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As bolsas mundiais sinalizam um movimento de recuperação nesta manhã, depois de um forte movimento de vendas visto na véspera, principalmente nas empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Até o momento, os futuros de Wall Street estão em território positivo, assim como as bolsas europeias. Por outro lado, as bolsas da Ásia fecharam em baixa generalizada, repercutindo as perdas da maioria das ações do setor de tecnologia dos EUA na véspera.

Os investidores acompanham a suspensão dos estudos clínicos da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, e que está sendo testada também no Brasil. Antes disso, o ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello, havia dito que o governo pretendia iniciar a vacinação em janeiro do ano que vem.

No Brasil, ganha força o debate sobre medidas para conter a inflação dos alimentos, que pode motivar uma redução das tarifas de importação. E no noticiário corporativo, o destaque é a aprovação da mudança do plano de recuperação judicial da Oi, que abre espaço para vendas de ativos.

1. Bolsas mundiais

Depois de mais um dia de fortes quedas nas bolsas dos Estados Unidos, os futuros de Wall Street operam em território positivo nesta manhã, assim como as bolsas europeias. Os futuros do Dow Jones avançam 0,45%, enquanto os do S&P 500 sobem 0,71%. Já os futuros do Nasdaq têm alta de 1,75%.

Ontem, o movimento de correção visto nos Estados Unidos pressionou os mercados financeiros de todo o mundo. O índice Nasdaq caiu 4,1%, acumulando uma queda de 10% em três dias. Já o Dow Jones recuou 2,3%, enquanto o S&P 500 caiu 2,8%.

Nas mínimas da sessão de ontem, Facebook , Amazon.com, Apple, Tesla, Microsoft, Alphabet e Netflix perderam mais de US$ 1 trilhão em valor de mercado desde 2 de setembro.

O mercado também está mais positivo na Europa, onde o Euro Stoxx sobe 0,75%. O FTSE 100, de Londres, avança 0,91%, enquanto o CAC, de Paris, sobe 0,68%, e o DAX, da Alemanha, ganha 0,94%. O FTSE MIB, da bolsa de Milão, tem alta de 0,72%.

Os mercados europeus receberam uma influência negativa da Ásia, onde os mercados reagiram neste pregão à queda vista em Wall Street. O conglomerado japonês Softbank Group teve uma queda superior a 10% depois que o Financial Times mostrou que o grupo comprou bilhões de dólares em opções de ações das empresas de tecnologia no mês passado.

O índice Nikkei 225, do Japão, caiu 1,04%. Na China, o Shangai SE perdeu 1,86%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,63%. O índice Kospi, da Coreia do Sul, recuou 1,09%.

Já os preços do petróleo mostram recuperação, depois de um dia de fortes quedas. O WTI sobe 1,66%, cotado a US$ 37,37 o barril, enquanto o Brent avança 1,21%, a US$ 40,26 o barril.

*Veja o desempenho dos mercados, às 6h54 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,71%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,75%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,45%

Europa

*Dax (Alemanha), +0,99%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,94%
*CAC 40 (França), +0,74%
*FTSE MIB (Itália), +0,75%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -1,04% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,63% (fechado)
*Shanghai SE (China), -1,86% (fechado)

Commodities e bitcoin

*Petróleo WTI, +1,77%, a US$ 37,41 o barril
*Petróleo Brent, +1,28%, a US$ 40,29 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 3,40%, cotados a 824.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 120,39 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,84840

*Bitcoin, US$ 10.154,35, -0,45%

2. Agenda

Hoje será divulgado pelo IBGE o índice IPCA de agosto, às 9h, em meio ao debate sobre a alta do preço de alimentos. A expectativa, segundo o consenso Bloomberg, é de alta de 0,24% na comparação mensal e de 2,44% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Nos Estados Unidos, haverá a divulgação de dados de ofertas de emprego referentes a julho, às 11h, e os estoques semanais de petróleo às 11h30.

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3. Vacina suspensa

Os investidores acompanham a suspensão dos estudos clínicos da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, e que está sendo testada também no Brasil. Vale destacar que, na véspera, o ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello, havia dito que o governo pretendia iniciar a vacinação em janeiro do ano que vem.

A suspensão ocorreu por suspeita de reação adversa grave em um dos voluntários participantes no Reino Unido. A informação foi divulgada por um site americano ontem à tarde e confirmada pela empresa e pelos órgãos do governo.

“Como parte de um teste controlado, randomizado global da vacina de coronavírus de Oxford, nosso procedimento padrão de revisão desencadeou uma pausa na vacinação para permitir a revisão de dados de segurança”, informou a AstraZeneca. “Esta é uma ação de rotina que precisa ocorrer sempre que há problema de saúde inexplicado em potencial em um dos testes, enquanto é investigado, garantindo a manutenção da integridade dos testes”, continua no comunicado.

O número total de mortes pela Covid no Brasil chega a 127.464, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde.

4. Inflação

Outro assunto é o debate sobre a alta do preço dos alimentos no Brasil, que está sendo causado pela desvalorização do real frente ao dólar e pela forte demanda externa de alimentos, principalmente da China.

Para conter o movimento inflacionário, o presidente Jair Bolsonaro pretende zerar o imposto de importação dos produtos, segundo a Folha de S.Paulo. A ideia é propor à Câmara de Comércio e Exterior zerar a alíquota de importação do arroz vindo de países fora do Mercosul.

O governo pretende fazer uma reunião para tratar deste assunto ainda nesta semana, o que pode ocorrer na próxima sexta-feira (11). Produtos como milho e soja poderão ter o mesmo tratamento para evitar a alta de preços. A alíquota de importação para países fora do Mercosul é de 12% para o arroz e 8% para soja e milho. Dentro do bloco, a tarifa é zero.

Ontem, o presidente voltou a pedir para os varejistas reduzirem seus lucros com a venda de alimentos. Já a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que o preço do arroz está alto, mas que não vai faltar produto no mercado nacional. Ele disse também que as expectativas para a safra do arroz em 2021 são muito favoráveis.

O mercado continua acompanhando o tema da prorrogação da desoneração da folha de pagamento, que gerou um impasse entre governo e Congresso. A medida acabaria no fim de dezembro, mas foi prorrogada pelo Congresso por mais um ano para incentivar a manutenção de empregos.

A iniciativa, no entanto, foi vetada pelo presidente Jair Bolsonaro. Sem acordo com parlamentares, a sessão para apreciar o veto já foi adiada várias vezes. Por enquanto, a perspectiva é que o veto seja analisado semana que vem, de acordo com o jornal O Globo.

Integrantes da equipe econômica já admitem a hipótese de abrir espaço no Orçamento para mais um ano do regime. Agora, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), já vê a chance de uma derrubada de veto negociada.

5. Radar Corporativo

Um dos destaques do noticiário corporativo de hoje é a notícia de que os credores da Oi aprovaram a mudança do plano de recuperação judicial da companhia. A decisão foi tomada em uma assembleia virtual de credores que levou 12 horas.

Com a mudança do plano, que estava vigente desde 2017, a empresa viabiliza a venda de ativos como redes móveis, torres, data centers e parte da rede de fibra ótica, levantando mais de R$ 22 bilhões.

Ainda no radar dos mercados, a Petrobras iniciou fase vinculante para venda de ativos na Bacia de Santos. Entre as recomendações, o Deutsche Bank elevou a recomendação para os ativos das aéreas Azul e Gol.

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