SÃO PAULO — “O patamar que a gente tinha em 2019 já era, virou pó”. A frase é de Fernando Cirne, CEO da Locaweb (LWSA3), ao comentar o crescimento da empresa no terceiro trimestre de 2020. O executivo, no entanto, ressaltou que o negócio não foi bem apenas por causa da pandemia de coronavírus, que estimulou o e-commerce. “A gente não pode criar uma empresa onde Covid é uma muleta pra gente. Isso é um absurdo”, enfatizou.

“A gente tem que crescer com base no que a gente chama de penetração do e-commerce ainda pequena no Brasil. A penetração do e-commerce aqui está perto de 12%. Na China é 35%. Nos Estados Unidos é 19%. Eu quero perseguir esses 19% dos Estados Unidos, quero perseguir esses 35% da China. É esse meu objetivo. Não quero saber de Covid. Eu quero saber de o Brasil buscar indicadores de China e Estados Unidos, e é isso que a minha empresa corre atrás. Eu quero que a Covid acabe. Eu quero que se encontre a cura para a Covid”, disse.

Ele participou nesta terça-feira (17) de uma live no InfoMoney da série Por Dentro dos Resultados, onde executivos de importantes empresas da Bolsa apresentam os principais destaques financeiros do terceiro trimestre, comentam os números e falam sobre perspectivas.

Por Dentro dos Resultados
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Cirne destacou ainda que o negócio da Locaweb já era promissor e forte desde antes da pandemia. “A gente não gosta de dizer que se aproveitou da Covid. A Locaweb veio para este ano com um projeto muito forte de crescimento. Quem acompanhou a Locaweb em roadshow em outros momentos sabe que a Locaweb, por exemplo, veio com um forte desenvolvimento de produto.”

“Lógico que a Covid abriu uma série de oportunidades para a Locaweb, mas o crescimento veio com o investimento em marketing e qualidade do produto. Não sabemos qual vai ser o patamar de pós-Covid, mas não é o patamar que a gente tinha antes. Uma prova disso é que mesmo com a reabertura da economia no terceiro trimestre, nós aumentamos a venda”, completou.

Rafael Chamas, CFO da Locaweb e que também participou da live, destacou que a companhia continua com dinheiro em caixa, baixo endividamento e sempre de olho em possibilidades de novas aquisições.

“Somos uma empresa que historicamente gerava caixa e que tem crescido em unidade de negócio ainda mais capaz de gerar caixa. Esse é o primeiro ponto. Com o IPO a gente obviamente se capitalizou bastante, pusemos mais de meio bilhão no caixa. E hoje eu tenho uma posição de caixa líquida de R$ 378 milhões, descontando a dívida que eu tenho, que é baixa”, disse.

“Estamos super capitalizados e ativos em M&A [fusões e aquisições, na sigla em inglês], com caixa suficiente para continuar fazendo boas aquisições. Novas captações vão depender da necessidade de capital da empresa, mas neste momento para aquilo que a gente tem de necessidade de investimento de curto e médio prazo a gente está substancialmente bem capitalizados”, completou.

Chamas e Cirne falaram ainda sobre concorrência, remuneração ao acionista, marketplaces e parcerias. “A gente tem um histórico interessante. Já entregamos três operações neste ano. Temos um pipeline grande pela frente que está avançando e está avançado. Tudo isso junto, somado ao fato de ser uma empresa capitalizada e gera caixa, faz com que a gente tenha um grande 2021. (…) 2020 já foi, mas o que vai ser bom é 2021”, disse o CEO. Assista à live acima.

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