Xi Jinping e Donald Trump

SÃO PAULO – O governo dos Estados Unidos cancelou os vistos de mais de mil estudantes e pesquisadores chineses pois, segundo declarações de representantes do estado americano, eles representariam um “risco para a segurança nacional” do país.

Nesta quarta-feira (9), o Departamento de Estado do governo americano disse, por meio de um porta-voz, que estava revogando vistos de “estudantes de pós-graduação de alto risco e pesquisadores” da China para impedi-los de “roubar tecnologia, propriedade intelectual e informações dos Estados Unidos para desenvolver capacidades militares avançadas”.

“Estudantes legítimos da China que não promovem os objetivos de domínio militar do Partido Comunista Chinês são bem-vindos”, acrescentou o porta-voz. A medida, segundo ele, é parte da resposta americana às restrições da China à democracia em Hong Kong.

Anteriormente, os EUA já haviam fechado o consulado chinês em Houston, no Texas, como forma, também, de “proteger a propriedade intelectual norte-americana e as informações privadas e sensíveis”.

Segundo o chefe interino do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Chad Wolf, o cancelamento vale “para certos estudantes de graduação e pesquisadores chineses ligados à estratégia militar da China” e visa “impedi-los de roubar” ou “se apropriar de pesquisas confidenciais”.

A medida, que ocorre em meio à crescente tensão entre os EUA e Pequim, está ligada ao anúncio do presidente Donald Trump, em maio, de que cidadãos chineses com ligações com o exército chinês teriam seus vistos cancelados.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, mais de 60 estudantes matriculados em universidades americanas, incluindo pós-graduados e graduandos, disseram em uma sala de bate-papo do WeChat, aplicativo chinês de mensagens instantâneas, que receberam avisos por e-mail da embaixada dos EUA em Pequim ou de outros consulados dos EUA na China nesta quarta-feira informando que seus vistos haviam sido cancelados.

A China ainda não comentou oficialmente as revogações de vistos, mas disse, ainda em junho, que se opõe às restrições aos estudantes chineses que estudam nos EUA e pediu ao governo Trump que ajudasse a “construir pontes entre os dois países”.

Antes da crise do coronavírus, cerca de 370 mil estudantes chineses frequentavam universidades americanas.

No ano passado, os estudantes chineses representavam cerca de um terço dos estudantes internacionais nos Estados Unidos e geravam uma contribuição de aproximadamente US$ 41 bilhões para a economia americana, de acordo com uma pesquisa da National Association for Foreign Student Affairs.

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