As bolsas mundiais buscam alta nesta manhã, ajudadas por dados favoráveis da economia chinesa, apesar de dados negativos de desemprego na Europa terem limitado os ganhos do mercado.

No Brasil, o mercado aguarda a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. A economia brasileira deve mostrar queda de 8% a 10%, segundo previsão da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE).

Outro destaque no noticiário nacional é o Orçamento para 2021, que foi enviado na noite de ontem ao Congresso. Somando os déficits esperados entre 2021 e 2023, o buraco é de R$ 572,9 bilhões. Além disso, os investidores esperam o anúncio da prorrogação do auxílio emergencial, que deve ter mais quatro parcelas de R$ 300.

No ambiente empresarial, o mercado vai repercutir hoje os balanços divulgados na véspera pela Lojas Renner (LREN3), pela IMC (MEAL3) e pelo grupo Technos (TECN3).

1.Bolsas mundiais

Os mercados mundiais começaram o dia sem direção definida, em meio a dados mais positivos sobre a economia chinesa e maior desemprego na zona do Euro. Há pouco, os futuros de Nova York e a maior parte dos índices das bolsas europeias estavam em território positivo.

Os futuros da Dow Jones subiam 0,09%, enquanto os do S&P 500 avançavam 0,36%. Os dois índices encerraram ontem o melhor mês de agosto em mais de 30 anos.

No mercado europeu, o Euro Stoxx sobe 0,15%. O DAX, principal índice acionário da Alemanha, sobe 0,68%.

O FTSE 100, de Londres, cai 1,22%, enquanto o CAC, de Paris, sobe 0,17%. O FTSE MIB, da bolsa de Milão, sobe 0,36%.

De um lado, o tom mais positivo veio do Índice de Gerentes de Compras (PMI) da Caixin/Markit de agosto, que ficou em 53,1. Leituras acima de 50 indicam expansão, enquanto resultados inferiores a 50 revelam retração.

O resultado superou as expectativas e causou uma alta do yuan frente ao dólar, ao ficar no nível mais alto desde janeiro de 2011. Também foi o quarto mês consecutivo acima da marca de 50.

Ao mesmo tempo, o desemprego na zona do euro subiu, enquanto os efeitos do coronavírus continuam a ser sentidos. A taxa de desemprego na região foi de 7,9% em julho, mostrando uma deterioração do cenário. No entanto, o número ainda está abaixo do recorde visto no meio da crise.

Os mercados asiáticos também operaram sem direção única. Na China, o Shangai SE fechou em alta de 0,44%. Já no Japão, o índice Nikkei 225 caiu 0,01%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi recuou 1,01%, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,03%.

*Veja o desempenho dos mercados, às 7h05 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +0,36%
*Nasdaq Futuro (EUA), +1,11%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,09%

Europa

*Dax (Alemanha), +0,68%
*FTSE 100 (Reino Unido), -1,22%
*CAC 40 (França), +0,18%
*FTSE MIB (Itália), +0,32%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -0,01% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,03% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,44% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,06% , a US$ 43,06 o barril
*Petróleo Brent, +1,17%, a US$ 45,81 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 0,24%, cotados a 846.500 iuanes, equivalente hoje a US$ 124,04 (nas últimas 24 horas).

USD/CNY = 6,82366

*Bitcoin, US$ 11.910,82, +2,49%

2. Agenda

O grande destaque de hoje é a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre. A economia brasileira deve cair 8% a 10%, segundo previsão da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE). Já o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR) apontou queda de 10,94% na atividade econômica no segundo trimestre.

Segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, o PIB brasileiro deve ter registrado um recuo de 9,2% na comparação trimestral, ante queda de 1,5% na medição anterior. A queda deve ter sido de 10,6% na comparação anual, segundo a pesquisa. Veja mais clicando aqui. 

O mercado acompanha ainda a reunião do ministro da economia Paulo Guedes com deputados e senadores. O encontro virtual está marcado para hoje, às 10h.

Destaque também para a divulgação da balança comercial mensal brasileira, às 15h, e para os dados de vendas de veículos pela Fenabrave. Nesta manhã, serão anunciados o PMI industrial dos Estados Unidos e do Brasil.

Na agenda do InfoMoney, às 15h, Mário Palhares, diretor de produtos listados da B3, tira dúvidas sobre a decisão de liberar, a partir de setembro, a negociação de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) Não Patrocinados, até então restrito a investidores qualificados, a qualquer pessoa interessada no produto. Além disso, o leque de opções vai crescer com BDRs também lastreados em títulos de dívida e em ETFs. O que vai mudar com as novas regras? Quanto tempo deve levar para o investidor pessoa física poder comprar e vender BDRs? Confira na live, transmitida no Youtube.

Já a série Por dentro dos resultados – que traz lives com os CEOs e principais executivos de companhias da Bolsa, em que eles comentam os números do ano, detalham as estratégias dos próximos meses e respondem as perguntas de quem estiver assistindo – recebe a Tupy nesta terça-feira. Para participar, basta se cadastrar, gratuitamente, na série, clicando aqui. Fernando de Rizzo, CEO, e Thiago Struminski, CFO, participam da live às 18h30.

3. Orçamento de 2021

O governo enviou ontem ao Congresso a proposta de Orçamento para 2021, que prevê um déficit nas contas públicas até 2023. Somando os déficits esperados entre 2021 e 2023, o buraco é de R$ 572,9 bilhões, de acordo com O Estado de S.Paulo.

No ano que vem, a expectativa é de déficit de R$ 233,6 bilhões; em 2022, o resultado deve ficar negativo em R$ 185,5 bilhões; já em 2023, faltarão R$ 153,8 bilhões para fechar as contas do governo.

No entanto, o governo destacou que os gastos da pandemia ficarão restritos a 2020.

O governo reservou para 2021 R$ 34,8 bilhões para gastar com o Bolsa Família no ano que vem, segundo O Globo. O Renda Brasil ficou de fora do projeto de lei orçamentária.

Outro destaque do texto é a insuficiência de R$ 453,715 bilhões para que seja cumprida a regra de ouro no próximo ano. Esta regra proíbe que o governo tome financiamentos para pagar gastos correntes, como o pagamento de salários, por exemplo. Por isso, o governo precisará da autorização do Congresso para realizar estes gastos.

Também chamou atenção o fato de que o governo desistiu de dar mais recursos à Defesa do que à Educação em 2021.

Além disso, a previsão que consta da proposta de Orçamento para 2021 prevê uma alta de 3,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do ano que vem. A projeção para o salário mínimo é de R$ 1.067, alta de 2,1% ante o valor atual de R$ 1.045.

4. Auxílio emergencial

O ministro da Economia disse ontem que e o auxílio emergencial vai ser prorrogado, e terá mais quatro parcelas de R$ 300, de acordo com a Folha de S. Paulo. O valor foi definido em encontro realizado ontem à tarde entre o ministro e o presidente Jair Bolsonaro.

A prorrogação do auxílio deve ser anunciada hoje. Para fazer a mudança do valor, que atualmente é de R$ 600, o presidente vai enviar uma medida provisória para o Congresso.

De acordo com a publicação, a medida deve ampliar os gastos da União neste ano em mais R$ 100 bilhões. Com isso, o governo vai chegar a um número inédito, com déficit de R$ 1 trilhão nas contas públicas em 2020.

Outro destaque no noticiário brasileiro é a conclusão das investigações sobre um suposto esquema de “rachadinhas” que teria sido comandado pelo senador Flávio Bolsonaro quando era deputado federal. Segundo a CNN, o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público do Rio considerou encerradas as investigações.

O resultado foi encaminhado ao procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, que repassou o material para o subprocurador da área criminal, Ricardo Ribeiro Martins. Ele poderá pedir novas investigações ou apresentar a denúncia ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.

Ainda no noticiário corporativo, segundo a CNN, o presidente Bolsonaro foi diagnosticado com cálculo renal e fará uma cirurgia para retirá-lo em setembro.

5. Radar corporativo

O mercado vai repercutir hoje os balanços divulgados na véspera pela Lojas Renner (LREN3), pela IMC (MEAL3) e pelo grupo Technos (TECN3).

A Lojas Renner registrou um lucro líquido de R$ 818,1 milhões no segundo trimestre, alta de 254,5% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo reconhecimento de R$ 1 bilhão referente a um crédito fiscal.

Outro destaque é o anúncio da parceria entre Bradesco e J.P.Morgan. O banco brasileiro vai herdar os clientes do private banking do J.P.Morgan, que está deixando de atuar neste segmento no Brasil.

Ainda no noticiário corporativo, a Pague Menos precificou a sua oferta de ações (IPO), mas teve que dar um desconto em relação ao preço inicialmente previsto. A ação foi precificada a R$ 8,50; de acordo com o documento divulgado no mês passado, a faixa estimativa de preço era entre R$ 10,22 e R$ 12,54 por papel.

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