SÃO PAULO – A Arezzo (ARZZ3) anunciou a celebração de acordo para a aquisição do grupo de moda carioca Reserva na manhã desta sexta-feira (23). O acordo foi aprovado pelo Conselho de Administração da companhia em reunião realizada na véspera.

Por meio do acordo, as partes estabelecem, dentre outras matérias, os principais termos e condições para a combinação de negócios, em que a Reserva foi avaliada em R$ 715 milhões.

O acordo prevê um aumento de capital da Vamoquevamo, que tem participação na Tífere, dona da marca Reserva, com a Arezzo subscrevendo a totalidade das ações emitidas.

“A operação insere-se na estratégia da companhia de complementar seus negócios no setor de moda e varejo, ampliar sua oferta de produtos e expandir seu portfólio de marcas buscando consolidar-se como uma house of brands, com a inclusão no portfólio do grupo Arezzo&Co (mediante a efetivação da Operação) das marcas Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, INK e EVA”, destacou a Arezzo em comunicado ao mercado.

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Dos R$ 715 milhões pagos pela Arezzo, R$ 225 milhões são em dinheiro e o restante em ações. Os atuais acionistas da Reserva ficarão com 8,7% da Arezzo&Co, que ontem valia R$ 4,8 bilhões na B3.

Mediante a efetivação da operação, o atual sócio fundador, Rony Meisler, e os executivos e sócios minoritários da Reserva, Fernando Sigal, Jayme Nigri e José Alberto da Silva, continuarão a atuar na qualidade de administradores da Reserva e estarão envolvidos no desenvolvimento pretendido pela empresa por meio da “AR&Co”, braço exclusivo de vestuário e lifestyle do grupo Arezzo&Co.

Com a implementação da operação, além de calçados e bolsas, o grupo Arezzo&Co passará a comercializar itens de moda masculina, feminina e infantil, incluindo roupas e acessórios, vislumbrando-se possibilidade de ampliação de 3,5 vezes o mercado endereçável da empresa.

Nos termos do acordo de associação, a efetivação da operação está condicionada à verificação de determinadas condições suspensivas, incluindo a aprovação definitiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em relatório, os analistas do Credit Suisse destacaram a notícia como positiva para a Arezzo. Eles ressaltam que, apesar do desafio de operar a marca de vestuário, quatro pontos merecem ser destacados.

Em primeiro lugar, a indicação clara da Arezzo de perseguir sua estratégia. Ou seja, expandir seu portfólio de marcas com o objetivo de ser uma “casa de marcas”, consolidando o mercado de moda de alta renda.

Em segundo lugar, os analistas apontam o excelente histórico de desenvolvimento, consolidação e gestão de marcas da companhia. A empresa tem feito isso nos últimos anos, construindo e fortalecendo ainda mais sua posição de liderança no setor de calçados, apontam, lembrando ainda que os principais executivos da Reserva estarão à frente das operações.

Além disso, a aquisição pode criar espaço de crescimento para a Arezzo & Co no mercado nacional, diversificando seu mercado endereçável, principalmente em função da sua participação já bastante forte  em calçados femininos no mercado de alta renda. Por fim, há um potencial importante de sinergias a serem capturadas.

O Credit Suisse possui recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) para a ação ARZZ3, com preço-alvo de R$ 65, o que configura um potencial de valorização de 23,64% em relação ao fechamento da véspera.

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