No noticiário de empresas, um dos destaques foi a declaração da Totvs de que o comitê especial independente da Linx tem trabalhado para retardar, ou mesmo impedir, a análise da proposta da Totvs para unir as empresas, com o objetivo de favorecer a proposta feita pela Stone. Além disso, a Ultrapar Participações e a Cosan confirmaram que estão disputando a compra da Refinaria Presidente Getúlio Vargas da Petrobras, no Paraná.

Outro destaque é a notícia de que a Petrobras deve adiar a oferta dos 37,5% ainda detidos pela petroleira na BR Distribuidora até que haja uma melhoria das condições do mercado de capitais, de acordo com o Valor Econômico. Ao mesmo tempo, a B2W homologou um aumento de capital de R$ 4 bilhões, enquanto a B3 anunciou pagamento de proventos. Já o Conselho da B3 aprovou o pagamento de R$ 1,3 bilhão em dividendos e R$ 302 milhões em juros sobre capital próprio.

Confira os destaques:

Totvs (TOTS3) e Linx (LINX3)

A Totvs anunciou na segunda que, através de seus assessores jurídicos foi informada que os conselheiros independentes da Linx não irão firmar o protocolo de incorporação com a empresa por entenderem que tal assinatura feriria o acordo celebrado com a Stone Participações. Em comunicado ao mercado, a Totvs afirma considerar a decisão “equivocada”.

Aliado a isso, a empresa afirma ainda que “não houve evolução relevante da análise, pelo comitê especial independente constituído pelo conselho de administração da Linx, da proposta de combinação de negócios apresentada pela Totvs”.

Na visão da Totvs, até esse momento, sua percepção é de que, independentemente dos motivos, o comitê tem demonstrado somente disposição para retardar, ou mesmo impedir, a apreciação de sua proposta pela assembleia de acionistas da Linx, para assim forçar esses acionistas a deliberar sobre uma única proposta, a da Stone.

Segundo a Totvs, tal posicionamento não tem suporte nem mesmo no acordo de associação celebrado entre a Linx e a Stone, que em seu item 7.2 prevê que, eventual recomendação de aprovação de proposta de operação concorrente pelo conselho de administração da Linx não constitui violação à exclusividade assumida naquele mesmo acordo”.

Para que sua proposta, que já foi prorrogada até 13 de outubro, continue válida após esse prazo, a Totvs espera que a administração da Linx proporcione o mesmo nível de acesso à informação dado à Stone na preparação dos documentos exigidos pela CVM e pela SEC para a realização de assembleias; caso a assembleia geral da Linx para deliberar sobre a proposta da Stone seja convocada antes de o formulário F-4 da Totvs seja declarado efetivo pela SEC, assegure a inclusão, na ordem do dia da mesma assembleia; e emita, ainda que condicionada a estar o F-4 da Totvs efetivo, sua recomendação aos acionistas da Linx quanto à proposta da Totvs.

A Totvs reiterou ainda que sua proposta será mantida após 13 de outubro apenas caso essas condições mínimas sejam respeitadas.

Segundo o Bradesco BBI, a assinatura deste protocolo é um passo importante para permitir que a oferta da TOTVS seja levada à assembleia de acionistas da Linx em conjunto com a oferta de Stone. “Acreditamos que é do interesse dos acionistas ter ambas as ofertas sobre a mesa, para que possam decidir qual delas se adapta melhor aos seus interesses. Além disso, acreditamos que ocorrerão mais desdobramentos nesta história”, avaliam.

Petrobras (PETR3;PETR4); Ultrapar (UGPA3) e Cosan (CSAN3)

A Ultrapar Participações e a Cosan confirmaram que estão disputando a compra da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR) da Petrobras, no Paraná. Em comunicado, a Cosan informou que apresentou uma proposta para comprar a Refinaria. A proposta foi feita pela Cosan e o consórcio liderado pela Raízen. A Ultrapar também informou que está participando do processo.

Em relatório, o Credit Suisse afirmou que, além da Ultrapar e da Raízen, a Sinopec também fez uma oferta pela empresa. Na visão do banco, deve haver uma nova rodada de propostas pela companhia. “Acreditamos que a Ultrapar e a Cosan vão competir pela Repar e pela Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP).”

No momento, o Senado está procurando apoio para vetar a venda de subsidiárias da empresa sem autorização do Parlamento. Segundo a Agência Senado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, apresentou relatório com voto favorável ao deferimento do pedido formulado pelo Senado contra a venda de subsidiárias da Petrobras sem análise do Parlamento. Outro ministro do STF, Ricardo Lewandowski, já apresentou voto e acompanhou o relator. Os demais ministros têm até o dia 25 de setembro de 2020 para apresentarem seus votos.

Ainda no radar da companhia, a Petrobras deve adiar a oferta dos 37,5% ainda detidos pela petroleira na BR Distribuidora até que haja uma melhoria das condições do mercado de capitais, de acordo com o Valor Econômico. O processo de desinvestimento recebeu aval do conselho de administração no final de agosto. No entanto, a bolsa vem caindo desde então, o que levou a empresa a segurar a operação, segundo o jornal.

Também em destaque, a empresa concluiu hoje a oferta de recompra de títulos globais efetuada pela sua subsidiária integral Petrobras Global Finance B.V. (PGF). O volume de principal foi de US$ 3,502 bilhões, considerando as taxas de câmbio de US$ 1,1828/€ e US$ 1,2975/£, conforme o caso. O montante total pago a esses investidores foi de US$ 3,975 bilhões.

Como o montante total ofertado pelos investidores na oferta de recompra excedeu o limite de US$ 4 bilhões previamente estabelecido, o volume ofertado para alguns dos títulos não foi aceito.

Minerva (BEEF3)

A Minerva informou a liquidação financeira do aumento de capital em função do exercício de bônus de subscrição homologados na última Reunião do Conselho de Administração da Companhia, em 15 de setembro. A operação somou R$ 395,5 milhões, com a emissão de 61.604.794 novas ações ordinárias.

Com isso, o capital social passou a ser dividido em 548.413.533 ações ordinárias. Segundo a Minerva, ainda restam 59.382.322 bônus de subscrição disponíveis no mercado, com prazo máximo para exercício até 21 de dezembro de 2021, podendo representar um aumento de capital adicional de aproximadamente R$ 381,2 milhões.

B3 (B3SA3)

A B3 aprovou pagamento de juros sobre capital próprio no valor total de R$ 302 milhões, equivalentes ao valor bruto de R$ 0,14778588 por ação. Além disso, foi aprovado o pagamento de dividendos de R$ 1,324 bilhão, equivalentes ao valor de R$ 0,648368753 por ação. Os pagamento serão feitos em 07 de outubro e têm como base a posição acionário de 24 de setembro de 2020. As ações serão negociadas na condição “ex” juros sobre capital próprio e dividendos a partir do dia 25 de setembro de 2020.

B2W (BTOW3)

A B2W homologou o aumento de capital social da Companhia, aprovado em 21 de julho, no valor de em R$ 4 bilhões, mediante a emissão privada de 34.782.609 novas ações ordinárias, pelo preço de emissão de R$115,00 por ação. Com isso, o capital social da Companhia passou de R$ 8,3 bilhões para R$ 12,3 bilhões, dividido em 559.632.528 ações ordinárias.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil formalizou a saída do presidente Rubem de Freitas Novaes. Ele será substituído, a partir de hoje, por André Brandão, ex-presidente do HSBC, segundo a Reuters. Novaes foi indicado pelo Ministro da Economia, Paulo Guedes, em novembro de 2018.

Hapvida (HAPV3)

O Bradesco BBI atualizou o preço-alvo da Hapvida de R$ 71 para R$ 73 para refletir o recente movimento de aquisições, crescimento orgânico e melhoria de preços. Com as novas aquisições, a base de beneficiários cresceu mais de 10%, ampliando a diversificação do portfólio e reduzindo a exposição às regiões Norte e Nordeste.

Segundo o banco, o rating foi mantido em Neutro. Os analistas alertaram que a empresa pode sofrer uma queda maior no número de beneficiários devido à crise da Covid-19 e ao aumento do desemprego, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Por outro lado, o BBI destacou que a Hapvida está envolvida em uma mudança estrutural do setor, e que a aquisição de empresas em diferentes regiões deve criar oportunidades de crescimento orgânico no médio e no longo prazo.

Plano & Plano (PLPL3)

A Plano & Plano informo que o acionista Truxt Investimentos aumentou a participação em ações ordinárias da companhia, passando a administrar um total de 24.900.000 ações ordinárias, correspondentes a 12,19% do total de ações ordinárias da Plano & Plano.

Ez Tec (EZTC3)

A Ez Tec anunciou o lançamento de um complexo residencial na cidade de Guarulhos que terá Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 205,8 milhões. São dois projetos, com áreas que variam de 39 a 110 metros quadrados. A previsão de entrega é setembro de 2023.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig vai colocar em prática a partir de outubro o monitoramento ambiental de fazendas pecuárias ligadas direta ou indiretamente ao fornecimento de gado para a companhia, segundo O Estado de S.Paulo. Segundo a reportagem, o objetivo é evitar a aquisição de bovinos que tenham passado por áreas de conservação ambiental, desmatadas ilegalmente, embargadas pelo Ibama ou que usem trabalho análogo à escravidão.

Sanepar (SAPR11)

A Sanepar prorrogou por 90 dias a cobrança para clientes cadastrados na tarifa social.

(Com Agência Estado e Reuters)

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