O cofundador do Airbnb, Brian Chesky, tinha uma ideia de como seria o dia da estreia da empresa na bolsa. E não seria como este.

Ele não pôde ir a Nova York para tocar o sino da Nasdaq. Não houve ternos ou champanhe, nem um abraço vitorioso nos cofundadores Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk.

Mas o executivo provavelmente não previu que o preço das ações mais do que dobraria quando a empresa começou a ser negociada na quinta-feira, consolidando a posição do Airbnb como um dos maiores negócios de viagens do mundo e impulsionando o valor de sua própria participação para cerca de US$ 11,4 bilhões.

Em vez disso, o CEO disse que estaria sentado em frente ao laptop em seu apartamento em São Francisco, a uma curta distância da casa onde a empresa foi fundada há 13 anos. E ele parecia estar sem palavras na quinta-feira pela manhã, quando soube que a ação deveria estrear muito acima do preço de oferta de US$ 68 por ação.

No início, havia apenas alguns colchões de ar no chão da sala de estar. Hoje, o Airbnb é uma empresa global que acaba de concluir uma das maiores ofertas públicas iniciais do ano e cujas ações eram negociadas a US$ 149,24 cada às 13h40 em Nova York, avaliando a empresa em cerca de US$ 100 bilhões, mais do que a rival Booking Holdings.

Gebbia e Blecharczyk, cujas participações são ligeiramente menores que a de Chesky, possuem ações que valem cerca de US$ 10,4 bilhões para cada, de acordo com o Índice de Bilionários da Bloomberg. Mas fortunas à parte, a humilde comemoração de Chesky remonta aos seus dias de ramen, quando a ideia era principalmente ajudar a pagar o aluguel.

“Lembro-me de vir aqui 13 anos atrás”, disse Chesky por telefone neste fim de semana da sede na Rausch Street. “Tinha 26 anos, estava totalmente falido e empacotei tudo na parte de trás de um velho Honda Civic.” O contraste é uma loucura, mas também a ideia de uma agência de viagens abrir capital durante uma pandemia também é, disse.

Outros investidores que podem se beneficiar com o IPO incluem as empresas de capital de risco Sequoia Capital e Founders Fund e a firma de private equity Silver Lake Partners.

Chesky e Gebbia, ambos de 39 anos e formados pela Rhode Island School of Design, eram companheiros de quarto quando decidiram inflar alguns colchões de ar e oferecer a estranhos um lugar para dormir durante uma conferência de design em 2007. A ideia, cunhada do termo Air Bed and Breakfast, mais tarde se tornou o Airbnb. Blecharczyk, de 37 anos, se juntou à dupla em 2008. Os três controlam 43% dos votos da empresa por meio de suas ações Classe B.

No início do ano, quando a pandemia paralisou grande parte do setor de viagens, alguns observadores questionaram se a empresa de aluguel por temporada sobreviveria. De seu home office em São Francisco, Chesky lutou contra as probabilidades, na maior parte do tempo em moletom.

As restrições da Covid-19 interromperam viagens internacionais e de negócios instantaneamente, “mas o que aconteceu foi que as pessoas entraram nos carros e começaram a reservar Airbnbs em um raio de 500 quilômetros, e também para estadias de longo prazo”, disse Chesky. Os que trabalham em casa queriam trabalhar em uma casa maior; os universitários trancados fora do campus queriam escapar da casa da mãe e do pai; outros queriam viver mais perto de suas famílias, mas não com suas famílias.

No terceiro trimestre, a receita do Airbnb caiu apenas 18% em relação ao ano anterior, em comparação com a queda de quase 60% tanto da Expedia quanto da Marriott International no mesmo período. “Esta crise revelou o quão adaptável é o nosso modelo”, disse Chesky.

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