Via Varejo x Magazine Luiza casas bahia magalu

SÃO PAULO – A temporada de resultados do terceiro trimestre tem mais uma bateria de divulgações na semana que vem e os próximos dias terão 69 balanços de empresas abertas. O dia mais pesado será a quinta-feira (12), com 30 resultados.

Na segunda-feira (9) saem os balanços de Ânima (ANIM3), BRF (BRFS3), Itaúsa (ITSA4), Linx (LINX3), Positivo (POSI3), Vulcabras (VULC3), Yduqs (YDUQ3), Magazine Luiza (MGLU3), São Martinho (SMTO3), Direcional (DIRR3) e Lojas Marisa (AMAR3).

Para a equipe de análise do Itaú BBA, Magzine Luiza deve ser o destaque positivo, com a inclusão da operação da Netshoes. “Prevemos resultados positivos tanto na divisão física quanto na de comércio eletrônico”, avalia o banco.

O Itaú BBA estima uma expansão de vendas em mesmas lojas de 2% nas lojas físicas e um impressionante crescimento de 120% em termos anuais no Volume Bruto de Mercadoria (GMV, na sigla em inglês) da divisão de comércio eletrônico, para R$ 7,3 bilhões.

Por outro lado, a equipe de análise do Itaú avalia que uma contração na margem Ebtida (razão do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações pela receita líquida de uma empresa) de 20 pontos-base em termos anuais, para 6,0%, após a normalização de despesas e amortizações de investimentos (como novas lojas e projeto Marisa).

Já a XP espera um crescimento de vendas no varejo físico no conceito mesmas lojas de 3,7% na comparação anual (versus alta de 9,4% no terceiro trimestre de 2019 e queda de 50,9% no segundo trimestre de 2020) enquanto espera que a operação online mostre uma forte expansão de vendas totais de 98,2% na base anual.

Já na terça-feira (10) serão divulgados os resultados de Banrisul (BRSR6), Carrefour (CRFB3), BTG Pactual (BPAC11), BR Distribuidora (BRDT3), Qualicorp (QUAL3), Sinqia (SQIA3), Santos Brasil (STBP3) e Log-in (LOGN3).

Neste dia, o mais esperado será o balanço do Carrefour, para o qual a XP espera sólidos resultados no segmento de atacado.

Já o Itaú BBA vê crescimento de 23% nas vendas em mesmas lojas, %, impulsionadas principalmente pelas robustas vendas do comércio eletrônico. Em relação ao atacarejo, por sua vez, a equipe do banco projeta uma expansão das vendas em mesmas lojas de 20% com fortes vendas ao consumidor e a outras empresas, além de um impacto positivo da inflação de alimentos.

Por fim, a expectativa para a divisão bancária do Carrefour é de melhores taxas de inadimplência e um aumento na carteira de crédito, embora prejudicados pelo provável alto nível de provisões devido às incertezas macroeconômicas e à retomada da carteira de crédito.

Na quarta-feira (11) será a vez de Aliansce (ALSO3), Alupar (ALUP11), Cyrela Commercial (CCPR3), MRV Engenharia (MRVE3), JBS (JBSS3), Locaweb (LWSA3), Rumo (RAIL3), Taesa (TAEE11), Via Varejo (VVAR3), Tecnisa (TCSA3), Ser Educacional (SEER3) e Metal Leve (LEVE3).

Os destaques neste dia devem ser JBS e Via Varejo.

Em relatório, o Itaú BBA destaca que a JBS deve ter um crescimento de 26% no Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) em termos anuais, impulsionado tanto pelas divisões de carne bovina quanto pela JBS USA Carnes Suínas.

Já os analistas do Bank of America ressaltam que seguem com recomendação de compra para o papel devido à demanda estruturalmente maior da China e a possibilidade das margens nos Estados Unidos continuarem altas.

A XP, por sua vez, prevê uma normalização na margem da carne bovina nos EUA, devendo se manter em patamares semelhantes aos do terceiro trimestre de 2019.

Para a Via Varejo, o Itaú BBA projeta aumento de 3% nas vendas em mesmas lojas físicas no terceiro trimestre. Já para o comércio eletrônico a expectativa é de um GMV de R$ 4 bilhões, com um sólido crescimento de 212%.

O banco também espera um avanço de 36% na receita líquida em relação ao terceiro trimestre de 2019, atingindo R$ 7,7 bilhões.

“O aumento nas vendas, combinado com a diluição das despesas e com uma redução nas despesas financeiras líquidas, deve levar a um lucro líquido de R$ 99 milhões”, refletem os analistas.

Já XP prevê crescimento de vendas no conceito mesmas lojas de 1% na base de comparação anual (versus queda de 2,2% no terceiro trimestre de 2019 e baixa de 63,0% no segundo trimestre).

Enquanto isso, a operação online deve manter forte crescimento nas vendas totais (GMV) em alta de 235,2% na base anual, com vendas de estoque próprio (1P) em alta de 200% na base anual (versus alta de 311% no 2T20) e um crescimento de alta de 170% na comparação anual no marketplace (3P) (versus alta de 180% no segundo trimestre).

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Na quinta-feira (12), saem Even (EVEN3), Arezzo (ARZZ3), C&A (CEAB3), Eletrobras (ELET6), Light (LIGT3), Sabesp (SBSP3), B3 (B3SA3), BR Malls (BRML3), Bradespar (BRAP4), Centauro (CNTO3), Copel (CPLE6), CVC Brasil (CVCB3), Energisa (ENGI3), Eneva (ENEV3), Ez Tec (EZTC3), Marfrig (MRFG3), Natura (NTCO3), Randon (RAPT4), SulAmérica (SULA11), Vivara (VIVA3), Mills (MILS3), Trisul (TRIS3), Lopes Brasil (LPSB3), Banco Inter (BIDI4), Gafisa (GFSA3), Alliar (AALR3), Cosan Logística (RLOG3), CPFL Energia (CPFE3), Cyrela (CYRE3), Locamerica (LCAM3).

Os destaques neste caso são B3 e Vivara.

Para a B3, o Itaú BBA projeta um conjunto de resultados fortes, com alta de 19% na recuperação de valor médio de mercado na divisão de ações em termos trimestrais beneficiada pelas Ofertas Públicas Iniciais (IPOs, na sigla em inglês) do terceiro trimestre.

O faturamento deve avançar 7% em termos trimestrais e 34% em termos anuais. “De uma perspectiva de rentabilidade, o Ebitda deve aumentar 14% em termos trimestrais, devido à forte alavancagem operacional e à normalização na linha de outras despesas, uma vez que as provisões relacionadas ao preço da ação devem diminuir substancialmente em uma base sequencial”, defende a equipe do banco.

A expectativa para o lucro líquido é de R$ 1,129 bilhão, com aumento de 12% em termos trimestrais e 33% em termos anuais.

Já para a Vivara, o Itaú espera declínio de 1,5% nas vendas em mesmas lojas, e um crescimento de três dígitos médios em termos anuais no comércio eletrônico, embora desacelerando em termos trimestrais devido à aceleração das vendas nas lojas físicas.

“Estimamos uma expansão da margem bruta de 40 pontos-base, apesar do pico nos preços do ouro; mas esperamos alguma pressão das SG&A [Despesas administrativas, de Vendas e Gerais] (relacionada às campanhas de marketing para impulsionar as vendas no comércio eletrônico) e menos descontos nas despesas de locação, levando a uma contração na margem Ebitda de 180 pontos-base, para 20,5%”.

A XP espera significativa melhora nos resultados da Vivara por causa da reabertura das suas lojas.

Por fim, a sexta-feira trará os resultados de Equatorial (EQTL3), Cosan (CSAN3), CCR (CCRO3), Cemig (CMIG4), Cogna Educação (COGN3), Hapvida (HAPV3) e Helbor (HBOR3).

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