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SÃO PAULO – Com a temporada de resultados do terceiro trimestre caminhando para o seu final, a noite desta quarta-feira (11) tem um de seus dias mais agitados, com balanços de grandes empresas prometendo agitar o mercado no próximo pregão.

Confira:

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig viu seu lucro crescer quase sete vezes no terceiro trimestre, chegando a R$ 674 milhões. No mesmo período de 2019, o lucro foi de R$ 100 milhões.

Ajudou no resultado da companhia a alta das exportações para mercados como China, Hong Kong e Estados Unidos, além da desvalorização do real frente ao dólar.

Enquanto isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 2,2 bilhões, um crescimento de 47% ano a ano.

Já a receita líquida foi de R$ 4,8 bilhões entre julho e setembro, uma alta de 26,3% na comparação anual, sendo que as exportações responderam por 62% das receitas totais.

A Marfrig teve ainda redução do custo financeiro, refletindo em parte a redução da alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, para 1,68 vez, ante 1,79 vez no fim de junho.

CCR (CCRO3)

A CCR teve forte queda no lucro ajustado do terceiro trimestre, de 71,9%, chegando a R$ 93,3 milhões entre julho e setembro. Impactou a companhia a alta do dólar e maiores despesas com depreciação de ativos perto do fim da concessão.

A receita líquida, por sua vez, caiu 10,9% na comparação anual, para R$ 2,1 bilhões, uma vez que concessões administradas pela companhia, como rodovias, aeroportos e de mobilidade urbana, seguiram com níveis de tráfego ainda abaixo dos verificados antes de março, quando medidas de isolamento social foram tomadas.

Enquanto isso, o Ebitda ajustado da companhia no terceiro trimestre ficou em R$ 1,26 bilhão, queda de 16,5% ano a ano, considerando as mesmas bases.

A CCR teve também maiores despesas com depreciação referentes às concessões da Via Dutra, que liga Rio de Janeiro e São Paulo; e a RodoNorte, no Paraná. As despesas de ativos próximos do fim do período de concessão em geral crescem.

Locaweb (LWSA3)

A empresa de tecnologia Locaweb apresentou na noite desta quarta-feira, 11, seu balanço referente ao terceiro trimestre de 2020, quando teve lucro líquido de R$ 7,8 milhões entre julho e setembro, um crescimento de 30,6% sobre os R$ 6 milhões vistos um ano antes. No critério ajustado, o lucro líquido ficou em R$ 12,5 milhões, alta de 30,4% sobre 2019.

O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no trimestre foi de R$ 30,9 milhões, subindo 4,4% ante os R$ 29,6 milhões apurados no ano anterior. A margem Ebitda do período foi de 24,4%, queda de 4,6 pontos porcentuais. Em termos ajustados, o Ebitda foi de R$ 35,8 milhões, alta de 17,9% sobre julho a setembro de um ano antes.

A receita operacional líquida da Locaweb no terceiro trimestre foi de R$ 126,2 milhões, crescimento de 23,8% ante o mesmo período de 2019, quando a marca foi de R$ 101,9 milhões. A receita do Commerce, que amealha as operações de e-commerce da empresa, somou R$ 40,3 milhões, alta de 90,3% sobre o terceiro trimestre de 2019 e de 23,2% sobre o segundo trimestre deste ano. Já o segmento de software como serviço (SaaS, na sigla em inglês) teve receita de R$ 85,9 milhões entre julho e setembro, alta de 6,4% sobre o ano anterior.

Em comentário que acompanha o balanço, a Locaweb chama atenção para o volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) do Commerce, que totalizou R$ 1,9 bilhão, alta de 90,4% sobre o terceiro trimestre do ano passado. “A qualidade do nosso ecossistema, que segue sendo ampliada rapidamente e já conta com mais de 328 integrações, bem como a qualidade da nossa plataforma, contribuiu para o aumento de vendas dos nossos clientes e fez com que nosso crescimento fosse muito superior ao do mercado”, diz a empresa.

A Locaweb também chama a atenção para adição de novas lojas ao seu ecossistema, de 341,6% sobre o quarto trimestre de 2019, implicando que a base de lojistas praticamente dobrou entre janeiro e setembro de 2020. “Os dados do trimestre reforçam que, mesmo com a reabertura do comércio em algumas cidades, não vemos sinais de desaceleração na adição de novas lojas”, fala a empresa.

No segmento de SaaS, o número de clientes teve aumento de 2,3%, a 372,7 mil, destacando o crescimento de vendas de soluções corporativas, que acabaram sofrendo ao longo da pandemia, o crescimento de soluções para e-mails corporativos, do Criador de Sites e Delivery Direto, “todos apresentando altas taxas de crescimento em relação a 2019”.

Os custos e despesas operacionais totais subiram 28,3% na comparação anual, a R$ 109 milhões. O resultado financeiro líquido no terceiro trimestre foi uma despesa líquida de R$ 3,5 milhões, o que representou uma melhora de 59,8% em comparação com 2019, relacionado à redução do saldo de dívida bruta bancária em aproximadamente R$ 20,5 milhões.

O caixa líquido proveniente das atividades operacionais totalizou R$ 40,2 no trimestre, alta de 56,4% comparado a R$ 25,7 milhões no terceiro trimestre de 2019. A geração de caixa operacional da companhia, medida pelo Ebitda ajustado menos o capex, apresentou uma queda de 7,9% entre julho e setembro, a R$ 21,5 milhões. Ainda com os recursos da sua oferta inicial pública (IPO, na sigla em inglês) em caixa, a Locaweb teve saldo líquido de caixa de R$ 378,2 milhões no trimestre.

MRV (MRVE3)

A MRV registrou lucro líquido de R$ 158 milhões no terceiro trimestre, queda de 1,6% em um ano, mas aumento de 26,6% na comparação com o trimestre anterior.

Enquanto isso, o Ebitda entre julho e setembro ficou em R$ 253 milhões, aumento de 1,9% na comparação com o mesmo período de 2019. A margem, porém, caiu 1,5 ponto percentual, para 14,4%.

Já a receita líquida da companhia no trimestre cresceu 12,2%, para R$ 1,76 bilhão.

(Com Agência Estado)

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