SÃO PAULO — O polêmico aumento recente no preço do saco de arroz em várias partes do país foi visto por outros olhos pela M.Dias Branco (MDIA3). A companhia teve produção e receitas recordes no terceiro trimestre e, segundo o diretor de relações com investidores Fábio Cefaly, um dos motivos pela maior procura por massas no período foi exatamente o fato de o arroz estar mais caro.

“O nosso crescimento na categoria de massas vem por três motivos. O primeiro é a nossa execução: estamos crescendo onde nós não tínhamos uma posição relevante. O segundo é o fato de as pessoas estarem mais tempo em casa e obviamente elas estão cozinhando mais, e isso tem um reflexo no consumo de massas. E pode sim ter essa questão do arroz, que são produtos substitutos e o preço do arroz teve um aumento substancial durante este ano “, afirmou.

Ele participou nesta segunda-feira (9) de uma live no InfoMoney da série Por Dentro dos Resultados, onde executivos de importantes empresas da Bolsa apresentam os principais destaques financeiros do terceiro trimestre, comentam os números e falam sobre perspectivas.

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O executivo falou sobre a questão do trigo, que é o insumo principal da companhia e o qual ela não produz, mas compra de fornecedores internos e externos. Segundo ele, o gerenciamento dos estoques está sendo bem-feito, apesar da questão cambial e da demanda forte por importação do país.

“Nós importamos bastante trigo, 70%-80% do trigo que a gente consome é importado da Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Canadá, Rússia. O Brasil não é autossuficiente, metade do trigo que o Brasil consome é importado”, disse. “Por isso que a gente teve esse impacto negativo na nossa margem bruta, em função da desvalorização do real”, completou. Apesar disso, o executivo afastou a hipótese de a empresa se verticalizar na produção do insumo.

Ele afirmou, porém, que a empresa se preparou muito para intensificar produtos de exportação e isso tem sido refletido numa melhora nessa área. “O que está acontecendo agora é reflexo do que fizemos nos últimos anos, não é surpresa. O câmbio desvalorizado deixa mais competitivo o que já era competitivo. Além das vendas recorrentes para África, Paraguai, Uruguai, Estados Unidos, apareceram alguns clientes novos, principalmente na América Central”, disse.

Cefaly comentou ainda sobre a empresa ter tido despesas de R$ 38 milhões neste ano, até setembro, relacionadas à Covid-19, disse que a empresa não precisou de capex emergencial para dar conta da demanda maior por alimentos durante a pandemia, falou sobre o aumento da penetração das marcas da M.Dias em áreas como o interior de São Paulo e o Centro-Oeste do país, além da redução do endividamento, dos efeitos não recorrentes sobre o balanço, o atual preço das ações e o programa de recompra em aberto e da concorrência. Assista à live acima.

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