiu retirar de análise em julgamento virtual um caso sobre a possibilidade de privatização de refinarias pela companhia sem aprovação legislativa, segundo informação do sistema de acompanhamento processual da corte. Ainda não há previsão oficial para que o caso seja apreciado em Plenário, enquanto o julgamento virtual havia estabelecido data até 25 de setembro para uma decisão. Saiba mais clicando aqui. 

A Petrobras ainda vai promover uma nova rodada de ofertas vinculantes pela Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, após receber duas propostas com valores próximos. A estatal disse em comunicado que a etapa vinculante do processo de venda do ativo possui participação da Ultrapar (UGPA3, R$ 22,45, +0,18%), de um consórcio liderado pela Raízen – joint venture entre Cosan (CSAN3, R$ 71,97, -1,89%) e Shell- e da chinesa Sinopec.

As ações da Vale (VALE3, R$ 57,81, +0,12%) ficaram próximas da estabilidade. Os futuros do minério de ferro na China tiveram a segunda sessão de perdas nesta terça-feira, devido a sinais de alívio na demanda pelo material usado na fabricação do aço e ao menor uso de produtos de aço. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Dalian, para janeiro, encerrou em queda de 2%, a 773 iuanes (113,81 dólares) por tonelada.

Já a d1000 (DMVF3, R$ 13,10, +13,91%), após saltar 15% na véspera, seguiu em alta superior a 10% nesta sessão. Ontem, a XP Investimentos iniciou a cobertura das ações da varejista farmacêutica com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20,50 por ação para o final de 2021. Com base no fechamento de mercado do dia 18 de setembro, a instituição vê potencial de alta de 105% para as ações. Veja mais clicando aqui. 

Confira os destaques:

Totvs (TOTS3, R$ 28,40, +1,21%) e Linx (LINX3, R$ 34,93, -0,23%)

A Totvs anunciou na segunda que, através de seus assessores jurídicos foi informada que os conselheiros independentes da Linx não irão firmar o protocolo de incorporação com a empresa por entenderem que tal assinatura feriria o acordo celebrado com a Stone Participações. Em comunicado ao mercado, a Totvs afirma considerar a decisão “equivocada”.

Aliado a isso, a empresa afirma ainda que “não houve evolução relevante da análise, pelo comitê especial independente constituído pelo conselho de administração da Linx, da proposta de combinação de negócios apresentada pela Totvs”.

Na visão da Totvs, até esse momento, sua percepção é de que, independentemente dos motivos, o comitê tem demonstrado somente disposição para retardar, ou mesmo impedir, a apreciação de sua proposta pela assembleia de acionistas da Linx, para assim forçar esses acionistas a deliberar sobre uma única proposta, a da Stone.

Segundo a Totvs, tal posicionamento não tem suporte nem mesmo no acordo de associação celebrado entre a Linx e a Stone, que em seu item 7.2 prevê que, eventual recomendação de aprovação de proposta de operação concorrente pelo conselho de administração da Linx não constitui violação à exclusividade assumida naquele mesmo acordo”.

Para que sua proposta, que já foi prorrogada até 13 de outubro, continue válida após esse prazo, a Totvs espera que a administração da Linx proporcione o mesmo nível de acesso à informação dado à Stone na preparação dos documentos exigidos pela CVM e pela SEC para a realização de assembleias; caso a assembleia geral da Linx para deliberar sobre a proposta da Stone seja convocada antes de o formulário F-4 da Totvs seja declarado efetivo pela SEC, assegure a inclusão, na ordem do dia da mesma assembleia; e emita, ainda que condicionada a estar o F-4 da Totvs efetivo, sua recomendação aos acionistas da Linx quanto à proposta da Totvs.

A Totvs reiterou ainda que sua proposta será mantida após 13 de outubro apenas caso essas condições mínimas sejam respeitadas.

Segundo o Bradesco BBI, a assinatura deste protocolo é um passo importante para permitir que a oferta da TOTVS seja levada à assembleia de acionistas da Linx em conjunto com a oferta de Stone. “Acreditamos que é do interesse dos acionistas ter ambas as ofertas sobre a mesa, para que possam decidir qual delas se adapta melhor aos seus interesses. Além disso, acreditamos que ocorrerão mais desdobramentos nesta história”, avaliam.

Petrobras (PETR3, R$ 21,27, -0,05%; PETR4, R$ 20,80, -0,48%), Ultrapar (UGPA3, R$ 22,45, +0,18%) e Cosan (CSAN3, R$ 71,97, -1,89%)

A Ultrapar Participações e a Cosan confirmaram que estão disputando a compra da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) da Petrobras, no Paraná. Em comunicado, a Cosan informou que apresentou uma proposta para comprar a Refinaria. A proposta foi feita pela Cosan e o consórcio liderado pela Raízen. A Ultrapar também informou que está participando do processo.

Em relatório, o Credit Suisse afirmou que, além da Ultrapar e da Raízen, a Sinopec também fez uma oferta pela empresa. Na visão do banco, deve haver uma nova rodada de propostas pela companhia. “Acreditamos que a Ultrapar e a Cosan vão competir pela Repar e pela Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP).”

No momento, o Senado está procurando apoio para vetar a venda de subsidiárias da empresa sem autorização do Parlamento. Segundo a Agência Senado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, apresentou relatório com voto favorável ao deferimento do pedido formulado pelo Senado contra a venda de subsidiárias da Petrobras sem análise do Parlamento. Outro ministro do STF, Ricardo Lewandowski, já apresentou voto e acompanhou o relator. Os demais ministros têm até o dia 25 de setembro de 2020 para apresentarem seus votos.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras deve adiar a oferta dos 37,5% ainda detidos pela petroleira na BR Distribuidora até que haja uma melhoria das condições do mercado de capitais, de acordo com o Valor Econômico. O processo de desinvestimento recebeu aval do conselho de administração no final de agosto. No entanto, a bolsa vem caindo desde então, o que levou a empresa a segurar a operação, segundo o jornal.

Também em destaque, a empresa concluiu hoje a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF). O volume de principal foi de US$ 3,502 bilhões, considerando as taxas de câmbio de US$ 1,1828/€ e US$ 1,2975/£, conforme o caso. O montante total pago a esses investidores foi de US$ 3,975 bilhões.

Como o montante total ofertado pelos investidores na oferta de recompra excedeu o limite de US$ 4 bilhões previamente estabelecido, o volume ofertado para alguns dos títulos não foi aceito.

Marfrig (MRFG3, R$ 16,29, -1,45%)

A agência de classificação de risco Fitch elevou os ratings de longo prazo em moeda local e estrangeira da Marfrig, de BB- para BB, citando a melhora do perfil financeiro e de negócios da companhia nos últimos anos. A perspectiva é estável.

“A participação de 81,7% da empresa na National Beef reduziu sua exposição ao Brasil e diversificou sua exposição para dois ciclos de gado e melhorou seu acesso a mais mercados”, afirmou a agência.

“As fortes condições da indústria em 2020 resultaram em um fluxo de caixa extraordinariamente forte nos EUA, o que melhorou ainda mais a liquidez e a estrutura de capital da empresa”, acrescentou.

Além disso, a companhia vai colocar em prática a partir de outubro o monitoramento ambiental de fazendas pecuárias ligadas direta ou indiretamente ao fornecimento de gado para a companhia, segundo O Estado de S.Paulo.

Segundo a reportagem, o objetivo é evitar a aquisição de bovinos que tenham passado por áreas de conservação ambiental, desmatadas ilegalmente, embargadas pelo Ibama ou que usem trabalho análogo à escravidão.

Oi (OIBR3, R$ 1,79, +4,07%; OIBR4, R$ 2,60, +2,77%)

Representantes da Oi e da Advocacia Geral da União (AGU) estão na reta final das negociações que permitirão cortar pela metade a dívida pública de R$ 13 bilhões da operadora, segundo o Estadão. O valor se refere a mais de mil multas aplicadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) sobre a companhia, ao longo da última década.

A Coluna do Broadcast apurou que a avaliação do mérito do acordo já tem parecer favorável dos servidores da AGU, bem como do Ministério das Comunicações, que também participa do processo. Agora, faltam somente os ajustes finais e a redação dos termos, que devem levar entre 30 e 60 dias para serem concluídos. Segundo o BBI, a notícia é positiva, reforçando a visão otimista sobre o case da Oi.

Por outro lado, o banco Itaú requereu à 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro que seja declarado nulo o resultado da AGC (Assembleia Geral dos Credores) do grupo segundo o site especializado Telesíntese. “Os bancos envolvidos neste processo já tentaram várias movimentações judiciais antes do processo, todas negadas até agora e esperamos que o mesmo entendimento do juiz no caso seja mantido”, aponta o BBI.

Minerva (BEEF3, R$ 12,66, -1,78%)

A Minerva informou a liquidação financeira do aumento de capital em função do exercício de bônus de subscrição homologados na última Reunião do Conselho de Administração da Companhia, em 15 de setembro. A operação somou R$ 395,5 milhões, com a emissão de 61.604.794 novas ações ordinárias.

Com isso, o capital social passou a ser dividido em 548.413.533 ações ordinárias. Segundo a Minerva, ainda restam 59.382.322 bônus de subscrição disponíveis no mercado, com prazo máximo para exercício até 21 de dezembro de 2021, podendo representar um aumento de capital adicional de aproximadamente R$ 381,2 milhões.

B3 (B3SA3, R$ 57,36, +2,25%)

A B3 aprovou pagamento de juros sobre capital próprio no valor total de R$ 302 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,14778588 por ação. Além disso, foi aprovado o pagamento de dividendos de R$ 1,324 bilhão, equivalentes ao valor de R$ 0,648368753 por ação. Os pagamento serão feitos em 07 de outubro e têm como base a posição acionário de 24 de setembro de 2020. As ações serão negociadas na condição “ex” juros sobre capital próprio e dividendos a partir do dia 25 de setembro de 2020.

B2W (BTOW3, R$ 94,25, -3,80%)

A B2W homologou o aumento de capital social da Companhia, aprovado em 21 de julho, no valor de em R$ 4 bilhões, mediante a emissão privada de 34.782.609 novas ações ordinárias, pelo preço de emissão de R$115,00 por ação. Com isso, o capital social da Companhia passou de R$ 8,3 bilhões para R$ 12,3 bilhões, dividido em 559.632.528 ações ordinárias.

Banco do Brasil (BBAS3, R4 30,82, -0,19%)

O Banco do Brasil formalizou a saída do presidente Rubem de Freitas Novaes. Ele é substituído, a partir de hoje, por André Brandão, ex-presidente do HSBC. Novaes foi indicado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, em novembro de 2018.

“Nossa visão é positiva para a chegada de André Brandão pelo fato dele já ter experiência como CEO e ser atualmente um executivo do ramo, em uma instituição onde o corte de custos tem sido foco”, destacaram os analistas da XP Investimentos em relatório.

Em entrevista à agência interna do BB, Brandão defendeu a diversidade no quadro de funcionários do banco e apontou que o governo pediu um gestor para o banco, um executivo para conduzir a instituição. Ele também foi questionado a Brandão quais serão os grandes pilares da sua gestão. Embora tenha dito que está começando a imergir nos detalhes do banco e que a estratégia “está perfeita”, o presidente afirmou que deve eleger como prioridade a experiência do cliente. Eficiência operacional e rentabilidade também foram apontadas como pilares muito importantes. Veja mais clicando aqui.

Hapvida (HAPV3, R$ 62,86, -0,08%)

O Bradesco BBI atualizou o preço-alvo da Hapvida de R$ 71 para R$ 73 para refletir o recente movimento de aquisições, crescimento orgânico e melhoria de preços. Com as novas aquisições, a base de beneficiários cresceu mais de 10%, ampliando a diversificação do portfólio e reduzindo a exposição às regiões Norte e Nordeste.

Segundo o banco, o rating foi mantido em Neutro. Os analistas alertaram que a empresa pode sofrer uma queda maior no número de beneficiários devido à crise da Covid-19 e ao aumento do desemprego, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Por outro lado, o BBI destacou que a Hapvida está envolvida em uma mudança estrutural do setor, e que a aquisição de empresas em diferentes regiões deve criar oportunidades de crescimento orgânico no médio e no longo prazo.

Plano & Plano (PLPL3, R$ 8,58, +0,94%)

A Plano & Plano informo que o acionista Truxt Investimentos aumentou a participação em ações ordinárias da companhia, passando a administrar um total de 24.900.000 ações ordinárias, correspondentes a 12,19% do total de ações ordinárias da Plano & Plano.

Ez Tec (EZTC3, R$ 37,40, -0,08%)

A Ez Tec anunciou o lançamento de um complexo residencial na cidade de Guarulhos que terá Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 205,8 milhões. São dois projetos, com áreas que variam de 39 a 110 metros quadrados. A previsão de entrega é setembro de 2023.

Sanepar (SAPR11, R$ 27,09, +1,23%)

A Sanepar prorrogou por 90 dias a cobrança para clientes cadastrados na tarifa social.

(Com Agência Estado e Reuters)

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