SÃO PAULO – O noticiário sobre Petrobras segue no radar do mercado. No fim de semana, a estatal comunicou na noite de domingo que os preços nas refinarias continuam alinhados com a cotação do petróleo no mercado internacional e com o dólar, em nota publicada em resposta a “afirmações distorcidas divulgadas pela imprensa”. “A manutenção da periodicidade de aferição da aderência entre o preço realizado e o preço internacional, adotada desde junho de 2020 e confirmada em janeiro de 2021, foi comunicada equivocadamente pela imprensa como alteração da política comercial da companhia”, disse.

A mudança da política de preços da Petrobras anunciada em fato relevante na sexta-feira – mas na verdade modificada no primeiro semestre de 2020 -, pegou o mercado de surpresa e levantou dúvidas sobre a transparência da decisão, que ao contrário de outras alterações feitas pela companhia desde 2019, não foi comunicada ao mercado. Mesmo com os esclarecimentos, o BBI e a XP reduziram a recomendação para os ativos da Petrobras para neutra.

Ainda no radar da companhia, ela informou que concluiu a venda de ativos no Uruguai e que iniciou a fase não-vinculante para venda da TBG E TSB. A Petrobras informou ainda que concluiu a rodada final da fase vinculante do processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e seus ativos logísticos associados, na Bahia, em que o Mubadala Capital apresentou a melhor oferta final no valor de US$ 1,65 bilhão.

Já a Positivo aprovou a emissão de R$ 300 milhões em debêntures. A PetroRio concluiu a aquisição Campo de Frade. Ainda em destaque, as ações de Focus Energia e Jalles Machado estreiam na bolsa.

No radar de resultados, a BB Seguridade teve um lucro líquido de R$ 916,61 milhões no quarto trimestre de 2020, 19,1% menor frente o mesmo período de 2019. No acumulado de 2020, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,877 bilhões, 10% menor frente 2019, quando somou R$ 4,306 bilhões.

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Petrobras (PETR3;PETR4)

O noticiário sobre Petrobras segue no radar do mercado. A Petrobras comunicou na noite de domingo que os preços nas refinarias continuam alinhados com a cotação do petróleo no mercado internacional e com o dólar, em nota publicada em resposta a “afirmações distorcidas divulgadas pela imprensa”. “A manutenção da periodicidade de aferição da aderência entre o preço realizado e o preço internacional, adotada desde junho de 2020 e confirmada em janeiro de 2021, foi comunicada equivocadamente pela imprensa como alteração da política comercial da companhia”, disse.

A mudança da política de preços da Petrobras anunciada em fato relevante na sexta-feira – mas na verdade modificada no primeiro semestre de 2020 -, pegou o mercado de surpresa e levantou dúvidas sobre a transparência da decisão, que ao contrário de outras alterações feitas pela companhia desde 2019, não foi comunicada ao mercado. A Petrobras só emitiu o fato relevante sobre o tema após a informação ter sido revelada pela agência Reuters, na tarde de sexta-feira. No documento, a estatal admitiu que alterou a política de preços de trimestral para anual “estritamente para fins de gestão e diagnóstico interno” em março de 2020, mas que isso nada interfere nas decisões sobre ajuste de preços, que continuam a seguir a paridade internacional. A empresa alega que “não divulga os detalhes de sua política de preços em razão de sensibilidade comercial”.

“Em 2019, estabeleceu-se indicador gerencial com apuração trimestral. Em 2020, dada a volatilidade dos preços internacionais e da taxa de câmbio, esse indicador passou a ser anual, sem impacto nas decisões de preços”, explicou a Petrobras em nota. “Prova disso é que a mudança foi implantada em junho de 2020, sem que tivesse sido observado maior espaçamento nos reajustes de preço. Após a revisão de junho, por exemplo, foram aplicados 22 reajustes de gasolina (9 reduções e 13 aumentos) e 18 reajustes no diesel (4 reduções e 14 aumentos)”, reforçou a estatal.

Mesmo com esclarecimentos da Petrobras, Bradesco BBI e XP Investimentos rebaixaram a recomendação para as ações da companhia de equivalente à compra para neutra.

O BBI reduziu o preço-alvo das ações PETR4 de R$ 37 para R$ 34. “Embora a Petrobras controle o ‘timing’ de seus ajustes de preço do diesel, a situação com os motoristas de caminhão nos faz acreditar que esse ‘timing’ poderia não estar de acordo com as expectativas dos acionistas”, afirmaram Vicente Falanga e Gustavo Sadka em relatório. Eles estimam que os preços do diesel vendido pela Petrobras devem ficar na faixa de R$ 2,12 a R$ 2,30 por litro nos próximos meses, muito perto dos níveis anteriores à greve dos caminhoneiros em 2018. Na última semana de janeiro, a companhia elevou o preço a R$ 2,12 por litro.

Com o Brent LCOc1 em US$ 59 o barril e o spread do diesel em US$ 10 por barril, os analistas calculam que a paridade exigiria um preço ao redor de R$ 2,47. Considerando o preço atual, eles estimam que a Petrobras deixaria “na mesa” anualmente US$ 1,7 bilhão em fluxo de caixa do acionista.

Os analistas da XP reduziram a recomendação de compra para neutra e reduziram o preço-alvo para ambas as classes de ações – PETR3 e PETR4 – de R$ 35 para R$ 32, enquanto os ADRs PBR e PBRA de US$ 13 para US$ 12. “Nossa mudança de recomendação reflete essencialmente a nossa visão de que existem riscos cada vez mais elevados de que a política de preços de combustíveis da Petrobras não obedeça a referências internacionais de preços de combustíveis, além de uma margem adicional para custos de importação”, avaliam os analistas.

Com base nessa mudança de visão, os analistas esperam margens de refino menores no futuro, não apenas devido às menores margens sobre os combustíveis produzidos nas refinarias, mas também devido às importações de derivados com prejuízo para cobrir a demanda interna (especialmente no caso do diesel). Como resultado, esperam resultados mais baixos e menor geração de caixa no futuro, o que implica em uma menor visão de valor das ações.

Por outro lado, o Morgan Stanley manteve a sua visão positiva para a companhia e disse que não conhece nenhum outro ator comercial brasileiro ou internacional que divulgue a quantidade de dados sobre suas estratégias comerciais quanto a Petrobras foi compelida a fazer. Na avaliação do banco, a política da Petrobras indica que a empresa buscará a paridade no ano. “Por exemplo, se em um trimestre os preços estiverem abaixo da paridade, isso será compensado por um ou mais trimestres com preços acima da paridade”, afirmou.

O Morgan Stanley não vê nenhum impacto sobre a perspectiva de geração de caixa. Desde o ajuste da política, o fluxo de caixa continuou bastante forte, na avaliação do banco. Com exceção dos últimos dois meses, não houve desvios em relação à paridade internacional. A empresa gerou o recorde de US$ 5,1 bilhões de fluxo livre de caixa no terceiro trimestre de 2020, quando a nova política já havia sido implementada. Em sua visão, se a volatilidade dos mercados de petróleo for reduzida, a empresa pode migrar novamente para o modelo em que limita as aplicações mensais.

O Morgan Stanley estima que, mesmo se não houver novas altas dos preços de combustíveis no primeiro trimestre de 2021, e o Brent continuar em US$ 60 por bilhão de barris, o Ebitda com o refino será de entre US$ 1 e US$ 1,5 por bilhão de barril, e a diferença entre o valor do petróleo cru e os produtos refinados será de entre US$ 4,5 e US$ 5 por bilhão de barris de petróleo. Nesse cenário, o banco espera que o fluxo livre de caixa no primeiro trimestre de 2021 seja de US$ 3,5 bilhões. Mas o risco dessa nova política, em sua visão, seria de, eventualmente, rebaixar os preços do combustível no futuro, o que poderia ser desafiador, dependendo do preço do barril Brent, e da taxa de câmbio, além de, potencialmente, incentivar importações.

“Nós acreditamos que a empresa tem limites de curto prazo, que iriam fazer com que alterasse os preços, caso o desconto de 10% persistisse”, apontaram os analistas. O banco disse que não espera que as políticas tenham efeitos sobre a venda pela Petrobras de ativos no setor de refino, um ponto importante para que as ações da empresa se valorizem. O banco diz que é uma questão específica da Petrobras, que não deverá afetar a forma pela qual operadores de refinarias privadas definem suas políticas em diferentes regiões do país, em um mercado mais competitivo.

O Morgan Stanley mantém uma avaliação overweight (expectativa de valorização acima da média do mercado) para os ADRs da Petrobras PBR, com preço-alvo de US$ 16,50, com foco em forte geração de fluxo de caixa entre 2021 e 2022, acompanhada da alta de dividendos. O banco alteraria sua visão positiva sobre a empresa, caso uma intervenção sobre a política da de fato ocorresse, ou se uma estratégia negativa fosse adotada por diretores, pela presidência ou pelo conselho.

Ainda no radar da companhia, ela informou que concluiu a venda de ativos no Uruguai e que iniciou a fase não-vinculante para venda da TBG E TSB.

A Petrobras informou ainda que concluiu a rodada final da fase vinculante do processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e seus ativos logísticos associados, na Bahia, em que o Mubadala Capital apresentou a melhor oferta final no valor de US$ 1,65 bilhão. A assinatura do contrato de compra e venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes.

A estatal ainda informa que recebeu propostas vinculantes para venda da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), no Paraná, mas decidiu pelo encerramento do processo, uma vez que as condições das propostas apresentadas ficaram aquém da avaliação econômico-financeira da Petrobras. Assim, a companhia iniciará tempestivamente novo processo competitivo para essa refinaria, apontou.

Os processos competitivos para venda da Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP), no Rio Grande do Sul, Refinaria Isaac Sabbá (REMAN), no Amazonas, Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Minas Gerais, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), no Paraná, continuam em andamento visando a assinatura dos contratos de compra e venda.

A Petrobras reforçou o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado de acordo com a Sistemática para Desinvestimentos da companhia e com o Decreto 9188/2017.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade, holding de seguros do Banco do Brasil, registrou lucro líquido ajustado de R$ 916,619 milhões no quarto e último trimestre do ano passado, cifra 19,1% menor que a registrada em igual período de 2019. Em relação aos três meses anteriores, foi identificada retração de 16,4%.

A queda do resultado trimestral foi influenciada, conforme explica a BB Seguridade no relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, pelo resultado financeiro, que atingiu R$ 1,327 milhão nos três meses finais de 2020, recuo de 97,4% em comparação a igual período de 2019 e de 81% ante o trimestre anterior.

Com os números, a holding terminou o ano passado com lucro líquido ajustado de R$ 3,877 bilhões, baixa de 10% em relação ao ano anterior.

Por outro lado, a BB Seguridade destaca que o resultado operacional não decorrente de juros das empresas do grupo foi positivo. De setembro dezembro, foi visto crescimento de 7% em relação a igual período de 2019.

A expectativa para 2021 é seguir em alta, segundo as projeções do guidance publicadas nesta segunda-feira pela holding, após ter suspenso as estimativas em 2020 em razão das incertezas geradas pela pandemia. Para este ano, a previsão é que haja alta de 8% a 13% para o resultado operacional não decorrente de juros, em conta que exclui a holding.

Também é esperado aumento de 7% a 12% para os prêmios emitidos pela Brasilseg e de 4% a 7% para as reservas de previdência (PGBL e VGBL) da Brasilprev.

Segundo análise da XP Investimentos, destaque positivo para o operacional, que apresentou melhora, crescendo 7% anualmente. Por outro lado, o desempenho financeiro negativo, com a seguradora sendo impactada pela menor Selic da história. A XP destacou um guidance positivo para 2021, com expectativa de crescimento no resultado operacional entre 8%-13%; “Por fim, continuamos positivos em relação a seguradora, mantendo nossa recomendação de compra e preço-alvo de R$ 35.00, baseados na nossa expectativa de risco-retorno favorável, dividendos fortes e alta rentabilidade”, avaliam os analistas.

A BB Seguridade informou ainda que pagará R$ 948.017.168,77 em dividendos, equivalente a 47% do lucro líquido do segundo semestre de 2020. O valor por ação atualizado até o dia de hoje é de R$ 0,47573043285.

Os dividendos serão atualizados pela taxa Selic, da data do balanço (31 de dezembro de 2020) até a data do pagamento, em 25 de fevereiro, e terão como base a posição acionária de 11 de fevereiro de 2021, sendo as ações negociadas ex-dividendos a partir de 12 de fevereiro de 2021.

De acordo com a BB Seguridade, o valor referente ao segundo semestre, somado ao dividendo relativo ao primeiro semestre (95% do lucro líquido), totaliza o porcentual de distribuição do lucro do ano de 70% aprovado pelo Conselho de Administração em 30 de dezembro de 2020.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil informou nesta segunda-feira que aceitou 5.533 interessados em plano de demissão voluntária da instituição. “Os impactos financeiros serão informados nas apresentações de resultado do quatro trimestre de 2020”, afirmou o BB.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro teve alta de 10,3% do lucro no quarto trimestre de 2020 na comparação e atingiu R$ 409 milhões.

A receita total da companhia foi de R$ 5,3 bilhões ante os R$ 4,9 bilhões do mesmo período de 2019.

O fluxo de caixa líquido da companhia passou de R$ 1,6 bilhão em 2019 para R$ 1,9 bilhão no final de 2020.

ABC Brasil (ABCB4)

O Banco ABC Brasil divulgou os resultados referentes ao quarto trimestre de 2020. A margem financeira com clientes foi de R$ 215,2 milhões no quarto trimestre, alta de 4,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, e de 31,4% em relação ao mesmo período de 2019. Foi, dessa forma, o sexto trimestre consecutivo de crescimento.

No ano inteiro, a margem com clientes foi de R$ 799,7 milhões, alta de 33,8% na comparação anual.

A despesa de Provisão Ampliada do trimestre foi de R$ 89,1 milhões, alta de 1,2% em relação ao trimestre anterior, e de 103,3% em relação ao mesmo período de 2019. O banco atribui o resultado a “uma política conservadora de provisionamento por conta da pandemia COVID-19, em linha com os três últimos trimestres”.

O Lucro Líquido foi de R$ 106 milhões no quarto trimestre de 2020, alta de 44,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior, e queda de 11,4% em relação ao mesmo período de 2019. No ano inteiro, houve queda de 34,1% no lucro líquido em relação a 2019.

O Retorno Anualizado sobre o Patrimônio Líquido foi de 10% no trimestre e de 7,8% no ano fechado.

O ABC Brasil também divulgou sua guidance (documento com previsões e planos da empresa para o futuro) para 2021 em comparação com 2020. O banco espera que a carteira de crédito expandida cresça entre 12% e 16% e que as despesas, incluindo pessoal, outras administrativas e participação em lucros e resultados seja de entre 16% e 18%.

Focus Energia (POWE3) e da Jalles Machado (JALL3)

Ainda em destaque, as ações de Focus Energia e Jalles Machado estreiam na bolsa nesta segunda-feira.

A oferta da Focus Energia foi definida na última semana a R$ 18,02 por papel, abaixo da faixa indicativa de R$ 21,20 a R$ 28,6 cada. Já a oferta da Jalles saiu a R$ 8,30 por papel abaixo da faixa estimada, estimado pelos coordenadores da operação, que ia de R$ 10,35 a R$ 12,95.

A Focus Energia é uma plataforma integrada de negócios em energia elétrica com foco em três segmentos de atuação: (i) comercialização de energia, (ii) prestação de serviços de energia para grandes consumidores e geradores, e (iii) geração de energia.

A empresa, que tem sede em São Paulo e filiais em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, opera na comercialização de energia desde 2015. Ela tem como objetivo ser uma plataforma de negócios em energia elétrica integrando atividades de
comercialização, inteligência de mercado com gestão ativa e geração e operações de crédito por compra e venda de energia.

A companhia captou R$ 765 milhões com a oferta inicial de ações e irá usar os recursos principalmente para expansão do
Projeto Futura de energia solar, para revender a produção dos parques no chamado mercado livre, onde grandes consumidores negociam diretamente seu suprimento elétrico com empresas do setor.

Já a Jalles Machado é uma empresa de açúcar e etanol, com capacidade de moagem de cerca de 5,3 milhões de toneladas por ano. Ela se destaca por ser a a maior exportadora de açúcar orgânico do mundo, com margens mais elevadas que o açúcar comum, segmento que teve crescimento de 15% ao ano nos últimos três anos. Entre os seus clientes, está rede americana de supermercados Costco.

A companhia foi fundada em 1980 na cidade de Goianésia (GO) e pertence ao grupo Otávio Lage (detentor das empresas Planagri S.A. e Vera Cruz Agropecuária Ltda.) e às Famílias Kinjo, Morais Ferrari, Jair Lage e Braoios. A Jalles Machado S.A. conta com duas usinas, a Unidade Jalles Machado (UJM) e a Unidade Otávio Laje (UOL). A principal marca consolidada no mercado interno, tanto de açúcar como de álcool, é a Itajá.

CCR (CCRO3)

A CCR divulgou dados sobre o tráfego de passageiros para a semana de 29 de janeiro. As estradas com pedágios tiveram queda de 3% no tráfego na comparação anual, uma piora de 0,1 ponto percentual frente o resultado observado na semana imediatamente anterior. O tráfego de passageiros em mobilidade urbana teve queda de 46%, uma melhora de 1,6 ponto percentual frente à semana imediatamente anterior. A queda de passageiros em concessões de aeroportos foi de 54% na comparação anual, melhora de 0,4 ponto percentual frente à semana imediatamente anterior. O Bradesco BBI comentou os dados, e manteve avaliação em outperform (perspectiva de valorização acima da média do mercado). O preço-alvo é de R$ 18, frente aos R$ 12,27 negociados na sexta.

Raízen da Cosan (CSAN3) e Shell, e Biosev (BSEV3)

A Raízen, líder mundial em açúcar e etanol de cana-de-açúcar, assinou nesta segunda-feira acordo para comprar a Biosev uma das maiores empresas do setor, em uma transação que envolverá pagamento de R$ 3,6 bilhões e ações, informaram as empresas em fatos relevantes.

Com a integração, a Raízen, uma joint venture da Cosan  e da Shell passará a contar com um total de 35 unidades produtoras, totalizando uma capacidade instalada de 105 milhões de toneladas de cana.

Pelo acordo, Cosan e a Shell deverão ficar no futuro com fatias de 48,25% da Raízen, enquanto os acionistas da Biosev, subsidiária da Louis Dreyfus, com os 3,5% restantes.

Segundo a Raízen, o negócio envolve nove unidades da Biosev, com capacidade total de moagem de 32 milhões de toneladas de cana, localizadas em São Paulo (seis), Mato Grosso do Sul (duas) e Minas Gerais (uma), que virão sem qualquer dívida, além de 280 mil hectares de cana.

Com o negócio, a Louis Dreyfus tem a chance de equacionar uma dívida de cerca de 7 bilhões de reais (ao final de setembro de 2020), que no passado foi causa de vários prejuízos líquidos.

Mais recentemente, com grandes receitas geradas pelos preços do açúcar, a Biosev registrou seu primeiro ganho semestral em sua história, com forte desempenho operacional mais do que compensando as perdas geradas pelo endividamento.

Uma vez concluída a transação, a Biosev vai se tornar uma subsidiária da Raízen e os atuais acionistas da empresa adquirida migrarão para uma holding que receberá uma participação minoritária na companhia sem direito a voto.

 

BrasilAgro (AGRO3)

A BrasilAgro comunicou a realização de aumento de capital deliberado pelo conselho de administração, em R$ 440 milhões, mediante a emissão de 20 milhões de ações, por R$ 22 cada uma.

Positivo (POSI3)

A Positivo aprovou a emissão de R$ 300 milhões em debêntures.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio comunicou nesta sexta-feira, 5, que concluiu a aquisição da participação de 30% da Petrobras no Campo de Frade, após a assinatura de termo aditivo de concessão pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A operação teve valor total de US$ 43,5 milhões, incluindo os US$ 7,5 milhões anunciados no contrato de compra e US$ 36 milhões pagos hoje. Além disso, a companhia receberá um estoque de óleo de aproximadamente 500 mil barris que se encontra no FPSO Frade, localizado na Bacia de Campos.

A partir de agora, o resultado econômico proveniente da participação de 30% no Campo de Frade passará a ser contabilizado e incorporado nas demonstrações financeiras da PetroRio. A companhia passa a deter 100% do Campo de Frade e 100% dos ativos offshore utilizados no desenvolvimento da produção do campo.

Segundo a PetroRio, a transação agrega uma reserva de aproximadamente 17 milhões de barris 1P e adiciona cerca de 5,2 mil barris de óleo à produção diária da companhia. Ainda permanece a possibilidade de um pagamento contingente de US$ 20 milhões caso ocorra uma nova descoberta economicamente viável não incluída no Plano de Revitalização do Campo de Frade.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora informa que retomou na manhã deste domingo, 7, a comercialização de gasolina de aviação a seus clientes e revendedores, após receber os laudos do fornecedor atestando que os novos lotes do produto se encontram dentro das especificações determinadas pelos órgãos reguladores.

A venda da gasolina de aviação pela BR foi suspensa no dia 3 de fevereiro após ter sido detectada a existência de um parâmetro do combustível fora dos limites de especificação, o que valeu à empresa e a outras distribuidoras uma notificação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para prestação de informações no prazo de 48 horas sobre o produto. Também foram notificadas Raízen, Gran Petro, Air BP Brasil, Rede Sol, Petróleo Sabba, Air BP Petrobahia e Petrobahia.

A BR informou que após ser notificada realizou todos os testes recomendados aos distribuidores. “De modo a regularizar o abastecimento no menor espaço de tempo possível, a base da companhia em Cubatão (Bacub), atualmente o único polo de suprimento de AVGAS (gasolina de aviação) no País, está operando em regime estendido”, informou a BR em nota neste domingo.

A empresa ainda afirma que segue aguardando os esclarecimentos de seu fornecedor sobre a adulteração encontrada pela ANP e que se coloca à disposição para “colaborar no aprofundamento das investigações”.

PDG (PDGR3)

O conselho de administração da PDG aprovou na sexta-feira proposta de aumento de capital de R$ 301,7 milhões, que será submetida a acionistas em 10 de março, conforme fato relevante da companhia, que está em recuperação judicial.

Além do aumento de capital mediante subscrição privada, com emissão de 48.048.661 ações, a R$ 6,28 por papel, a proposta a ser submetida à assembleia geral extraordinária prevê emissão de bônus de subscrição para determinados credores trabalhistas.

(Com Agência Estado, Bloomberg e Reuters)

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