SÃO PAULO – Em destaque no radar corporativo, está a continuidade da temporada de resultados: o Carrefour Brasil apresentou lucro líquido ajustado ao controlador de R$ 886 milhões no quarto trimestre 2020, uma alta de 31,1% em relação ao registrado no mesmo período de 2019. O Ebitda ficou em R$ 1,732 bilhão, alta de 18,2% ante o quarto trimestre de 2019. Depois do fechamento do mercado, serão revelados os números do IRB Brasil.

Ainda no radar, a produção de petróleo da Petrobras voltou a crescer em janeiro, depois de ter abandonado o patamar dos 2 milhões de barris diários em dezembro do ano passado. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a estatal produziu em média 2,140 milhões de barris diários, 7,8% a mais do que no mês anterior.

A sessão ainda marca a estreia das ações da CSN Mineração após a abertura de capital (IPO) na última sexta-feira. Confira os destaques:

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil apresentou lucro líquido ajustado ao controlador de R$ 886 milhões no quarto trimestre 2020, uma alta de 31,1% em relação ao registrado no mesmo período de 2019. O Ebitda ficou em R$ 1,732 bilhão, alta de 18,2% ante o quarto trimestre de 2019.

As vendas líquidas do grupo ficaram em R$ 19,873 bilhões, um crescimento de 24,1% em relação ao contabilizado um ano atrás.

No resultado negócio a negócio do grupo, o Ebitda Ajustado do Atacadão ficou em R$ 1,065 bilhão, alta de 25,7%. Na bandeira Carrefour, o indicador foi de R$ 455 milhões, alta de 42,2%. Já no Banco Carrefour ele foi de R$ 266 milhões, queda de 20,6%.

De acordo com a equipe de análise da XP Investimentos, a companhia continuou a entregar resultados fortes no Atacarejo e Varejo, com o Banco Carrefour apresentando uma recuperação mais rápida do que esperado. Adicionalmente, a companhia anunciou o pagamento de um dividendo adicional de R$ 759 milhões (yield de 1,9%) além de uma mudança na sua política de dividendos para até 45% do lucro líquido ajustado (versus 25% antes).

“Acreditamos que os resultados de curto prazo permaneçam sólidos, enquanto vemos o setor estruturalmente melhor no ‘novo normal’ do que antes da pandemia devido a políticas flexíveis de home office e novos hábitos de consumo”, apontam os analistas, que mantêm recomendação neutra e preço alvo de R$ 25 por ação para o fim de 2021.

O Morgan Stanley, por sua vez, destacaram que as margens do Atacadão e do Carrefour no varejo ficaram abaixo das estimativas do banco, mas a receita total foi 3% superior, e as receitas por ação ficaram 11% acima da expectativa. A receita do Carrefour no varejo cresceu 8% na comparação anual, ficando 6,5% abaixo da previsão do Morgan Stanley. A alta de 42% no lucro Ebitda ficou 17% acima da expectativa do banco. Em termos de receita, o Atacadão registrou alta de 32% na comparação anual, ou 8% acima da expectativa do Morgan Stanley. Mas a alta de 21% no lucro bruto ficou 2% abaixo de sua expectativa.

O Bradesco BBI destacou que a empresa reportou mais um trimestre de crescimento e lucratividade fortes e acima de suas estimativas. As vendas consolidadas tiveram alta de 24% na comparação anual, mais de 4% acima da expectativa do banco, impulsionadas pela divisão Atacadão. O lucro Ebitda ajustado, incluindo serviços financeiros, subiu 19% na comparação anual, a R$ 1,737 bilhão, 7% acima da expectativa do Bradesco, impulsionados pelo varejo e por serviços financeiros.
O lucro líquido de R$ 886 milhões foi 31% maior do que um ano antes, e 16% maior do que a estimativa do Bradesco.
As vendas nas mesmas lojas do Atacadão subiram 27%, frente à estimativa de alta de 22% do Bradesco, e ficaram um pouco acima daquelas do terceiro trimestre.

As vendas em mesmas lojas para o setor de varejo, de hipermercados, supermercados, lojas de proximidade e e-commerce tiveram alta de 13,3%, abaixo da expectativa do Bradesco de 16,1%.

O banco diz avaliar que os resultados são “robustos”, mas destaca que as vendas de alimentos no e-commerce tiveram alta de 5%, um aumento que considera pequeno, apesar do aumento na entrega por meio de serviços como Rappi. Já a alta de 42% na receita líquida no setor de serviços financeiros ficou 22% acima da expectativa do Bradesco BBI.

O banco comentou ainda o anúncio da empresa de pagar mais divdendos, o que não deve impactar investimentos da empresa, que tem tido forte geração de caixa. O Bradesco BBI diz avaliar que a empresa atingiu um novo nível, em se tratando de participação de mercado. Por isso, mantém avaliação de outperform e preço-alvo em R$ 28.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A produção de petróleo da Petrobras voltou a crescer em janeiro, depois de ter abandonado o patamar dos 2 milhões de barris diários em dezembro do ano passado. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a estatal produziu em média 2,140 milhões de barris diários, 7,8% a mais do que no mês anterior.

A produção de gás natural também foi incrementada no mês passado, subindo 8,7% na comparação com dezembro de 2020, para 97,8 milhões de metros cúbicos por dia.

Ao todo, a produção da Petrobras fechou janeiro totalizando em média 2,755 milhões de barris de óleo equivalente (boe), retornando ao patamar de outubro do ano passado.

Ainda no radar, os petroleiros da Bahia planejam realizar uma greve, a partir desta quinta-feira, para pressionar a Petrobras  por respostas diante da venda de uma refinaria no Estado, segundo comunicado publicado nesta quarta-feira pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). A paralisação foi confirmada apesar da estatal ter afirmado em nota que o movimento é ilegal e que adotará todas as medidas administrativas e jurídicas cabíveis.

A FUP disse que os trabalhadores entregaram à Petrobras uma pauta reivindicatória relacionada à venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam) para o Fundo Mubadala e que desde segunda-feira a petroleira vem realizando reuniões com o Sindipetro-Bahia, mas que não houve avanço nas conversas.

Dentre as reivindicações, os trabalhadores questionam como ficará o cronograma de transição da operação, os prazos de transferência de funcionários, critérios e prioridades.

CSN Mineração (CMIN3

A ação da CSN Mineração faz sua estreia nesta quinta-feira na B3. A oferta inicial de ações (IPO) foi precificada na sexta-feira a R$ 8,50 cada, movimentando R$ 5,2 bilhões.

Com a venda de R$ 1,37 bilhão em ações novas, a companhia pretende investir em projetos como Itabirito P15 e de recuperação de rejeitos de barragem Pires e Casa de Pedra, a principal mina da empresa, localizada em Congonhas (MG).

Além disso, a siderúrgica CSN, a Japão Brasil e a sul-coreana Posco levantaram o equivalente a R$ 3,85 bilhões com a venda de participações no negócio.

Antes da oferta, a CSN tinha 87,5% da CSN Mineração e, pelo cálculos da companhia, após a operação, sem considerar os lotes adicionais de papéis, reduziria essa fatia para 79,1%.

Localiza (RENT3) e Locamerica/Unidas (LCAM3)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) publicou o edital referente à proposta de incorporação de ações da Unidas pela Localiza, informaram as companhias de locação de veículos e gestão de frotas nesta quinta-feira.

Agora, o órgão antitruste terá 240 dias, prorrogáveis por até outros 90, a contar do último dia 8, para analisar a proposta anunciada em setembro passado, que previa incorporação de ações da Unidas pela Localiza, criando um negócio de cerca de R$ 50 bilhões em valores da época.

AES Brasil (TIET11)

A elétrica AES Brasil (antiga AES Tietê) firmou um acordo com a produtora de metais Minasligas para o fornecimento de 21 megawatts (MW) médios pelo prazo de 20 anos, com entrega de energia a partir de 2023, informou a companhia nesta quarta-feira.

Segundo fato relevante publicado pela AES Brasil, o fornecimento ocorrerá por meio de um parque eólico no complexo Cajuína, no Rio Grande do Norte, região onde a controlada da norte-americana AES Corp AES.N cria seu cluster eólico, com início de construção esperado para 2021.

O projeto, segundo a ser desenvolvido no complexo eólico potiguar, possui 46 MW de capacidade eólica instalada, equivalentes a 25 MW médios de energia assegurada a P50, informou a empresa. “A AES Brasil reforça sua estratégia de crescimento e diversificação de portfólio por meio do desenvolvimento de projetos de fontes renováveis e complementares à hídrica e com contratos de longo prazo”, acrescentou a companhia.

Cielo (CIEL3)

A Cielo vai começar a testar a partir desta quinta o reconhecimento facial nas compras presenciais feitas com cartões de crédito em uma unidade da Drogaria Iguatemi, em um shopping de São Paulo. Os testes ocorrem em um momento em que a maior empresa de meios eletrônicos de pagamentos expande os canais para transações sem contato, que têm crescido rápido diante da pandemia da Covid-19. A solução é testada em parceria com a startup catarinense Payface, e deve ser estendida para outras lojas da Iguatemi em São Paulo e em Curitiba.

Cogna (COGN3)

Segundo o jornal Valor, a negociação entre Cogna e Eleva Educação avançou, e pode ser fechada neste mês. De acordo com o jornal, a Eleva deve vender seu sistema de ensino em troca de escolas da Cogna. A diferença entre o valor dos ativos seria paga em ações da Eleva, que pretende abrir o capital ainda neste semestre.

O Credit Suisse ressalta que as escolas representam 5% do Ebitda da Cogna, e diz que o acordo poderia aliviar a dívida e aumentar o foco da Cogna em sistemas de ensino.

Telebras (TELB3;TELB4)

A Telebras informou ao mercado está sendo renovado pelo período de 10 anos o contrato de cessão de fibras ópticas e infraestrutura de telecomunicações com as empresas Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Centrais Elétricas do Norte do Brasil S/A (Eletronorte) e Furnas Centrais Elétricas S/A (Furnas), todas pertencentes à Centrais Elétricas
Brasileiras (Eletrobras).

“A renovação está sendo realizada em conformidade com constante do §5º do art. 12 do Decreto nº 9.612 de 17 de dezembro de 2018 e está pendente da anuência da Eletrobras”, afirmou a companhia em comunicado.

Natura & Co (NTCO3)

O Bradesco BBI divulgou suas projeções para a Natura & Co, que divulgará seus resultados para o quarto trimestre no dia 4 de março, após o fechamento do mercado.

O banco diz esperar mais um trimestre de crescimento sólido da receita, de 17%, apesar de não tão forte quanto o do trimestre anterior, de 32%. O Bradesco diz esperar contração na margem Ebitda, principalmente devido ao aumento do investimento em marketing, que foi prejudicado no decorrer do ano, como forma de manter as margens. O banco diz esperar sinais positivos da Avon no Brasil e na América Latina.

Mas avalia que a Avon International deve continuar com resultados fracos em termos de receita e lucro Ebitda, devido aos efeitos da pandemia, que continuam a ser sentidos em países importantes para esta divisão, como Filipinas e África do Sul. No cômputo geral, este deverá ser o primeiro trimestre de desempenho positivo da Avon desde sua aquisição pela Natura.

O Bradesco afirma que a empresa é uma de suas top picks (escolhas favoritas) para 2021, e mantém avaliação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para a ação da empresa, com preço-alvo para 2021 em R$ 60, potencial de valorização de 13% frente o fechamento da véspera.

(Com Agência Estado e Reuters)

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