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As bolsas mundiais operam em alta nesta manhã, em meio a expectativas de que os dados econômicos dos Estados Unidos trarão sinais de aquecimento. Os futuros de Nova York sobem, assim como os índices das bolsas europeias.

No Brasil, os investidores aguardam o envio da reforma administrativa ao Congresso, o que deve ocorrer amanhã.

O presidente Jair Bolsonaro disse que encaminhará a proposta para reestruturar as carreiras do funcionalismo público, mas destacou que as novas regras se aplicarão apenas aos futuros servidores.Mesmo assim, grupos de servidores se mobilizam em Brasília para influenciar a proposta.

Outro destaque é a aprovação do novo marco legal do gás na Câmara, que tem como objetivo abrir a concorrência no setor e reduzir o preço do gás natural. De acordo com O Estado de S.Paulo, a mudança pode destravar investimentos de até R$ 43 bilhões e ajudar a reindustrializar o país.

E na esfera corporativa, um dos destaques é o início da negociação das novas ações da Pague Menos e da Lavvi após oferta inicial de ações. A Engie anunciou que o Itaú Unibanco vai comprar 18,56% do capital de uma controlada indireta da companhia, no valor de R$ 500 milhões.

1. Bolsas mundiais

As bolsas mundiais operam em alta nesta manhã, com a expectativa de que os dados econômicos e de empregos a serem divulgados hoje nos Estados trarão boas notícias. Os futuros de Nova York e os índices das bolsas europeias sobem.

Os futuros da Dow Jones ganham 0,65%, enquanto os do S&P 500 avançam 0,67%. Já os da Nasdaq sobem 1,02%, depois de um dia de altas no pregão de ontem. Tanto o Nasdaq quanto o S&P 500 fecharam em níveis recordes na terça-feira, impulsionados por ganhos das empresas de tecnologia e melhores perspectivas econômicas.

O mercado aguarda os números de desemprego nos Estados Unidos, que podem sinalizar uma retomada no setor privado. Além disso, o Fed vai publicar o Livro Bege com detalhes sobre a saúde econômica do país.

Na Europa, os índices das bolsas também ganham impulso. O Euro Stoxx ganha 1,92%. O FTSE 100, de Londres, sobe 1,55%, enquanto o CAC, de Paris, avança 2,14%. O FTSE MIB, da bolsa de Milão, sobe 1,82%.

Já os mercados asiáticos fecharam sem direção única. No Japão e na Coreia do Sul, o mercado subiu um pouco. O índice Nikkei 225 teve alta de 0,47% e o Kospi avançou 0,63%.

Na China, o Shangai SE perdeu 0,17%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,26%.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h06 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,67%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,02%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,65%

Europa

*Dax (Alemanha), +2,28%
*FTSE 100 (Reino Unido), +1,58%
*CAC 40 (França), +2,20%
*FTSE MIB (Itália), +1,88%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), +0,47% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,26% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,17% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,28%, a US$ 42,88 o barril
*Petróleo Brent, +0,11%, a US$ 45,63 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,06%, cotados a 854.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 125,19 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,82532

*Bitcoin, US$ 11.734,49, -1,57%

2. Agenda

Hoje, será divulgado às 9h o Índice de Preços ao Produtor de julho, referente às indústrias de transformação. O indicador é preparado pelo IBGE. O Banco Central divulga às 14h30 o Índice de Commodities Brasil (IC-Br) e o fluxo cambial semanal.

Às 15h, será divulgado o Livro Bege nos Estados Unidos, relatório que detalha a situação econômica no país. Outro dado importante da economia norte-americana é sobre a geração de vagas de trabalho no setor privado em agosto, anunciado pela ADP às 9h15, com a projeção de criação de 1 milhão de empregos, segundo consenso Bloomberg.

3. Reforma administrativa

Enquanto digere o pior resultado do PIB da história, o mercado espera para amanhã o envio da proposta de reforma administrativa ao Congresso. Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro disse que encaminhará a proposta para reestruturar as carreiras do funcionalismo público.

Bolsonaro não detalhou a proposta, mas disse que as novas regras se aplicarão apenas aos futuros servidores, segundo a Agência Senado. A notícia é considerada uma vitória de Guedes e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

A estratégia anterior do governo era deixar o envio da reforma administrativa para o ano que vem, mas o governo anunciou a decisão ontem, junto com a divulgação de prorrogação do auxílio emergencial, com mais quatro parcelas de R$ 300.

Diante da notícia, grupos de servidores públicos se articulam para dialogar com o governo. De acordo com a CNN, o objetivo é atenuar o texto e incluir alternativas como a fusão de carreiras e cortes de custeio, para evitar o risco de redução de jornada e de salários.

O governo fala sobre a possibilidade de economizar R$ 500 bilhões em dez anos, mas não há clareza sobre como esta meta será atingida. Segundo a publicação, também há questionamentos sobre os critérios que vão medir o desempenho do servidor e como a proposta irá impactar apenas quem ingressar no funcionalismo no futuro.

Ontem à noite, o presidente Bolsonaro confirmou que passará por uma cirurgia para remover um cálculo renal.

4. Novo marco legal do gás

Outro destaque foi a aprovação do projeto do novo marco legal do gás na Câmara, com 351 votos a favor e 101 contra. O projeto segue para o Senado. O objetivo do projeto é abrir a concorrência no setor e reduzir o preço do gás natural.

De acordo com O Estado de S.Paulo, a mudança pode destravar investimentos de até R$ 43 bilhões e ajudar a reindustrializar o país, ao baratear o preço da energia. O mercado até recentemente era dominado pela Petrobras, que decidiu deixar o ramo de distribuição e vender sua malha de gasodutos e estruturas essenciais.

A expectativa do ministro da Economia, Paulo Guedes, é de que o preço do gás pode cair 40%. Com o projeto, novos investimentos devem garantir maior infraestrutura para transportar, escoar e armazenar gás. Outra mudança é que será adotado um regime de autorizações de gasodutos, em substituição ao atual regime de exploração.

5. Radar corporativo

No noticiário corporativo, um dos destaques é o início da negociação das novas ações da Pague Menos e da Lavvi após oferta inicial de ações.

A Engie anunciou que o Itaú Unibanco vai comprar 18,56% do capital de uma controlada indireta da companhia, no valor de R$ 500 milhões. O acordo vai viabilizar a implantação de cerca de 1.800 quilômetros de linhas de transmissão nos estados do Pará e Tocantins.

Além disso, a Neoenergia contratou financiamentos de R$ 3,4 bilhões com o BNDES para as distribuidoras do grupo, enquanto a Iguá Saneamento retomou o processo de IPO.

Também chama atenção a renúncia do diretor Administrativo e Financeiro e de Relações com Investidores da Lojas Renner, Laurence Beltrão Gomes, que vai se dedicar a outros projetos.

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