SÃO PAULO – Os resultados da Apple (AAPL34) vieram levemente acima das expectativas do mercado, mas incertezas sobre a menina dos olhos da empresa, o iPhone, ofuscaram o balanço do quarto trimestre da gigante de tecnologia, divulgado nesta quinta-feira (29).

Vale ressaltar que a Apple adota um ano fiscal diferente, por isso o resultado publicado agora trata-se do último trimestre do ano fiscal de 2020 da empresa.

Logo após a divulgação, as ações da fabricante do iPhone, negociadas na bolsa tecnológica Nasdaq, chegaram a cair 4% no after market.

A receita da empresa ficou em US$ 64,7 bilhões, acima das expectativas do mercado, que segundo dados da Refinitiv esperavam uma receita de $ 63,70 bilhões.

O lucro por ação (LPA) foi de US$ 0,73, também acima das previsões dos analistas, que apostavam em um LPA de US$ 0,71.

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Apesar do aumento da receita, as vendas do iPhone caíram mais de 16% frente ao mesmo trimestre do ano passado. A empresa também deixou no ar indefinições sobre as projeções de vendas do smartphone no trimestre encerrado em dezembro, que será o primeiro do ano fiscal de 2021. Juntos, os dois fatores contribuíram para azedar o sentimento dos investidores em relação ao balanço.

A falta de detalhes, destacada por analistas, refere-se principalmente ao desempenho esperado para as vendas do iPhone 12, que foi lançado no dia 13 de outubro, com uma novidade que incomodou muitos consumidores: o novo smartphone não vem mais com fones e com o plugue do carregador.

Apesar de não apresentar as projeções de vendas, Tim Cook, CEO da Apple, disse que está otimista com o iPhone 12, destacando alguns pontos: o fato de o novo aparelho ser equipado com a tecnologia 5G; as promoções que devem ser realizadas por operadoras; e a base de clientes fiel. Cook afirmou que os dados iniciais são “realmente muito bons”.

Ainda que as vendas de iPhone tenham decepcionado no trimestre que passou, analistas estão mais focados nas comercializações futuras do iPhone 12, que devem fazer mais diferença nos próximos trimestres, já que o lançamento aconteceu apenas no meio de outubro.

Macs e iPads e wearables

Os últimos resultados da Apple já vinham sinalizando que a empresa vive uma fase “pós-iPhone”. No balanço anterior, a receita oriunda da venda de celulares diminuiu, enquanto os segmentos de serviços e wearables registraram recorde de faturamento no trimestre.

Assim como no segundo trimestre, as receitas provenientes das vendas de Macs e iPads, impulsionadas pela adoção do home office, excederam as expectativas. A receita do Mac cresceu 29% no terceiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado, enquanto a do iPad aumentou 46% na mesma base de comparação.

As vendas de wearables, que incluem o Apple Watch e os fones de ouvido AirPods, também vieram ligeiramente acima das expectativas, subindo mais de 20% no terceiro trimestre, na comparação com o terceiro trimestre de 2019. Com destaque para os novos modelos Apple Watch Series 6, que foram lançados em setembro.

Outro segmento que superou as expectativas do mercado foi o de serviços, que inclui o streaming Apple Music e a plataforma de armazenamento iCloud. O avanço nas receitas de assinaturas foi de 16% na comparação anual.

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