Fundos ESG

O investimento sustentável vem crescendo nos últimos anos e a crise atual tem impulsionado ainda mais o segmento, com aumento no lançamento de fundos de ações especializados em empresas que seguem critérios ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês, que tem sido usada como ASG no Brasil). Muitos poderiam pensar que a sustentabilidade deixaria de ser prioridade em um momento de instabilidade nos mercados, mas o que vem acontecendo é o contrário.

“Investir em ações de empresas sustentáveis traz, intrinsecamente, um componente de mitigação de risco, com foco em resultados no longo prazo”, explica Daniel Celano, CFA, Country Head da Schroders Brasil, gestora de investimentos britânica com mais de 200 anos de história e há mais de 25 anos no Brasil. “A diversificação internacional pode somar-se aos esforços para o investidor proteger seu patrimônio contra oscilações momentâneas do mercado e obter retornos acima do mercado.”

As empresas que compõem as carteiras ESG têm em comum o fato de serem geridas para o longo prazo, prezando por cuidar das relações com todos os seus stakeholders – acionistas, clientes, reguladores, meio ambiente, fornecedores, colaboradores e a sociedade como um todo. Assim, essas companhias apresentam menores chances de serem prejudicadas no futuro, maiores chances de terem os seus resultados catalisados por iniciativas sustentáveis eficazes, e menor custo de capital, em decorrência de serem geridas para o longo prazo, com redução dos “riscos de cauda”.

“No longo prazo, as empresas sustentáveis deverão entregar resultados acima da média e com consistência”, comenta Fernando Cortez, Head of Sales da Schroders Brasil. “Como consequência, a performance de estratégias de investimento com gestão ativa e foco em empresas sustentáveis tende a ser superior à do mercado em geral, no longo prazo”.

Por exemplo, o fundo global de ações Schroder Global Sustainable Growth, que prioriza o investimento em empresas com parâmetros positivos de sustentabilidade, está gerando retornos 5,6 pontos percentuais anualizados acima do mercado global ao ano nos último 36 meses (comparação com índice MSCI AC World, até 31 de maio de 2020). Ou seja, se um investidor tivesse aplicado R$ 100 no fundo ESG, sem hedge cambial, fecharia o período com R$ 224. Se tivesse investido num fundo passivo, em reais, que segue o índice global, teria fechado o mesmo período com R$ 182.

Opções de fundos ESG crescem no Brasil

De olho nesses retornos acima do mercado, o investimento ESG está crescendo no país. Segundo a Anbima, a quantia aplicada no Brasil em fundos de ações sustentáveis cresceu 29% nos últimos 12 meses, totalizando R$ 543,4 milhões em junho. As opções estão aumentando, e o Schroder Sustentabilidade Ações Globais faz parte dessa tendência. Lançado em julho e voltado a Regimes Próprios de Previdência Social (RPPSs), o fundo local acessa a estratégia internacional comprovadamente bem-sucedida do Schroder Global Sustainable Growth, que propõe unir investimento sustentável à diversificação internacional – outro fator que contribui para construir um forte histórico de retornos e proporcionar geração de Alpha consistente.

“Estratégias de investimentos ESG globais, sofisticadas e de alta performance podem ser acessadas hoje de forma simples pelo investidor, via fundos locais”, esclarece Celano, da Schroders. “Assim, é possível explorar as oportunidades ESG do mercado internacional, contando com todo o suporte e orientação de gestores locais, que trabalham de forma integrada a profissionais no mundo todo”.

Por exemplo, por trás do Schroder Sustentabilidade Ações Globais, há um grupo dedicado de especialistas integrado internacionalmente: mais de 100 analistas de ações, distribuídos pelos principais mercados internacionais; um time global de 20 profissionais especializados em investimentos sustentáveis; e mais de 25 cientistas e analistas de dados (Big Data). O time de gestão também utiliza ferramentas proprietárias, como Context e SustainEx, esta, que faz uma avaliação profunda e abrangente da sustentabilidade do modelo de negócio de uma empresa no longo prazo, além do potencial de crescimento, com base na relação com seus stakeholders. A abordagem é qualitativa, em vez de quantitativa, e adota altos critérios para inclusão no grupo elegível, fazendo uma avaliação dinâmica, e não estática das empresas.

ESG no Brasil: muito espaço para avançar

Existem muitas circunstâncias favoráveis, hoje, para a diversificação internacional com foco em investimento sustentável, que tem atraído mais interesse no Brasil. Mas ainda há muito o que avançar por todos os investidores, de pessoas físicas a instituições. A Anbima estima que a quantia investida em fundos ESG no país representa 1% do patrimônio da indústria de fundos no Brasil. No mundo, esse percentual é de 36%, segundo o Global Sustainable Investment Alliance.

“Nós continuamos em busca de ampliar a nossa oferta ESG ao investidor brasileiro, não só para clientes institucionais, mas também para a pessoa física”, conta Cortez, da Schroders. A gestora tem planos de lançar pelo menos mais 3 fundos globais no Brasil até o fim do ano, apontando como diferenciais a escala global; o time especializado internacional, interdisciplinar e integrado; a capacidade analítica de Big Data; e as ferramentas proprietárias de mensuração ESG.

“Mais que se preocupar em seguir uma tendência momentânea, os investidores devem olhar para o investimento sustentável no exterior de forma estratégica e estrutural, de preferência contando com uma gestão profissional e especializada para alcançar seus objetivos”, recomenda Celano.

Acesse o site da Schroders Brasil para saber mais.

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