SÃO PAULO — “Aparentemente estão faltando equipamentos no mercado, e tem muita procura agora”. A avaliação é de Fernando de Rizzo, CEO da Tupy (TUPY3), sobre a produção de caminhões nos últimos meses — uma cadeia da qual as peças produzidas pela empresa fazem parte.

“As máquinas agrícolas utilizam ainda muitos componentes importados, então temos muita oportunidade. A gente entende a nova companhia que nós estamos desenhando fundindo, usinando, preparando, montando esses produtos, e nós vamos ser capazes de atender esses mercados com muito mais evidência e importância do que hoje”, disse de Rizzo.

Ele participou nesta quinta-feira (29) de uma live no InfoMoney da série Por Dentro dos Resultados, onde executivos de importantes empresas da Bolsa apresentam os principais destaques financeiros do terceiro trimestre, comentam os números e falam sobre perspectivas.

Por Dentro dos Resultados
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Entre julho e setembro, a Tupy apresentou lucro líquido recorde de R$ 128 milhões, um crescimento de 92,6% sobre o mesmo período de 2019. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também foi o maior da história, de R$ 248,8 milhões, 32,5% a mais do que o registrado um ano antes.

Já a receita líquida da Tupy ficou em R$ 1,25 bilhão, um aumento de 93,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. A empresa conseguiu cortar custos e gerar mais caixa no período, graças ao mix de produtos com maior valor agregado.

O CFO do grupo, Thiago Struminski, que também participou da live, disse que o aumento de 30% da dívida na comparação anual não é motivo para preocupação porque a empresa está administrando bem a relação dívida líquida/Ebitda.

“Hoje nós só temos essa relação acima de 2 vezes porque carregamos o efeito negativo do segundo trimestre de 2020 [prejudicado pela pandemia de coronavírus]. O Ebitda que nós estamos gerando está se transformando em caixa e, consequentemente, desalavancando a companhia”, disse.

O indicador dívida líquida/Ebitda da Tupy no terceiro trimestre ficou em 2,05 vezes — um ano antes era de 1,29 vez, mas no segundo trimestre de 2020, auge da pandemia, ficou em 2,65 vezes.

Os executivos comentaram ainda sobre os ganhos de sinergia esperados pela aquisição da Teksid, a expectativa de remuneração dos acionistas, o custo de ociosidade, as iniciativas ESG e como o movimento de substituição dos motores movidos a combustão nos carros de passeio por motores elétricos pode afetar a empresa. Assista à live acima.

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