O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu nesta segunda-feira, 16, que o lançamento de um programa fiscal com aumento de gastos públicos pode ter um efeito contracionista na economia, ao invés de favorecer o crescimento.

“Passamos de um ponto de inflexão. Estender mais os auxílios agora pode significar menos (efeitos positivos). Foi o teto de gastos que nos permitiu gastar mais na pandemia. Assim que se começou a questionar o teto, o mercado reagiu imediatamente nos preços dos ativos”, afirmou, na 3ª Conferência Anual da América Latina, organizada pela Chatham House e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Mais uma vez, Campos Neto lembrou que a recomposição da renda das famílias por meio dos auxílios do governo gerou uma poupança que deve começar a ser usada a partir do momento que esses auxílios forem retiradas em 2021.

“Não acho que temos uma opção. O déficit fiscal tem que ser revertido a partir do próximo ano”, enfatizou.

“Para atrair investimento privado, é preciso termos essa credibilidade. Só assim poderemos ter crescimento sustentável no longo prazo”, concluiu.

Melhores da Bolsa 2020
Cadastre-se gratuitamente para participar do encontro entre os CEOs das melhores empresas listadas na Bolsa e gestores de grandes fundos, entre os dias 24 e 26 de novembro:

Concordo que os dados pessoais fornecidos acima serão utilizados para envio de conteúdo informativo, analítico e publicitário sobre produtos, serviços e assuntos gerais, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados.
check_circle_outline Sua inscrição foi feita com sucesso.
error_outline Erro inesperado, tente novamente em instantes.

The post Campos Neto: estender mais auxílios agora pode significar menos efeitos positivos appeared first on InfoMoney.