(Bloomberg) — Hedge funds têm reduzido apostas na alta do euro no ritmo mais rápido em oito meses em meio à segunda onda de coronavírus na Europa, que reduz as perspectivas de crescimento.

Fundos alavancados reduziram posições líquidas compradas em euros em um total de 20.870 contratos nas duas semanas encerradas em 13 de outubro, segundo dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities sobre futuros e opções.

A nova onda de casos desacelerou a fase de ganhos do euro, já que operadores especulam que autoridades monetárias podem novamente adotar uma política mais frouxa para apoiar o crescimento. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou que o impacto no setor de serviços é particularmente preocupante, dado que o segmento é responsável por 75% dos empregos na região.

“O euro tem uma lista de catalisadores de venda”, disse Hideki Shibata, estrategista sênior de juros e moedas do Tokai Tokyo Research Institute. “As restrições de movimento causarão um grande dano à economia. A especulação de afrouxamento monetário adicional aumenta, e os rendimentos dos títulos caíram muito.”

A moeda única da Europa perdeu cerca de 2,5% desde que atingiu US$ 1,2011, a maior cotação em mais de dois anos, no início de setembro. Segundo pesquisa da Bloomberg, analistas esperam que o euro caia para US$ 1,18 no quarto trimestre.

Ainda assim, os fundos alavancados não devem se tornar vendedores líquidos de euro, apesar de todos os fatores negativos, disse Shibata.

“O dólar está na ponta receptora da venda do euro, mas os rendimentos reais negativos para a verdinha desestimulam investidores de comprar a moeda de forma agressiva”, afirmou.

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