Neste mês, o Pix começou a se tornar realidade para os brasileiros, com o início dos cadastros para utilizar o novo sistema de pagamentos instantâneos, que estará operacional a partir de 16 de novembro.

Durante a pandemia que se abateu sobre o mundo, desde o início deste ano, as transações financeiras realizadas através de plataformas digitais deram saltos de crescimento, antecipando anos de investimento e educação financeira para a população, na utilização de tais ferramentas.

A operacionalização do Pix se soma ao projeto de Open Banking, também previsto para este ano, no planejamento do Banco Central para promover maior transparência ao mercado financeiro e agilidade no fluxo de pagamentos, continuando o processo de desmonte de estruturas fechadas e rígidas que existiam na nossa economia.

Nesse contexto, o mercado de câmbio também viverá sua própria revolução. As transações de compra e venda de moeda estrangeira passarão a ser realizadas na hora, não necessitando mais aguardar a confirmação da transferência dos reais, uma vez que o Pix produzirá confirmação imediata no ato da operação, seja a débito ou a crédito.

Nas remessas internacionais, não somente a liquidação financeira será realizada na hora, como a transferência dos valores poderá ocorrer minutos após a liquidação, pois toda a cadeia produtiva desta operação será impactada com a simples mudança do fluxo financeiro proposto. Atualmente, na melhor das hipóteses, a ordem de pagamento seguirá em até 48 horas.

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Ao avaliarmos as mudanças trazidas pelo Pix, no entanto, não podemos atentar apenas para o detalhe da liquidação financeira, mas os seus impactos nos processos que serão sentidos e, provavelmente, tornará a vida mais fácil para todos.

O Banco Central já sinalizou os estudos para o Pix substituir o atual Swift – serviço da Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais – em transações internacionais, dentro de uma proposta de internacionalização do novo sistema, podendo inclusive se tornar algo como um “cartão internacional”.

Todas essas transformações estão em linha com uma tendência mundial de digitalização das moedas. No início da semana, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a emissão de uma moeda digital está sendo estudada “seriamente”. E, aqui, a criação da Moeda Digital de Banco Central (CBDC) também está nos planos.

As instituições financeiras já devem estar preparadas para assumir o desafio proposto pelo Banco Central para com a sociedade brasileira, que trará ganhos ilimitados ao dia a dia de todos, trazendo transparência, agilidade e segurança às operações financeiras.

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