SÃO PAULO – Depois de registrarem seus melhores meses de agosto em mais de 30 anos e atingirem máximas históricas no início de setembro, os índices americanos de ações registraram quedas não vistas há meses em Wall Street.

O Dow Jones fechou esta quinta-feira (3) com perdas de 2,78%, aos 28.292 pontos (maior queda desde 11 de junho), enquanto o S&P 500 recuou 3,51%, para 3.455 pontos. O pior ficou para o Nasdaq – que também tem sido o índice com melhor desempenho -, com perdas de 4,96%, a 11.458 pontos.

O dia acabou puxado principalmente pelas ações de tecnologia (por isso o pior reflexo no Nasdaq): só a Apple registrou desvalorização de 8,01%; Amazon, Alphabet (Google) e Netflix recuaram 5%, enquanto o Facebook caiu quase 4% e Microsoft teve perdas de 6%.

Com este movimento o setor de tecnologia do S&P 500 fechou com queda de 5,83%, em seu maior recuo diário desde março. Além disso, o setor teve sua primeira queda em 11 pregões.

Diante disso, apesar das perdas expressivas, analistas destacam que o movimento não deixa de ser natural após a forte alta dos últimos meses, em especial nestas duas últimas semanas.

“As ações de tecnologia e o mercado em geral não tiveram um dia ruim desde junho, então esta é uma pausa saudável. Nunca seria apenas uma linha reta. Mas o suporte estrutural de longo prazo para a tecnologia não mudou e o suporte para ações também não”, disse Esty Dwek, chefe de estratégia macro global da Natixis Investment Managers, para o site MarketWatch.

No noticiário, as atenções seguem voltadas para os estímulos fiscais debatidos no Congresso e que ainda não têm uma previsão de serem anunciados, o que pode pesar no humor dos investidores. Na última terça-feira, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse que democratas e republicanos ainda têm “sérias diferenças”, após um breve telefonema com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Neste sentindo, alguns analistas mais pessimistas destacam ainda que o que sustentou o rali do mercado até agora foram exatamente os estímulos, vindos principalmente do Federal Reserve (como é chamado o Banco Central dos EUA), o que tornaria esta alta “artificial”. Para quem segue está linha, o mercado deve realmente passar por uma forte correção ainda.

Entre os indicadores, os EUA tiveram 881 mil novos pedidos por seguro-desemprego na semana passada, mostrou nesta quinta o Departamento de Trabalho do país.

Este número foi menor que a mediana das expectativas dos economistas compilada no consenso Bloomberg, que apontava para 950 mil requisições do benefício no período.

Contudo, vale destacar, foi alterado o método de cálculo de ajustes sazonais, que são normalmente projetados para suavizar oscilações regulares nos dados, mas que acabaram distorcendo os números por causa da pandemia de coronavírus.

O Bureau of Labor Statistics informou na semana passada mudança no método para ajustar os pedidos de seguro-desemprego iniciais de forma a contabilizar as oscilações sazonais no emprego.

Assim, vale destacar, o número se segue aos 1,01 milhão de pedidos na semana anterior, que não é diretamente comparável devido à mudança no metodologia.

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