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A expectativa de um novo pacote de estímulo nos Estados Unidos, que será de US$ 1 trilhão segundo a proposta do partido republicano no Senado, não está sendo suficiente para sustentar os ganhos nos mercados acionários, que passaram a operar em terreno negativo. Na véspera, os ativos tiveram ganhos na expectativa pelo pacote e também à espera da reunião do Fomc.

No Brasil, o governo de Jair Bolsonaro vê o risco de sua base de apoio na Câmara do Deputados ficar enfraquecida com o afastamento de DEM e MDB das articulações com o grupo de apoio ao presidente.

Entre as notícias corporativas, Vivo, Telefonica e Claro fazem nova proposta pelos ativos de telefonia móvel da Oi e o BNDES aceita os termos da AES Corp para venda de sua fatia na AES Tietê.

1. Bolsas mundiais

Os resultados corporativos e as expectativas em torno de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos não estão sendo suficientes para manter o ânimo dos investidores. As Bolsas europeias e os futuros americanos passaram a operar em queda nesta terça-feira.

Apesar da possibilidade de novo estímulo, os investidores seguem preocupados com o avanço dos casos de coronavírus, que pode levar a novas medidas de isolamento social, atrasando a recuperação da atividade econômica.

O FTSE 100, de Londres, cai 0,21%, e o DAX, de Frakfurt, recua 0,43%.

Nos Estados Unidos, se discute um novo pacote de estímulo fiscal. A conta apresentada pelos republicanos no Senado é de uma proposta de US$ 1 trilhão, já os representantes democratas na Câmara apresentaram um plano de U$ 3,5 trilhões.

Os futuros do Dow Jones caem 0,35% e os do S&P 500 apresentam desvalorização de 0,29%.

Fabiana Fedeli, chefe global de ações do Grupo Robeco, afirmou ter dúvidas se novos estímulos podem levar a mais ganhos no mercado acionário.

“O que vamos precisar para a próxima etapa é uma melhor perspectiva macroeconômica”, disse, à Bloomberg, Fidelis.

Apesar da expectativa positiva em relação aos novos estímulos, pesa no mercado a preocupação com o avanço da Covid-19, que volta a causar restrições de deslocamentos e outras medidas de isolamento social. O número de contaminados confirmados no mundo chega a 16,4 milhões, com mais de 654 mil mortes.

No mercado asiático, o Shangai SE fechou em alta de 0,71% e o Hang Seng Index, de Hong Kong, subiu 0,69%. Em Tóquio, o Nikkei 225 registrou uma leve desvalorização de 0,26%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h43

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), -0,29%

*Nasdaq Futuro (EUA), -0,34%

*Dow Jones Futuro (EUA), -0,35%

Europa

*Dax (Alemanha), -0,43%

*FTSE 100 (Reino Unido), -0,21%

*CAC 40 (França), -0,81%

*FTSE MIB (Itália), -1,16%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), -0,26% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,69% (fechado)

*Shanghai SE (China), +0,71% (fechado)

Commodities

*Petróleo WTI, -0,58%, a US$ 41,36 o barril

*Petróleo Brent, -0,02%, a US$ 43,40 o barril

**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 0,12%, cotados a 820.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 117,09 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,0033 (+0,10%)

*Bitcoin, US$ 10.737, +5,10%

2. Agenda

O Banco Central divulga, às 10h30, os dados sobre investimento estrangeiro e a conta corrente do Brasil.

Por volta das 10h30, sai o Caged. A estimativa, segundo o consenso Bloomberg, é de perda de 220 mil  empregos formais total de junho, ante dado anterior de perda de 331.901. Dados serão comentados em entrevista coletiva remota às 11h pelo secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco.

Nos Estados Unidos, serão conhecidas às 10h (horário de Brasília) mais informações sobre o índice S&P de preços de imóveis S&P referente ao mês de maio.

Às 11h, será divulgado o índice de confiança do consumidor CB. No mesmo horário, sai o índice de manufatura do Federal Reserve (Fed, o bc americano) de Richmond.

3. Articulação política

O movimento do DEM e do MDB, que somam 63 cadeiras na Câmara dos Deputados, de se afastar do grupo conhecido como “centrão” pode fazer com que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encontre dificuldade em emplacar o sucessor de Rodrigo Maia (DEM-RJ), segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”.

Com esse movimento, oposição e deputados independentes somam dois terços da Casa. O sinal é de que a maioria não pretende entregar o comando a um parlamentar com alinhamento forte ao presidente.

Além disso, dependendo de quantos partidos o PSL (antigo partido de Bolsonaro) conseguir carregar para o novo bloco que tenta formar na Câmara, a liderança de Arthur Lira (PP-AL), uma das principais do “centrão” pode ficar mais enfraquecida.

4. Reformulação do Bolsa Família

O governo federal quer limitar famílias que recebem mais de um benefício social. Segundo o jornal “Folha de São Paulo”, essa é uma das formas encontradas para conseguir reformular o Bolsa Família e ampliar espaço no orçamento para a criação do Renda Brasil.

Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), do ano passado, mostra que 15,4 milhões de famílias recebem o abono salarial e também o salário-família. Esses benefícios estão na mira da equipe econômica para bancar o Renda Brasil.

Para o governo, esses dois benefícios atendem a pessoas que estão acima da linha da pobreza. Para convencer o Congresso a alterar programas sociais já existentes e fundi-los ao Renda Brasil, o governo pretende usar o argumento de que os recursos precisam ser mais bem distribuídos.

5. Radar corporativo

As operadoras Telefônica, TIM e Claro apresentaram nova proposta de R$ 16,5 bilhões pelos ativos móveis da Oi. Essa proposta, segundo comunicado das empresas, considera a possibilidade de assinar com o Grupo Oi contratos de longo prazo para uso de infraestrutura.

A nova oferta é uma reação à proposta feita pela Highline do Brasil, que tem o fundo Digital Colony como investidor, pelos ativos móveis da Oi. O preço mínimo pedido pelo Oi por esses ativos é de R$ 15 bilhões.

Já o BNDES decidiu aceitar a oferta feita pela americana AES Corp pela sua fatia na AES Tietê.

Com a venda para a AES, o banco vai embolsar R$ 1,27 bilhão e ficar com cerca de 9% da companhia ainda em mãos. Agora, a AES vai levar a Tietê para o Novo Mercado.

A reunião entre diretoria e conselheiros do banco avaliou a nova proposta da Eneva na segunda-feira, mas considerou o volume de caixa como essencial e o risco societário alto e um processo potencialmente moroso na proposta da companhia.

A outra concorrente era a Eneva, mas o banco de fomento teria que aceitar uma parcela menor em dinheiro.

Pilotos da Latam Brasil rejeitaram proposta de acordo coletivo feita pela empresa em votação online organizada pelo Sindicato dos Aeronautas (SNA), que representa a categoria.

O percentual de votos contrários foi de 89,3% entre comandantes, 88,9% entre copilotos e 88,6% entre comissários. A votação ocorreu entre os dias 23 e 27 de julho.

Segundo o jornal “Folha de S.Paulo”, o sindicato afirma que já informou o resultado à empresa e uma reunião foi agendada para esta terça.

Os pilotos aceitam uma redução temporária de jornada e salário por 18 meses, mas rejeitam a proposta da Latam de redução permanente na remuneração quando esse período acabar.

E na temporada de balanços, o Carrefour Brasil registrou um lucro líquido ajustado de R$ 713 milhões no segundo trimestre do ano, uma alta de 74,7% em relação ao igual período do ano anterior.

O Ebitda ajustado avançou 27,5% ano a ano, para R$ 1,42 bilhão. Já a margem chegou a 9%, 8,1% um ano antes. As vendas brutas, excluindo gasolina, aumentaram 18,3% no trimestre para R$ 17,3 bilhões.

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