SÃO PAULO – Passada uma semana tensa no mercado, com novas quedas fortes em Wall Street, que contaminaram a bolsa brasileira, que por sua vez se distanciou da marca de 100 mil pontos, os investidores seguem atentos às questões fiscais no Brasil, ao risco de uma nova onda do coronavírus, em especial na Europa, e às ações de empresas de tecnologia americanas.

Na agenda de indicadores, atenção especial para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), na terça-feira (29). Este dado de inflação que serve de referência para reajuste de aluguéis tem sido bastante comentado conforme chegou a uma alta acumulada de 13% em 12 meses em agosto, contra 2,3% do IPCA (clique aqui para saber mais).

No mesmo dia saem os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), enquanto no dia seguinte será divulgado a taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). Segundo dados compilados pela Reuters, a projeção é que a taxa fique em 13,7%.

Ainda no cenário doméstico, atenção especial para a retomada no Supremo Tribunal Federal (STF) do julgamento sobre a venda de subsidiárias da Petrobras (PETR3; PETR4), assunto que tem afetado bastante as ações da companhia.

O presidente do Supremo, ministro Luiz Fux, pautou para quarta (30) o debate do assunto em plenário que pode impedir a petroleira de vender refinarias. Já há três votos contra e há a expectativa de que nesta semana seja formada maioria nesse sentido.

Existe também a possibilidade de que o Congresso faça sessão para análise de vetos do presidente Jair Bolsonaro, e entre eles está o que atingiu 18 dispositivos do novo Marco Legal do Saneamento Básico. A sessão deve ocorrer na quarta.

Por fim, entre os eventos corporativos, serão mais três estreias de ações na Bolsa. A construtora Melnick Even começa a negociar seus papeis na segunda (28), enquanto a Compass e a Boa Vista estreiam na quarta (30).

Agenda externa

No exterior, a semana conta com o primeiro de três debates entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden e Donald Trump, na terça-feira (29), às 22h (horário de Brasília).

Apesar de historicamente os debates não serem tão decisivos, neste ano o encontro ganha mais destaque por conta das dificuldades enfrentadas pelos candidatos em suas campanhas nas ruas por conta da pandemia do coronavírus.

Entre os temas que devem agitar o debate estão o enfrentamento da pandemia, o desempenho da economia, os protestos antirracistas e também a recente morte da juíza Ruth Bader Ginsburg, que levou a uma grande discussão sobre a escolha de uma substituta ainda antes da eleição.

Entre os indicadores, nos EUA, saem os números de confiança do consumidor e alguns dados de atividade, com destaque especial para a terceira e última revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, com expectativa, segundo dados da Bloomberg, de recuo de 31,7%.

Outro evento importante será a divulgação do Relatório de Emprego, chamado de Payroll, na sexta-feira (2). Este indicador é considerado um dos mais importantes para analistas e investidores acompanharem como está o ritmo de recuperação da maior economia do mundo diante da atual crise.

Fechando a agenda externa, números dos PMIs de indústria e serviços saem no mundo todo, com destaque maior para o dado vindo da China na quarta-feira à noite.

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