SÃO PAULO — Maior banco privado do país, o Itaú (ITUB4) conseguiu ampliar sua carteira de empréstimos no terceiro trimestre deste ano, reduzindo a taxa de inadimplência, mas não escapou de uma redução do lucro na comparação anual.

O lucro recorrente do banco foi de R$ 5,030 bilhões entre julho e setembro, 29,7% menor do que o valor visto um ano antes. Contra o segundo trimestre, porém, houve um aumento de 19,6%.

O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (indicador que mede como os bancos investem os recursos de seus acionistas, chamado de ROE) foi de 15,7%. Ele apresentou uma alta frente ao segundo trimestre de 2,2 pontos percentuais, mas ainda assim ficou 7,8 pontos percentuais abaixo do nível visto entre julho e setembro de 2019.

“Em meio ao cenário adverso da economia, em face da pandemia de Covid-19, seguimos notando sinais de melhora ao longo do terceiro trimestre”, destacou o banco em seu balanço.

Um desses sinais de melhora foi o aumento da carteira de crédito, de 4,4% sobre o segundo trimestre e de 20,4% sobre o mesmo período de 2019. Com isso, o banco encerrou setembro com R$ 847 bilhões em empréstimos.

O crescimento mais expressivo da carteira de crédito foi no segmento micro, pequenas e médias empresas, que subiu 36,9% na comparação anual. Já os empréstimos a pessoas físicas aumentaram 3,5%.

Segundo o Itaú, o crescimento da carteira de crédito para micro, pequenas e médias empresas ocorreu em função da concessão de linhas incentivadas pelo governo como o Pronampe e o FGI BNDES. O banco também destacou que seu balanço foi ajudado pelo custo do crédito menor — houve uma redução de 18,7% na comparação anual, atingindo R$ 6,3 bilhões.

Isso devido à menor necessidade de constituição de provisão para perdas no banco de atacado no Brasil, o que foi compensado parcialmente pelo aumento da despesa no banco de varejo no país.

O banco registrou a menor taxa de inadimplência acima de 90 dias desde a fusão entre com o Unibanco, em 2008, de 2,2% no terceiro trimestre. Um ano antes, ela estava em 2,9%, e no segundo trimestre deste ano, em 2,7%.

Com isso, o banco pôde reduzir em 16,2% as provisões para possíveis calotes (créditos de liquidação duvidosa), na comparação com o trimestre anterior, para R$ 6,337 bilhões. Sobre o mesmo período do ano passado, houve aumento de 28,8%.

A margem financeira com clientes recuou 11,2% na comparação anual, para R$ 16,9 bilhões. Segundo o banco, isso ocorreu em função da mudança no mix de produtos do varejo, com uma menor utilização de produtos rotativos e maior utilização de créditos parcelados com melhores condições e taxas, da maior representatividade da carteira de pessoas jurídicas e do impacto da redução da taxa de juros na remuneração do capital de giro próprio.

As despesas não decorrentes de juros, que foram de R$ 12,7 bilhões, cresceram no trimestre (+4,7%) em função do aumento dos custos variáveis associados com a maior atividade econômica, do impacto do acordo coletivo de trabalho nas despesas de pessoal e da influência da variação cambial nas despesas na América Latina. Sobre o mesmo período de 2019, elas caíram 0,9%.

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