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SÃO PAULO – Após o índice à vista superar os 118 mil pontos na véspera, no maior patamar desde meados de fevereiro acompanhando o movimento positivo dos mercados acionários americanos, o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em abril registrava leve queda na sessão desta sexta-feira (9). Às 9h09 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro registrava queda de 0,43%, a 117.755 pontos.

Os futuros dos índices acionários dos Estados Unidos não apresentam grandes variações nesta sexta-feira uma vez que a alta nos rendimentos dos títulos pesava sobre as ações de tecnologia, um dia depois de o S&P 500 fechar em máxima recorde.

Já o dólar futuro com vencimento em maio registrava alta de 0,72%, a R$ 5,615, enquanto o dólar comercial subia 0,66%, a R$ 5,610 na compra e R$ 5,611 na venda, seguindo movimento externo enquanto operadores locais avaliavam impactos sobre a discussão orçamentária decorrentes da CPI da Covid a ser instalada pelo Senado por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Uma vez instalada, a comissão deve concentrar as atenções, ampliar a pressão sobre o Palácio do Planalto e se sobrepor ao restante da agenda do Senado”, aponta a equipe de análise da XP. A decisão, revés para o Planalto, motivou o presidente Jair Bolsonaro a se queixar de interferência entre os Poderes e sugerir a análise de impeachment de ministros da corte Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente do Senado, também criticou a decisão, mas disse que ela será cumprida.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai 1 ponto-base a 4,62%, DI para janeiro de 2023 tem alta de 4 pontos-base a 6,39%, DI para janeiro de 2025 avança 5 pontos-base a 8,15% e DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de 7 pontos-base a 8,81%.

Cabe destacar os dados da inflação oficial no País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,93% em março de 2021 na comparação com fevereiro, Em fevereiro, o índice tinha subido 0,86% na comparação mensal. Apesar de ser a maior alta para o mês desde 2015, os números ficaram abaixo do esperado. A previsão, de acordo com consenso Refinitiv, era de alta de 1,03% frente fevereiro de 2021 e de 6,20% na comparação com março de 2020.

Ainda na agenda econômica de hoje, destaque para a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na Série Super Lives – 1 ano de Bandemia da XP e do InfoMoney (confira a programação completa clicando aqui).  Investidores acompanharão se a sinalização de alta de 0,75 pp para a próxima reunião se mantém e se o “plano de voo” à frente continua contemplando um “ajuste parcial” da política monetária.

Ainda no radar, Bolsonaro disse ontem que Poder Executivo e Congresso estão mais próximos de um acordo sobre o Orçamento de 2021. Autoridades do Ministério da Economia insistem na necessidade de veto do presidente, uma vez que o Orçamento é jurídica e economicamente inexequível da forma como foi aprovado no Congresso. Os congressistas, porém, afirmam que o governo estava ciente de todas as mudanças feitas durante a tramitação e, por isso, não aceitariam qualquer veto.

Em relação ao cenário internacional, o Senado americano apresentou ontem um projeto que visa direcionar a Casa Branca a adotar “competição estratégica” com a China. A iniciativa busca aprovar um pacote com apoio bipartidário com medidas para enfrentar a influência chinesa na economia e geopolítica. Além disso, incertezas sobre a vacina da AstraZeneca continuam a gerar críticas da campanha de imunização na Europa.

Secretário do Tesouro defende vetos no Orçamento

O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou na quinta-feira que, para o Ministério da Economia, o veto de ao menos parte das emendas parlamentares, que destinam recursos para congressistas gastarem em obras em seus redutos eleitorais, seria a solução mais adequada à Lei Orçamentária de 2021. A fala ocorreu durante live do Broadcast do jornal O Estado de S. Paulo.

O Orçamento foi aprovado pelo Congresso Nacional há duas semanas, mas vem sendo chamado de “fictício” por não destinar recursos o suficiente a gastos obrigatórios, ao mesmo tempo em que elevou gastos com áreas como emendas parlamentares, defesa e segurança pública.

“Em termos de posição do próprio ministério, da Secretaria de Orçamento, Tesouro, é que o mais adequado seria, justamente, um veto. Aí, também, específico, na parte das emendas de relator e, concomitante a isso, fazer justamente a recomposição e distribuição de recursos por meio de um PLN (Projeto de Lei do Congresso Nacional).” Questionado se o veto seria total ou parcial, Funchal afirmou que isso dependeria do tamanho da recomposição, afirmando que as emendas do relator totalizam R$ 29 bilhões.

Funchal, afirmou que a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2022, a ser apresentada já na próxima semana ao Congresso Nacional, terá um padrão “normal” de meta fiscal, após flexibilidade na LDO de 2021.

“Vamos fazer o padrão, projetar o que esperamos de receita. As receitas são mais simples, porque seguimos a regra do teto e é isso, a meta vai estar definida. (…) É voltar ao padrão normal e não como no ano de 2020 e 2021”, disse Funchal em videoconferência promovida pelo Broadcast.

Em 2020, o governo solicitou flexibilidade na meta fiscal no projeto de LDO de 2021, com o objetivo de que ela fosse mudada sempre que as receitas fossem recalculadas. O projeto depois foi alterado para estabelecer uma meta definida de déficit primário.

Além disso, em conferência da Consulting House o diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou que ao elevar a Selic em março para 2,75% não assumiu um compromisso, mas apenas sinalizou o que considerava adequado naquele momento: dar início a uma “normalização parcial” da taxa de juros.

“Ajuste parcial não é compromisso (…) Nosso único compromisso é perseguir o centro da meta de inflação no horizonte relevante”, afirmou.

O diretor destacou que o aperto monetário maior do que o esperado pelo mercado foi importante para diminuir a probabilidade de a inflação superar a meta deste ano e para ancorar as expectativas para um horizonte mais longo.

O aperto de março surpreendeu os analistas de mercado, que apostavam, na maioria, em uma alta de 0,50 ponto da taxa de juros. Na ata da reunião, o BC sinalizou novo elevação de 0,75 ponto da Selic para maio. “O custo de o BC ser visto como leniente com a inflação de 2021 naquele momento e que está postergando a convergência para 2022 seria um custo muito elevado”, afirmou. “Acho que foi muito importante ser decisivo e começar esse ajuste mais célere do que o mercado esperava.”

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira a chamada Lei do Gás, que muda o marco regulatório do setor. A nova lei traz entre as inovações, a troca do regime de outorga pelo de autorização para explorar serviços de transporte dutoviário e de estocagem subterrânea, o que reduz a burocracia para expansão da malha de transporte de gás natural.
Outra novidade é a garantia de acesso não discriminatório a infraestruturas como gasodutos de escoamento da produção, instalações de tratamento ou processamento e terminais de gás natural liquefeito (GNL).

Radar corporativo

A SLC Agrícola comunicou que arrendou da Agricola Xingu S.A. uma área de 39.034 hectares para a exploração do plantio de grãos e algodão. Essa área está localizada entre os municípios de Correntina (BA) e Unaí (MG). O valor do arrendamento não foi informado.

A empresa de concessões na área de transportes CCR irá realizar no dia 30 de abril o pagamento de dividendos obrigatórios e adicionais no valor total de R$ 181,5 milhões (R$ 0,08984205744 por ação ordinária).

A empresa de locação de automóveis e gestão de frotas Localiza comunicou a conclusão da oferta de emissão de R$ 1,2 bilhão em debêntures simples e não conversíveis em ações.

A empresa especializada em armazenagem de produtos agrícolas Kepler Weber irá realizar em 16 de abril o pagamento de R$ 25,4 milhões em dividendos.

A construtora Even divulgou os dados operacionais do primeiro trimestre do ano, em que realizou o lançamento de sete empreendimentos imobiliários, sendo três em São Paulo e quatro no Rio Grande do Sul. Esses empreendimentos somam um valor geral de vendas (VGV) de R$ 902,6 milhões, sendo que a parte que cabe à Even é de R$ 715,6 milhões. O VGV é o valor potencial de venda de todas as unidades de um empreendimento.

A Aura Minerals, que opera minas de ouro, prata e cobre em Honduras, Brasil e México, anunciou  sua prévia operacional referente ao primeiro trimestre do ano. Nesse período, a companhia atingiu a produção de 66.782 onças equivalentes de ouro (GEO), uma alta de 68% na comparação com os primeiros três meses de 2020. Esse montante é o segundo maior já registrado pela companhia em um único trimestre – o maior são os 68.964 GEO reportados no quarto trimestre.

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