SÃO PAULO – A semana foi movimentada não só no noticiário político – tanto nos Estados Unidos quanto aqui no Brasil, em meio a eleições e risco fiscal no radar -, mas também no noticiário corporativo, com diversas recomendações de ações por grandes bancos e casas de análise movimentando e muito a B3.

Algumas foram mais marcantes, com destaque para dois relatórios do UBS BB. Um foi sobre IRB que fez com que a ação desabasse 25,5% em dois pregões, respectivamente terça e quarta, em uma semana que marcou uma verdadeira montanha-russa para a empresa na Bolsa. Outro foi sobre bancos, com projeção positiva para os resultados fazendo as ações do setor dispararem.

Contudo, outras recomendações chamaram a atenção do mercado, como Credit otimista com a Ambev e afirmando que o gigante acordou, a Gerdau tendo a recomendação elevada pelo Bradesco BBI e a Cogna tendo a recomendação reduzida pelo JPMorgan.

Confira abaixo as recomendações que movimentaram a semana na Bolsa:

Segunda-feira

Cogna (COGN3): desafios no curso presencial

Já na segunda-feira, duas recomendações do JPMorgan movimentaram as ações. O banco reduziu a recomendação para a ação da Cogna  de neutra para underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) na última segunda-feira, reduzindo o preço-alvo de R$ 6 para R$ 5.

Marcelo Santos, analista do JP, destacou a perspectiva mais cautelosa para a companhia de educação, levando em conta principalmente o cenário difícil para as operações presenciais, correspondentes a 41% da receita da companhia em 2020, devendo apresentar um desempenho abaixo aos pares do setor durante a segunda metade do ano.

A Cogna tem projeto de reestruturação, com foco na “hibridização” (mix entre ensino presencial e digital) e maior valor agregado dos cursos. Contudo, para Santos, a visibilidade é baixa neste momento.

O analista do banco também destaca o alto nível de alavancagem, sendo que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) fraco traria a alavancagem para perto do limite estabelecido para cumprir obrigações de dívida (covenants).

Duratex (DTEX3): na esteira da recuperação do setor imobiliário

O JPMorgan também iniciou cobertura para as ações da Duratex com recomendação overweight (exposição acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 23, em meio às expectativas positivas para o lançamento de imóveis em 2021 (alta de 30% na comparação anual), o que é chave para a performance da companhia, fabricante de revestimentos cerâmicos, louças sanitárias e pisos.

“A combinação de uma taxa de juros historicamente baixa e um alto déficit habitacional no Brasil deve levar a uma recuperação de vários anos para o setor”, avaliam os analistas, liderados por Marcio Farid.

A equipe de analistas também vê possibilidade de fusões e aquisições no negócio de cerâmica (altamente fragmentado) e ganhos de eficiência na divisão da Deca (foco principal da gestão).

Cabe ressaltar ainda que a companhia construirá, em parceria com o grupo Lenzing, uma planta de celulose solúvel de madeira com capacidade produtiva de 500 mil toneladas, no estado de Minas Gerais. O início das operações está previsto para o primeiro semestre de 2022 e, na avaliação dos analistas, marcará o ganho de exposição da empresa às receitas vinculadas ao dólar.

Suzano (SUZB3): recuperação da China anima

O Bank of America, por sua vez, retomou a cobertura para as ações da Suzano com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 60, ante os R$ 62 que tinha anteriormente.

De acordo com a equipe de análise, liderada por George Staphos, a alavancagem da companhia deve cair até 2021, em um cenário mais positivo para a celulose principalmente por conta da recuperação da demanda chinesa, levando a alta dos preços da commodity.

A recuperação gradual deve começar a ser sentida mais fortemente a partir do quarto trimestre, em meio à expectativa de US$ 510 a tonelada para a celulose chinesa HW para 2021, enquanto o mercado precifica a ação a US$ 470 a tonelada.

Quero-Quero (LJQQ3): fragmentação e digitalização são pontos positivos

O BofA iniciou a cobertura para a varejista de construção civil Quero-Quero na segunda-feira, destacando a alta fragmentação do mercado nacional e ainda as potencialidades do digital para a companhia. Para os analistas Robert Aguilar, Melissa Byun e Vinicius Strano, a companhia conta com potencial para triplicar sua quantidade de lojas, especialmente com a expansão para os estados do Mato Grosso do Sul e interior de São Paulo.

“Os mercados menores geralmente desfrutam de custos mais baixos de construção e ocupação, reduziram a rotatividade de funcionários e tendem a ser dominados por varejistas independentes”, avaliam.

A atuação digital em meio à pandemia também foi vista de um modo positivo pelos analistas. “Embora as operações de varejo e crédito ao consumidor da Quero-Quero sejam quase inteiramente físicas, a equipe de gestão e o conselho de administração da empresa preferem o digital”, ressaltam. Desta forma, uma das oportunidades é o potencial de evolução das operações de crédito ao consumidor VerdeCard para uma oferta de fintech a longo prazo. Segundo eles, a pandemia “teve um impacto desproporcional na competição, melhorando a oferta de mão de obra e a disponibilidade de localização, e reduzindo os custos de ocupação”.

Já entre os riscos, os analistas do BofA apontam: queda da demanda, eventuais mudanças regulatórias e competição do mercado.

Terça-feira

IRB (IRBR3): recuperação vai demorar, diz UBS BB

Com certeza, o grande destaque não só da terça-feira, mas da semana, ficou para a retomada de cobertura com corte de recomendação para venda do IRB pelo UBS BB, além do preço-alvo indo para R$ 4,60.

Para os analistas do UBS BB, a avaliação de que a companhia terá um “novo normal” bem mais modesto a partir de agora motivou a recomendação de venda em meio às fortes altas recentes.

Segundo o banco, a cotação por volta dos R$ 8,10 (perto do valor do fechamento da ação na sexta-feira) não se justificaria, já que embute um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) de 20% e uma taxa de sinistralidade de 62% no longo prazo, alinhada à média registrada entre 2014 e 2019.

Para os analistas Mariana Taddeo e Kaio Prato, esses números são muito altos frente à situação da companhia.

A expectativa do banco é de que, após atingir um número negativo de 18,5% em 2020, o IRB registre um ROE positivo de 4% em 2021, ante média de 9,6% dos pares globais, que subiria para 12,3% em 2024, aí sim voltando a superar a média dos rivais globais (esperada para 11%).

Assim, o ROE ficaria bem abaixo da média histórica de 27% entre 2014-2019, principalmente pelos seguintes fatores: 1) abordagem mais conservadora da nova gestão para provisões; 2) acúmulo de capital (aumento de capital) e menor distribuição de dividendos para enfrentar a iliquidez regulatória; 3) custo de retrocessão potencialmente maior; 4) uma taxa de imposto efetiva mais alta em decorrência de sua menor exposição internacional; e 5) menor contribuição de ganhos não recorrentes. A retrocessão ocorre quando a resseguradora transfere parte dos seus riscos absorvidos a outros resseguradores ou até mesmo para seguradoras. Veja mais clicando aqui.

Embraer (EMBR3): sem otimismo, mas com resiliência

O Bradesco BBI elevou a recomendação de Embraer para neutra com novo preço-alvo de R$ 5,40 ao final de 2021 (versus preço-alvo anterior de R$ 5,00 ao final de 2020). Os analistas destacaram dois motivos para isso: 1) potencial de queda limitado para o cenário mais pessimista, já que as ações
caíram 16% desde o rebaixamento para venda em abril pelo banco (versus alta de 23% para o Ibovespa), e 2) a administração começou a ajustar sua estrutura de custos.

“Ainda não achamos que é hora de ter uma posição mais otimista com a Embraer, dados os riscos relacionados à competição acirrada com a Airbus, apesar de sua avaliação parecer justa neste
momento”, avaliam os analistas do banco.

Eles ressaltam que as ações estão sendo negociadas com múltiplo entre o Valor da empresa e o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EV/Ebitda) para 2021 de 12,3 vezes, que incorpora as reduções estimadas de Ebitda de US$ 170 milhões em 2020 e US$ 148 milhões em 2021.

Segundo os analistas, após o fracasso para se unir à Boeing, a Embraer tem caixa suficiente para superar a pandemia de COVID19 e se reajustar à vida de “solteiro”. No segundo trimestre, a Embraer reportou
uma posição de caixa de US$ 2 bilhões e também captou US$ 600 milhões por meio de um empréstimo sindicalizado em julho e US$ 750 milhões por meio da emissão de bônus de 7 anos em setembro.

“A confortável posição de caixa da Embraer deve conceder tempo suficiente para adaptar sua estrutura de custos fixos à nova realidade pós-Covid-19 e ajudar a competir com a Airbus”, ressaltam.

Braskem (BRKM5): forte queda das ações abre oportunidade

O Morgan Stanley elevou a recomendação da Braskem de equalweight (exposição em linha com a média do mercado) para overweight exposição (acima da média) na terça-feira com preço-alvo de R$ 28 e destacou que as ações da empresa devem se beneficiar de um ciclo positivo. Em relatório, o Morgan explicou que a ação caiu 30% desde o pico registrado em junho, principalmente devido à queda dos spreads petroquímicos, ao aumento das provisões para o problema ambiental em Alagoas e aos riscos na operação do México.

No momento, o banco acredita que a indústria vai se recuperar, com pressão na oferta e retomada da demanda. As ações PN da Braskem estão operando a 6,2 vezes EV(Valor da empresa)/Ebitda de 2021, 24% abaixo da média das concorrentes. “Acreditamos que esse desconto pode diminuir com a divulgação de resultados mais fortes no terceiro trimestre”, destacou.

Um outro fator que pode beneficiar as ações, embora totalmente incerto no momento, é a conclusão da venda das participações da Odebrecht e da Petrobras na petroquímico. Atualmente, elas possuem uma fatia de 50,1% e 47% no capital social da Braskem, respectivamente, já tendo anunciado a intenção de vender a empresa. Um acordo esteve perto de ser anunciado em 2018, mas a interessada, a LyondellBasell, desistiu da operação. Para o Morgan Stanley, há possibilidade de uma venda ainda que, neste momento, ela seja muito baixa.

Quarta-feira

Ambev (ABEV3): o gigante acordou

Apesar de reduzir o preço-alvo para a ação da Ambev de R$ 20 para R$ 18, o relatório do Credit Suisse sobre a companhia animou o mercado na quarta-feira. O corte do preço-alvo ocorreu devido à pressão causada pelo real depreciado.

Contudo, a recomendação segue outperform (desempenho acima da média), com o banco vendo a ação operando a uma relação de 20 vezes Preço/Lucro (P/E) esperado para 2021, o que implica desconto de 10% ante a média histórica.

Os analistas ainda destacaram que “o gigante acordou” ao preverem um crescimento de 14% nas vendas de cerveja no terceiro trimestre, embora os preços devam melhorar apenas no quarto trimestre.

O Credit aponta que o desempenho é resultado de uma execução positiva da empresa, beneficiando-se de um cenário competitivo mais favorável, reabertura das atividades no país e prováveis ventos favoráveis de curto prazo com atraso no repasse de preços em comparação com a Heineken.

Para o segmento de cervejas, a expectativa é de que os meses de julho a setembro devam ser os mais fortes da história recente para o Brasil, com aumento na produção de 20% em agosto, sendo seguidos de meses fortes, com alta de 23% em julho e de 15% em junho.

Gerdau (GGBR4): para BBI, forte impulso de lucros pela frente

O Bradesco BBI, por sua vez, elevou a recomendação para a Gerdau de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 26, destacando: “prepara-se para um forte impulso de lucros à frente”, em meio a uma combinação de volumes mais altos, implementação de aumentos de preços e  real estruturalmente mais
fraco.

“O mercado siderúrgico brasileiro está em uma trajetória de recuperação ‘em forma de V’, com os aços longos sendo um claro destaque positivo (forte atividade de construção imobiliária, que esperamos continuar em um ritmo forte em 2021 mais  segmento de varejo impulsionado pela ajuda do governo, que deve diminuir gradualmente no próximo ano)”, avaliam os analistas.

Além disso, o ambiente de demanda melhor do que o esperado permitiu vários aumentos de preços, mas o BBI ainda vê espaço para aumentos adicionais no curto prazo.

No mesmo relatório, o banco também ressaltou que continua otimista com a Vale, possuindo recomendação de compra e elevando o preço-alvo de R$ 85 para R$ 90.

“Estamos mais otimistas quanto aos fundamentos do minério de ferro (nova estimativa de preço do minério de ferro de US$ 90 a tonelada em 2021 e US$ 80 a tonelada em 2022, aproximadamente 25% mais alto em comparação aos valores anteriores), o que deve se traduzir em geração robusta de fluxo de caixa livre (e remuneração aos acionistas), enquanto a redução do risco de Brumadinho continua”, avaliam.

Locaweb (LWSA3): cenário crítico gerou oportunidade, diz BBA

O Itaú BBA reiterou sua recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a Locaweb, que sobe mais de 200% desde a abertura de capital em fevereiro, atualizando o preço-alvo de R$ 24 para 2020 para R$ 73 em 2021.

“Em nossa opinião, a solução digital acessível da Locaweb provou ser inigualável durante os tempos atípicos recentes, atendendo totalmente às necessidades dos varejistas; este fato foi corroborado pelos excelentes resultados do segundo semestre da empresa. Esperamos que a Locaweb continue acompanhando o mercado em seu acelerado processo de digitalização, o que acaba se traduzindo em criação de valor superior para os acionistas”, avaliaram os analistas do banco.

Conforme aponta o BBA, para as pequenas e médias empresas varejistas no Brasil, o cenário crítico com a pandemia significou o fechamento de lojas físicas e a limitação de vendas, tornando a digitalização um portal e a Locaweb seu parceiro preferido.

Quinta-feira

Santander (SANB11), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) em recuperação

O grande destaque na sessão de quinta-feira ficou também para um outro relatório do UBS BB, assim como aconteceu na terça-feira com o IRB. Mas, dessa vez, quando a instituição falou de bancos, as ações do setor tiveram forte movimento positivo.

Os analistas do UBS BB fizeram uma prévia do terceiro trimestre para o setor, com a expectativa de que os resultados do período mostrem uma melhora da rentabilidade das instituições.

“O menor custo do risco e a melhor receita de taxas de serviço serão provavelmente os principais impulsionadores dos lucros e da expansão do retorno sobre patrimônio líquido médio dos bancos”, apontaram os analistas, destacando o Bradesco e Santander.

A medida de rentabilidade deverá subir para 14,5% (ante 13,3% no segundo trimestre) e o lucro por ação deve subir 16% em comparação ao trimestre anterior — ainda com queda de 24% na base de comparação anual.

A preferência no setor fica para o Itaú, com recomendação de compra e preço-alvo em 12 meses de R$ 34, enquanto possui recomendação de compra para os ativos PN do Bradesco com preço-alvo de R$ 27. Para as units do Santander Brasil, a recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 34.

Confira as recomendações de ações e o desempenho na sessão

Empresa Ação  Recomendação Banco que fez a recomendação Preço-alvo Potencial de valorização* Desempenho na sessão após a recomendação
Cogna COGN3 Underweight JPMorgan R$ 5 -7% -1,67%
Duratex DTEX3 Overweight JPMorgan R$ 23 +13% +7,35%
Suzano SUZB3 Compra BofA R$ 60 +22% +2,31%
Quero-Quero LJQQ3 Compra BofA R$ 18 +16% +1,63%
IRB IRBR3 Venda UBS BB R$ 4,60 -40% -17,11%
Embraer EMBR3 Neutra Bradesco BBI R$ 5,40 -19% +3,12%
Braskem BRKM5 Overweight Morgan Stanley R$ 28 +28% +4,51%
Ambev ABEV3 Outpeform Credit Suisse R$ 18 +31% +4,14%
Gerdau GGBR4 Compra Bradesco BBI R$ 26 +17% +3,23%
Locaweb LWSA3 Outperform Itaú BBA R$ 73 +17% +2,45%
Itaú ITUB4 Compra UBS BB R$ 34 +41% +6,04%
Bradesco BBDC4 Compra UBS BB R$ 27 +31% +5,14%
Santander SANB11 Neutro UBS BB R$ 34 +10% +8,11%

*em relação ao fechamento de quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Outras recomendações

Também na quinta-feira, mas sem tanto impacto para as ações, o Bank of America retomou a cobertura para as ações das empresas do setor de saúde, com recomendação de compra para Qualicorp (QUAL3) e Hapvida (HAPV3), enquanto a recomendação para Notre Dame Intermédica (GNDI3) e OdontoPrev (ODPV3) é neutra.

Para a Qualicorp, o preço-alvo é de R$ 50, com os analistas avaliando positivamente a mudança de cultura da companhia e destacando que a nova gestão conseguiu redesenhar a gestão e as prioridades, além de apresentar uma governança corporativa mais sólida, além de uma estratégia de crescimento e inovação.

Segundo Roberto Otero, analista do banco, a criação de novas alianças regionais com planos de saúde locais como nova estratégia, em outras geografias e com segmentação de planos diferentes, elevará a retenção de clientes e o crescimento.

“Gostamos da forma como a Qualicorp se vê agora como uma plataforma para oferecer outros produtos – não apenas planos de saúde coletivos para empresas e grupos de afinidade – também para pessoas físicas. Vemos que cada vez mais a empresa buscará diversificar a oferta de produtos e alavancar o acesso a 1,2 milhão de titulares de planos de afinidade”, avalia o banco.

“Nós acreditamos que estas mudanças posicionam a Qualicorp para um caminho brilhante indo adiante”, aponta o relatório.

Já sobre a Hapvida, que possui preço-alvo de R$ 77, o analista vê a companhia em um movimento de transição de um nome forte no Nordeste para um grande player nacional. A expectativa é de que a companhia siga em expansão graças ao seu modelo de negócios diversificado e baseado na verticalização dos serviços, permitindo maiores margens.

Também baseada na verticalização, a NotreDame possui um dos melhores modelos do setor de saúde do Brasil, afirma o analista. Contudo, os patamares muito elevados das ações justifica a recomendação neutra para os ativos, com preço-alvo de R$ 73.

“Vemos a [ação da] Notre Dame negociada a 21 vezes o Ebitda de 2021 e 38 vezes o lucro por ação em termos ajustados, o que vemos como justo, dado os fundamentos e as projeções de crescimento”, avalia.

Por fim, está a OdontoPrev, que recebeu recomendação neutra com preço-alvo de R$ 14. Para Otero, a companhia tem bons fundamentos de longo prazo, como o fato de ser líder em seu mercado e ter ampla rede de atendimento em um mercado ainda pouco explorado.

Contudo, o desempenho de curto prazo ainda deve sofrer em meio ao cenário desafiador para o mercado de trabalho, levando em consideração ainda que os serviços da companhia são considerados menos essenciais que os de outros nomes do setor de saúde. “As ações acumulam baixa de 20% no ano por conta de preocupações relacionadas ao portfólio e dinâmica de preços”, aponta Otero.

Por outro lado, vale destacar que o Morgan Stanley elevou na quarta-feira a recomendação para OdontoPrev de underweight (exposição abaixo da média) para equalweight (exposição em linha com a média), mas com o preço-alvo sendo reduzido de R$ 15,20 para R$ 13,50, ao destacar que a relação entre preço e o lucro esperado está nas mínimas da década, o que torna o perfil de risco-retorno mais atrativo para o papel.

 

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