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A sessão é novamente de ânimo para as bolsas internacionais após o democrata Joe Biden vencer a eleição nos Estados Unidos com ampla vantagem, diminuindo o risco de contestação, apesar de Donald Trump ainda não ter cedido.

No radar político, Jair Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a eleição nos EUA após a vitória de Biden, enquanto o noticiário dos jornais aponta para articulações políticas visando 2022.  No corporativo, atenção para os resultados do Magazine Luiza e da BRF após o fechamento. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

As bolsas europeias e os mercados futuros americanos têm alta nesta segunda-feira, após a eleição do ex-presidente Joe Biden como presidente dos Estados Unidos na tarde do sábado (7), encerrando dias de incerteza sobre o desfecho. Foram decisivas as contagens dos estados de Pensilvânia e Nevada.

O índice S&P 500 Futuro tem alta de 1,45%; o Nasdaq Futuro sobe 1,82%; o Dow Jones Futuro sobe 1,41%.

As notícias sobre a corrida presidencial ofuscaram dados alarmantes sobre o coronavírus. No dia 4, os Estados Unidos foram o primeiro país a ultrapassar a marca de 100 mil novos casos de infecção pelo coronavírus registrados (com 107 mil). No dia 6, foram 132 mil casos. No dia 8, foram outros 101 mil casos, o maior número registrado no país em um domingo até o momento.

Não há no país um órgão centralizado responsável por declarar a vitória dos candidatos, que tradicionalmente fica a cargo da imprensa. No sábado, a agência internacional de notícias Associated Press e outros veículos importantes, incluindo o jornal americano The New York Times, declararam que Biden havia obtido os 270 colégios eleitorais necessários para se tornar presidente dos Estados Unidos.
O atual presidente, Donald Trump, não aceitou a derrota publicamente, e promete questionar os resultados na Justiça. Mas analistas acreditam que há pouca chance de que consiga alterar o desfecho.
O mercado continua atento para os resultados dos votos para o Senado na Geórgia. Até o momento, democratas e republicanos estão empatados na contagem de número de senadores, cada um com 48 confirmados. O resultado da Geórgia deve ser determinante sobre se os republicanos manterão o domínio sobre o Senado, ou se os democratas tomarão a frente.

Com a renúncia de um senador republicano em 2019, há duas eleições para senador no estado, sendo que em uma delas o candidato democrata leva vantagem e, na outra, um candidato republicano. Para assegurar a maioria, democratas precisariam vencer ambas. Devido à margem pequena de Biden sobre Trump, os votos no estado serão recontados.

O arranjo provável entre uma Presidência democrata e um Senado comandado por republicanos parece ser bem recebida pelo mercado. Este arranjo irá limitar drasticamente a capacidade de Biden de realizar reformas econômicas mais profundas, mantendo o status quo. Na Europa, os índices também têm alta nesta segunda.

O índice Eurostoxx tem alta de 1,41%; o Dax, da Alemanha, sobe 1,98%; o FTSE 100, do Reino Unido, sobe 1,41%; o CAC, da França, sobe 1,62%; e o FTSE MIB, da Itália, sobe 2,14%.

Em paralelo, notícias alarmantes sobre a pandemia do coronavírus no continente continuam a ser motivo de preocupação. Devido ao rápido aumento de infecções, economistas do banco Goldman Sachs reduziram suas estimativas para o crescimento global em 2021 em 0,5 ponto percentual, para 6%. Na Europa, a França prevê uma queda de atividade econômica, para 12% abaixo do normal, devido ao novo lockdown implementado no país.

Na Ásia, os resultados da eleição americana também contribuíram para uma tônica positiva nas bolsas.
O índice Nikkei, do Japão, fechou em alta de 2,12%; o Hang Seng Index, de Hong Kong, subiu 1,18%; o Kospi, da Coreia do Sul, subiu 1,27%; o índice Shanghai, da China, subiu 1,86%.

No fim de semana, foram divulgados dados mistos da balança comercial da China. Na comparação anual de outubro, as exportações chinesas saltaram 11,4%, superando a previsão de analistas, de alta de 9%, enquanto as importações subiram 4,7% no período, abaixo da estimativa de acréscimo de 8,3%.

Veja abaixo o desempenho dos principais índices às 7h30 (horário de Brasília):

Estados Unidos
*S&P 500 Futuro (EUA), +1,45%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,82%
*Dow Jones Futuro (EUA), +1,41%

Europa
*Dax (Alemanha), +1,98%
*FTSE 100 (Reino Unido), +1,41%
*CAC 40 (França), +1,62%
*FTSE MIB (Itália), +2,14%

Ásia
*Nikkei (Japão), 2,12% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong) +1,18% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +1,27% (fechado)
*Shanghai SE (China), +1,86% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +2,29%, a US$ 37,99 o barril
*Petróleo Brent, +2,21%, US$ 40,32 o barril
*Bitcoin, US$ 15.450,51, +3,28%
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 3,61%, cotados a 817,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 123,66 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,61

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2. Agenda de indicadores

Às 8h25, o Banco Central divulgou seu Boletim Focus, com previsões de economistas sobre indicadores importantes, como crescimento do PIB, inflação e variação do dólar frente o real.

Os economistas elevaram sua estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,02% para 3,20% em 2020, sendo a décima terceira alta seguida no indicador. Para 2021, a projeção subiu de 3,11% para 3,17%. Além disso, diminuíram a estimativa de tombo do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,81% para 4,80%. A estimativa de expansão foi de 3,34% para 3,31% para 2021.

Às 15h, o governo brasileiro divulga dados da balança comercial até 8 de novembro.

Ainda no radar, o Banco Central afirmou em comunicado que avalia continuamente funcionamento mercado de câmbio e afirmou  que não antecipa eventuais decisões sobre intervenção, rejeitando quaisquer interpretações neste sentido.  Em evento virtual promovido pelo Itaú na tarde de sexta, diretor do BC Fabio Kanczuk indicou que o BC deve atuar no final do ano em função de grande fluxo esperado no país pela questão do overhedge dos bancos, um mecanismo de proteção contra a variação cambial.

3. Noticiário político

Em live realizada no fim de semana, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não citou a vitória de Biden e diz que não sabe se tentará reeleição. De acordo com informações do jornal O Globo, aliados de Bolsonaro defendem gestão com menos discurso radical após derrota de Trump.

Ainda no radar político, segundo a Folha de S. Paulo, Sergio Moro e Luciano Huck negociam aliança eleitoral para disputa da Presidência em 2022. O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública de Moro e o apresentador de TV encontraram-se em Curitiba para conversar sobre terceira via. Não se debateu quem seria cabeça de chapa, discussão que deve ocorrer ao longo de 2021; a articulação de centro também inclui João Doria, governador de São Paulo.

Também em destaque, o governo de Bolsonaroestá buscando formas de estabelecer controle sobre ONGs (Organizações Não Governamentais) na Amazônia, informa o jornal O Estado de S. Paulo. O movimento ocorre em um momento em que a vitória do democrata Joe Biden como presidente dos Estados Unidos gera expectativa de maior pressão sobre a escalada dos índices de desmatamento na Amazônia.

Biden é historicamente ligado à causa ambientalista. Em debate contra Trump no final de setembro, afirmou que, caso eleito, “começaria imediatamente a organizar o hemisfério e o mundo para prover US$ 20 bilhões para a Amazônia, para o Brasil não queimar mais a Amazônia”. Ele afirmou que a comunidade internacional ofereceria os US$ 20 bilhões para que o Brasil deixasse de destruir a floresta.

“E se não parar, vai enfrentar consequências econômicas significativas”, afirmou.

O Estadão diz que obteve acesso a documentos elaborados pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal, colegiado criado em 1985, durante a ditadura militar, extinto em 1995, recriado pelo governo Bolsonaro e atualmente presidido pelo vice-presidente, general Hamilton Mourão.

Segundo o jornal paulista, o documento foi encaminhado por Mourão a ministros, e tem como objetivo “garantir a prevalência de interesses nacionais sobre os individuais e os políticos”. A meta seria “obter controle de 100% das ONGs que atuam na Região Amazônica, até 2022, a fim de autorizar somente aquelas que atendam os interesses nacionais”. O documento prevê “criar um marco regulatório para a atuação das ONGs”.

O estado do Amapá opera sem energia em grande parte dos municípios desde a terça-feira passada (3), após um transformador ser destruído por um incêndio. No sábado (7), o aparelho foi substituído.
No domingo (8), o estado divulgou o cronograma de rodízio de fornecimento de energia elétrica em 13 municípios atingidos pelo apagão. O fornecimento total só deve ser estabelecido no próximo final de semana, afirma o Ministério de Minas e Energia, sem citar um dia exato.

4. Brasil deve cair no ranking de maiores economias

Com a redução do PIB (Produto Interno Bruto) em decorrência da crise impulsionada pela pandemia, somada à acentuada desvalorização do real frente o dólar, a economia brasileira deve sofrer forte queda em 2020. Até o final do ano, o Brasil deve deixar de figurar entre as dez maiores economias do globo, segundo dados do FMI (Fundo Monetário Internacional) compilados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e repercutidos pelo jornal Valor.

Segundo as projeções do FMI, o PIB brasileiro deve retrair em 5,8% em 2020. Quando se converte os valores em dólares, contabilizando, portanto, a retração do valor do real, o recuo será de 28,3% em 2020 em comparação com 2019.

Dessa forma, o país deve cair três posições em ranking das maiores economias do mundo, da nona posição para a 12ª, sendo ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia. O Brasil já chegou a ocupar a posição de sétima maior economia, quando o real estava valorizado.

A economia brasileira também sofre com a disparada no índice de inflação IGP-M, que tem elevado o custo da dívida pública. Entre janeiro e setembro de 2020, o gasto com encargos na parcela do endividamento bruto atrelado ao IGP-M dobrou em relação ao mesmo período de 2019, para R$ 20 bilhões. A crise fiscal e juros baixos têm tornado mais difícil para o país atrair investimentos.

5. Radar corporativo

A Latam, maior companhia aérea da América Latina, reportou na sexta-feira (6) prejuízo líquido de US$ 573,1 milhões no terceiro trimestre, afetado pela pandemia do coronavírus.

O lucro líquido da companhia de alimentos M. Dias Branco foi de R$ 265 milhões no terceiro trimestre, reportou a empresa. Foi um salto de 97,3% na comparação anual.

A SLC Agrícola reportou prejuízo líquido de R$ 35,7 milhões no terceiro trimestre, recuo de 63,2% frente o mesmo período do ano anterior.

O grupo americano de energias renováveis Rio Energy está em conversas para vender ativos de geração eólica que possui no Brasil.  A Petrobras concluiu venda do campo de Baúna à Karoon, por US$ 150 milhões.

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