(Bloomberg) – O aumento das compras chinesas de misturas de combustíveis neste ano sinaliza que a demanda por petróleo no maior importador mundial é provavelmente maior do que os números oficiais indicam, segundo o braço de trading da gigante de refino Sinopec.

O consumo de combustíveis na China já estava nos níveis do ano anterior em maio, disse Fairy Wang Pei, responsável pelo departamento de pesquisa e estratégia da Unipec, durante a conferência Platts APPEC 2020.

No entanto, as compras de petróleo de ciclo leve e aromáticos mistos, que não são registradas nos dados de importação de petróleo, significam que a recuperação da demanda do país pode ser ainda mais impressionante do que se pensava, disse a especialista.

As compras de petróleo por refinarias chinesas têm desempenhado um grande papel no apoio aos preços globais neste ano, já que a maior economia da Ásia emergia da crise de coronavírus enquanto a Europa e os EUA decretavam quarentenas.

As compras diminuíram a partir do pico em junho – em meio ao congestionamento dos portos e refinarias independentes sem cotas -, e a previsão é de que permaneçam lentas neste mês.

As importações chinesas de aromáticos mistos – usados para a mistura com a gasolina – dobraram nos primeiros sete meses de 2020 em relação ao ano anterior, disse Wang. As compras de LCO, usado para produzir diesel, aumentaram 115%, e os embarques de asfalto diluído subiram quase 800%, afirmou.

A demanda por petróleo na China caiu 3,5% de janeiro a julho em relação ao ano anterior, segundo dados da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

“A demanda por petróleo da China se recuperou em um ritmo muito rápido”, disse Wang. A demanda real provavelmente será maior do que os números oficiais, disse.

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